Dança das cadeiras de CEOs bate recorde no primeiro trimestre de 2026, diz estudo

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As empresas globais de capital aberto começaram o ano em compasso de mudança, ao menos em relação a trocas nas principais cadeiras executivas. Segundo o Índice Global de Rotatividade de CEOs, da Russell Reynolds Associates, a rotatividade de CEOs de companhias com ações em bolsa pelo mundo atingiu um novo recorde no primeiro trimestre de 2026. Segundo o levantamento da consultoria em busca e desenvolvimento de lideranças, 77 executivos assumiram novas cadeiras de CEO entre janeiro e março, o maior volume para um primeiro trimestre desde o início do acompanhamento, em 2018, e uma alta de 40% em relação ao mesmo período do ano passado. O Índice Global de Rotatividade de CEOs da Russell Reynolds Associates analisa trimestralmente empresas listadas nos 13 principais índices globais, incluindo S&P 500, FTSE 100, DAX 40, Nikkei 225 e Hang Seng e, na edição mais recente, revela que 55 CEOs deixaram seus cargos. O levantamento não contempla empresas brasileiras mas, por aqui, a tendência também parece ter se espalhado. Ao menos 10 empresas listadas tiveram uma troca na liderança nos últimos meses, de Yduqs (YDUQ3) e Brava Energia (BRAV3) a Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) e Smart Fit (SMFT3).Mais experiênciaNo levantamento, a consultoria destaca que 26% dos novos CEOs já tinham experiência de liderança de empresas de capital aberto e que o tempo de permanência dos executivos na posição também vem aumentando. “O recorde do primeiro trimestre reforça que a sucessão de CEOs está ocupando um espaço cada vez mais relevante nas discussões dos Conselhos”, Jacques Sarfatti, sócio diretor da Russell Reynolds Associates no Brasil.De acordo com Sarfatti, as mudanças na direção das companhias tem sido impulsionada pelo cenário de maior pressão por resultados. Assim, muitas empresas buscam lideranças que consigam assumir rapidamente a condução do negócio e tomar decisões em contextos complexos. “Por isso, cresce a valorização de executivos com experiência prévia na cadeira de CEO, enquanto o desenvolvimento de sucessores internos segue essencial para garantir continuidade e visão de longo prazo”, afirma .A busca por executivos mais experientes cresceu 50% em relação ao mesmo período do ano passado e quase o triplo na comparação com o primeiro trimestre de 2024. Em termos absolutos, foram nove nomeações de CEOs experientes em 2026, ante cinco no primeiro trimestre de 2025 e duas no mesmo intervalo de 2024.Apesar da tendência, o estudo não indica uma ruptura estrutural na contratação de CEOs ‘iniciantes’. Pelo mundo, esse perfil ainda representa uma parcela relevante das nomeações, reforçando a importância de processos contínuos de desenvolvimento de sucessores internos. Contudo, os dados sugerem que, diante de maior pressão por resultados e menor tolerância a longas curvas de aprendizado, os Conselhos vêm calibrando suas decisões de sucessão de acordo com o grau de complexidade do momento vivido pelas empresas.Leia tambémAmazon contrata 9 mil temporários e aumenta rotas aéreas para Prime DayVarejista americana amplia operação, reforça logística e prepara estrutura para processar até 10 mil pacotes por hora durante o maior evento de vendas para assinantes PrimePrata da casaOutro destaque do trimestre foi o aumento no tempo médio de permanência dos CEOs que deixaram seus cargos. Globalmente, esses executivos ficaram, em média, 10 anos na posição, ante 6,6 anos no primeiro trimestre de 2025. No S&P 500, a média chegou a 11,8 anos, frente a 8,3 anos no mesmo período do ano anterior. Segundo a análise da consultoria, o dado sugere que alguns Conselhos têm optado por reter CEOs por mais tempo antes de realizar transições, especialmente quando esses executivos demonstram capacidade de navegar por períodos prolongados de complexidade.Para a consultoria, os resultados reforçam a importância de planos sucessórios estruturados, profundidade no pipeline de talentos e preparação de líderes capazes de responder rapidamente às demandas do mercado.The post Dança das cadeiras de CEOs bate recorde no primeiro trimestre de 2026, diz estudo appeared first on InfoMoney.

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