A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou nesta segunda-feira (9) a Operação Interface para desarticular um esquema interestadual especializado no golpe do “falso executivo”, fraude em que criminosos se passam por dirigentes de empresas para induzir funcionários do setor financeiro a realizar transferências bancárias. A ação foi conduzida pela 3ª Delegacia de Polícia de Canoas, com apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça e das polícias civis de Mato Grosso e do Rio Grande do Norte.Ao todo, foram cumpridas 87 medidas cautelares nos dois estados, sendo 60 mandados de busca e apreensão e 27 mandados de prisão. Segundo a polícia, 16 pessoas foram presas até o momento. Também houve bloqueio de contas bancárias ligadas aos investigados, além da apreensão de carros, motos, celulares, chips e R$ 15 mil em espécie.A investigação teve como ponto de partida um golpe aplicado contra uma empresa do setor industrial, que teve prejuízo de R$ 193.601,89. Leia tambémOperação mira grupo suspeito de fraude com cartões de crédito contra plataformaDois pastores estão entre os alvos de mandados de prisão e busca e apreensão; grupo teria dado prejuízo de R$ 263 mil para empresa que administra o serviço de pagamentos onlineSuspensão da vacina da dengue do Butantan: o que fazer se você tomou o imunizanteDesde janeiro, cerca de 501 mil pessoas foram vacinadas pelo SUS com o imunizanteDe acordo com a polícia, uma assistente financeira recebeu mensagens de um número que exibia a foto do presidente da companhia e, acreditando tratar-se de uma solicitação legítima, realizou transferências para contas indicadas pelos criminosos. A fraude só foi descoberta dois dias depois, quando ela desconfiou dos valores e checou o número usado no contato.As apurações indicam que o esquema era operado a partir de Mato Grosso, especialmente da região de Cuiabá, e contava com uma estrutura organizada. Segundo os investigadores, o grupo incluía os chamados “conteiros”, que cedem contas bancárias para receber recursos de origem ilícita, e os “tripeiros”, responsáveis por recrutar esses titulares em troca de comissões. O dinheiro era pulverizado rapidamente entre dezenas de contas em diferentes estados para dificultar o rastreamento e a recuperação dos valores.A orientação da Polícia Civil é que empresas adotem protocolos rígidos de confirmação para transferências, especialmente em casos de urgência, mudança de conta ou valores elevados, com checagem por mais de um canal de comunicação.The post Golpe do falso executivo: polícia do RS faz operação após fraude de quase R$ 200 mil appeared first on InfoMoney.
