Pesquisa da BlackRock, uma das principais gestoras globais, aponta que 78% dos assessores de investimentos nos Estados Unidos possuem mais de 14 anos de experiência. No mercado brasileiro, por sua vez, cerca de 20% dos profissionais têm mais de cinco anos de atuação.A diferença de maturidade, que inicialmente poderia ser interpretada como um desafio para o mercado nacional, reflete, na verdade, uma oportunidade para os assessores brasileiros, observa Cristiano Castro, diretor de Desenvolvimento de Negócios da BlackRock no Brasil.Seja um Assessor de Investimentos com a XP | Certificação Ancord“Esse, para mim, é um dado emblemático. É uma atividade longeva nos Estados Unidos, uma carreira de longo prazo”, afirma.”Mais de 70% das pessoas que hoje têm um advisor estão propensas a trocar o profissional que atendia seus pais ou avós dentro do processo sucessório”, acrescenta o executivo, ao destacar as oportunidades para quem busca construir uma carreira duradoura no setor.Castro antecipou detalhes da pesquisa — que ouviu 1.028 profissionais nos Estados Unidos — durante evento organizado pela consultoria AAWZ, em São Paulo (SP).Leia também: Como a informação sem direção pode gerar ansiedade no seu clienteComo os assessores americanos usam seu tempoDe acordo com o levantamento da BlackRock, os assessores americanos priorizam atividades que agregam valor consultivo e planejamento de longo prazo. As três áreas às quais dedicam mais tempo são:Planejamento patrimonial e sucessório;Planejamento de aposentadoria;Transição intergeracional de patrimônio.A nova geração de assessores, formada principalmente por millennials, também está mudando as prioridades do negócio, com foco na aquisição de novos clientes e no ganho de eficiência operacional.Nesse contexto, a implementação da inteligência artificial é vista como o próximo grande salto de produtividade.“Não tenho a menor dúvida de que, daqui a algum tempo, você vai ligar para o cliente, clicar em um botão, e a conversa não apenas será transcrita, mas também fornecerá respostas em tempo real para as perguntas que ele fizer”, prevê Castro.Leia também: XP reconhece escritórios parceiros por trajetória e excelência no atendimentoO assessor como principal referência financeiraPara se diferenciar, os assessores americanos têm investido em educação financeira familiar e em uma visão de risco que vai além dos investimentos, incorporando temas como planejamento tributário — estratégia que, segundo o executivo, pode gerar entre 20% e 30% de retorno adicional ao cliente.O objetivo é tornar-se o principal ponto de contato para qualquer decisão financeira relevante.“Você precisa ser a primeira ligação do cliente e o primeiro contato quando ele pensar em qualquer assunto relacionado às finanças”, afirma Castro.Leia também: Brasil supera 27 mil assessores de investimento e amplia base de profissionais Por fim, a pesquisa da BlackRock mostra que o mercado americano de assessoria ainda é predominantemente masculino: 88% dos profissionais são homens e apenas 12% são mulheres.“Pensem que, há oito anos, estávamos falando de 6%. A participação feminina dobrou, mas ainda é muito pequena”, conclui o diretor.The post O que os assessores dos EUA podem ensinar aos do Brasil, segundo a BlackRock appeared first on InfoMoney.
