O modelo mais tradicional de assessoria ainda faz sentido? Veja para quem 

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O mercado de assessoria e consultoria de investimentos no Brasil já oferece diferentes formas de atendimento para quem busca ajuda profissional na hora de investir. Não há um modelo melhor do que outro, observam os especialistas. Por isso, o mais tradicional deles, o transacional, continua sendo uma opção adequada para uma parcela dos investidores. 

No formato transacional, o investidor conta com o apoio de um assessor de investimentos e é cobrado por operação — ou seja, paga de acordo com a movimentação realizada em sua carteira. 

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O modelo costuma fazer sentido para quem movimenta pouco os investimentos e, portanto, utiliza menos os serviços de assessoria financeira.  

O formato transacional de relacionamento com o assessor tende a ser a alternativa mais econômica e eficiente para investidores com perfil mais conservador, que preferem posições de longo prazo e não têm necessidade de rebalanceamentos frequentes do portfólio. 

Não há um percentual fixo deste repasse. O índice vai variar de acordo com o contrato assinado entre a corretora e a gestão do fundo. Mas o valor – assim como a remuneração dos demais produtos financeiros – pode ser conferido pelo próprio investidor no extrato trimestral da corretora, que virou regra desde o final de 2024.

Principais características:

Modelo: principal modelo de atuação no setor de investimentos do mercado brasileiro.

Cobrança: taxa por cada transação de investimento, sem mensalidade fixa.

Perfil: ideal para quem faz movimentações com menor frequência e quer manter investimentos no médio e longo prazo.

Diferenciais: você não paga pela manutenção da sua carteira de investimentos.

Quem se beneficia do modelo transacional 

O perfil que mais se adapta ao modelo transacional é o do investidor que já tem clareza sobre seus objetivos, não precisa de acompanhamento constante e valoriza a autonomia na tomada de decisões. Quem prefere carteiras mais enxutas e mantém uma visão de longo prazo tende a se beneficiar desse formato. 

Nesse modelo, o assessor atua como um orientador pontual. Está disponível para esclarecer dúvidas, apresentar oportunidades e recomendar produtos alinhados ao perfil e aos objetivos do cliente, sem a necessidade de um acompanhamento intensivo e recorrente.

Seu papel é apoiar o investidor na tomada de decisões relacionadas aos investimentos e ao patrimônio, sempre com foco na adequação das recomendações às necessidades de cada pessoa. 

Antes de optar por esse modelo, vale responder a três perguntas: você movimenta pouco a carteira ao longo do ano? Prefere manter posições por períodos mais longos, sem ajustes frequentes? Já possui um entendimento razoável sobre os produtos nos quais investe?

Se a resposta for positiva para a maioria dessas questões, o modelo transacional provavelmente é o ponto de partida mais adequado para o seu perfil. 

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Outras formas de investir 

O mercado de assessoria e consultoria de investimentos tem crescido cada vez mais no Brasil. Só entre os assessores, o número de profissionais aumentou 502% entre 2016 e 2025. Mas o avanço vai além dos números. O segmento tem se sofisticado e oferece diferentes formas de atendimento ao cliente. 

Atualmente, o investidor que busca um profissional do mercado financeiro pode escolher, além do modelo transacional, os formatos de relacionamento fee fixo e consultoria.

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“Não existe um modelo superior”, chama a atenção uma recente campanha da XP Investimentos, que passou a oferecer os três modelos aos clientes. “O que existe é o modelo mais adequado para cada pessoa”, reforça a iniciativa. 

Cada um dos modelos de atendimento, acrescenta a campanha, varia em nível de autonomia, tipo de suporte e profundidade do planejamento financeiro.

Entender, portanto, um pouco mais sobre os tipos de relacionamento é importante para se descobrir qual é o mais indicado de acordo com o perfil do investidor. 

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