BID: América Latina aumenta vendas para China, mas EUA ainda são principal mercado

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CIDADE DO MÉXICO, 16 Jun (Reuters) – ⁠A China foi o comprador de produtos da ⁠América Latina e do Caribe que mais cresceu nos primeiros três meses ‌de 2026, segundo um relatório divulgado nesta terça-feira pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), mas os EUA continuaram sendo o principal mercado da região.O domínio dos ‌EUA foi impulsionado por seus laços comerciais com o México e a América Central, enquanto a China lidera em grande parte da América do Sul, conforme o relatório.O valor das exportações latino-americanas para a China cresceu 25% nos primeiros três meses de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior, enquanto as ⁠vendas ‌para o restante da Ásia aumentaram 24%, para a União Europeia subiram ⁠19% e para os EUA tiveram alta de 14%.“Os Estados Unidos foram os que mais contribuíram para o aumento total das exportações da América Latina e do Caribe, enquanto a China e o restante da Ásia apresentaram o maior dinamismo”, afirmou o BID.Leia tambémTerremoto de magnitude 6,3 deixa 1 morto e 4 feridos em Qinghai, na ChinaO tremor ocorreu na província de Qinghai a uma profundidade de 10 km nesta terça-feira, provocando a evacuação de mineradores locais e a ativação de respostas de emergência por equipes de resgateChina: queda dos preços de imóveis em maio aprofunda crise no setorO recuo mensal atingiu 52 das 70 maiores cidades do país e o investimento imobiliário despencou 16,2% entre janeiro e maio, mantendo o segmento como um dos principais entraves para a economia domésticaAs remessas da China para a ​região aumentaram 29%, enquanto as exportações dos EUA cresceram 4%, um aumento mais moderado. Mesmo assim, a participação dos EUA nas importações da região atingiu ​um recorde de quase 22%, enquanto a da China recuou ligeiramente para 9,6%.No geral, as exportações da América Latina cresceram quase 16% nos primeiros três meses de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025, o dobro da alta anual de 8% registrada ao longo de 2025, à medida ‌que os volumes e os preços aumentaram para os ​principais produtos fabricados na região.O preço do ouro — um ativo de refúgio que os investidores utilizam para proteger seu patrimônio em momentos de volatilidade — disparou 64% entre janeiro e abril. Os preços ⁠do cobre, do petróleo, ​da soja e do ​minério de ferro subiram em menor escala, enquanto os do café e do açúcar caíram mais de ⁠20%.A guerra dos EUA e de Israel ​contra o Irã fez os preços dos combustíveis dispararem, um grande golpe para as nações dependentes de importações. Mesmo os exportadores de petróleo, cujos cofres se beneficiaram dos preços ​mais altos, foram afetados por um aumento associado nos custos de fertilizantes e frete.Na Venezuela, as exportações totais caíram 8,7% nos primeiros ​três meses de 2026, ⁠segundo o relatório, mesmo com as vendas para os EUA apresentando um ligeiro aumento após os norte-americanos ⁠terem capturado o presidente Nicolás Maduro no início do ano, impondo uma supervisão significativa sobre o setor de petróleo bruto do país.“A instabilidade nas políticas comerciais globais e a proliferação de conflitos geopolíticos estão criando um alto grau de incerteza”, afirmou o BID, acrescentando que isso representava “tanto riscos quanto oportunidades para a região”.(Reportagem de Sarah ​Morland)The post BID: América Latina aumenta vendas para China, mas EUA ainda são principal mercado appeared first on InfoMoney.

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