Estudantes das três universidades estaduais paulistas realizaram greves neste ano em busca de melhorias na permanência estudantil, moradia e alimentação. Entre elas, a única encerrada até esta quinta-feira, 11, é a organizada por alunos da Universidade de São Paulo (USP).Na segunda-feira, 8, os estudantes da USP aprovaram o fim da greve em assembleia geral convocada pelo Diretório Central Estudantil (DCE), após 54 dias de paralisação das atividades.Leia tambémIbovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa sobe com exterior positivo e retoma os 169 mil pontosBolsas dos EUA avançam com retomada de alta das ações de tecnologia e indefinição sobre a guerra EUA: preços ao produtor surpreendem, sobem 1,1% em maio e 6,5% na base anualAnalistas consultados pela FactSet previam alta mensal de 0,6% e acréscimo anual de 6,4%Desde então, as assembleias de cada curso vêm votando pelo encerramento ou não da paralisação em suas respectivas unidades. Mesmo antes do fim da greve, cursos como Direito, Enfermagem e Medicina já tinham retomado as aulas.UnicampNa Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a greve geral ocorre desde 18 de maio. Na segunda-feira, estudantes ocuparam o prédio da Diretoria Geral da Administração (DGA), órgão responsável pela gestão das atividades administrativas da instituição.Em nota, o DCE afirmou que a reitoria enviou e-mails “que tentavam chantagear” a mobilização estudantil e “impor o fim da greve”, sem novas negociações e sem formalizar as propostas já discutidas.Segundo a organização, pontos centrais reivindicados pelos alunos ficaram de fora das negociações, como a contratação de novos docentes, a entrega de obras em andamento e a concessão de auxílio-permanência sem critérios de desempenho.A reitoria lamentou a ocupação e afirmou que a ação prejudicou o andamento de serviços essenciais, como o abastecimento da área da saúde, a liberação de salários, bolsas e auxílios estudantis e o funcionamento dos restaurantes universitários.Na quarta-feira, 10, o DCE afirmou que retomou as negociações após receber da reitoria “uma retratação à postura intransigente que visava colocar fim à greve estudantil”. Segundo a organização, a gestão propôs a reabertura do diálogo com uma reunião para “consolidar compromissos assumidos anteriormente”.Já a reitoria publicou os termos da proposta oferecida aos alunos em 3 de junho – que incluem a criação de grupos de trabalho para discussão das bolsas de permanência e viabilização da moradia estudantil em Limeira, com perspectiva de investimento de até R$ 20 milhões – e afirmou que continuará aberta ao debate e ao aperfeiçoamento de suas políticas.Uma nota reunião entre os dois lados está agendada para esta quinta-feira, 11.UnespNa Universidade Estadual Paulista (Unesp), os primeiros passos da greve estudantil foram dados no início de maio, em meio ao crescimento das paralisações nas outras universidades.No entanto, o movimento ganhou força após a reitora da Unesp, professora Maysa Furlan, determinar a suspensão temporária da homologação de concursos públicos de docentes, pesquisadores e técnicos administrativos, sob a justificativa de dificuldades orçamentárias.A medida atinge o plano orçamentário de 2026, que prevê a contratação de 150 docentes e 100 servidores técnico-administrativos ao longo do ano. Com a decisão, as contratações ficam temporariamente congeladas.A decisão foi questionada pela Associação dos Docentes da Unesp (Adunesp), que afirmou que no orçamento da universidade para 2026 – devidamente aprovado pelo Conselho Universitário – há recursos financeiros necessários para a contratação de todos os docentes, pesquisadores e técnicos administrativos que foram aprovados nesses concursos pendentes de homologação.Na quarta-feira, os estudantes realizaram um protesto em frente à reitoria, durante uma reunião entre o Fórum das Seis – articulação sindical e estudantil que reúne entidades representativas de servidores, professores e estudantes da USP, Unicamp e Unesp – e o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp).The post Estudantes da Unicamp e da Unesp mantêm greve após encerramento de paralisação na USP appeared first on InfoMoney.
