Líbano está incluído no acordo entre os EUA e o Irã? Veja o que dizem os envolvidos

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O presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmou nesta quarta-feira, 17, que as negociações do país com Israel em Washington são independentes do acordo entre os EUA e o Irã para acabar com o conflito no Oriente Médio.“As garantias que recebemos, e no que insistimos, é que o caminho do Líbano nas negociações seja independente, embora sejamos certamente a favor de um cessar-fogo e de qualquer país que nos ajude, incluindo o Irã”, disse Aoun, segundo um comunicado de seu gabinete, após o Irã e o Paquistão terem afirmado que o Líbano estava incluído no acordo entre os EUA e o Irã.“O Estado libanês é soberano em suas tomadas de decisão e, pela primeira vez, é ele quem conduz as negociações, e ninguém está negociando por nós”, disse Aoun antes da quinta rodada de conversas entre israelenses e libaneses na próxima semana.Ainda nesta quarta-feira, as forças israelenses realizaram novos ataques no sul do Líbano. Segundo divulgado pela Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA), aviões israelenses atacaram a área de Nabatieh al-Fawqa e os arredores da cidade vizinha de Kfar Tebnit. Israel ainda não se pronunciou, mas já havia declarado que seus alvos são a milícia radical xiita Hezbollah, apoiada pelo Irã.Líbano está incluído no acordo, segundo o PaquistãoNa terça, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, precisava “ser mais responsável em relação ao Líbano”.O texto do acordo entre os EUA e o Irã para pôr fim à guerra ainda não foi divulgado, mas o Paquistão, mediador do acordo, afirma que o Líbano está incluído. Nos últimos dias, Netanyahu afirmou que as tropas israelenses permanecerão no sul do Líbano apesar do acordo firmado entre Estados Unidos e Irã para encerrar a escalada militar na região.Israel agirá por interesses própriosSegundo ele, Israel não participou das negociações conduzidas pelo presidente americano e continuará tomando decisões com base em seus próprios interesses de segurança.Em entrevista coletiva na segunda-feira, 15, Netanyahu disse que o Irã pressionou para que a retirada das forças israelenses do território libanês fosse incluída no acordo, mas que a exigência não foi aceita. “O Irã queria que nos retirássemos de lá, mas isso não aconteceu. Sabe por que não aconteceu? Porque me mantive muito, muito firme”, afirmou.Leia tambémTrump diz que não queria ver catástrofe econômica ao defender acordo com Irã“Se tivéssemos continuado ⁠com ​isso, poderia ter acontecido”, ​disse Trump a repórteresIbovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa sobe e volta a testar os 171 mil pontosBolsas dos EUA operam sem força em dia de decisão do Fed O premiê reiterou que a principal preocupação de seu governo continua sendo impedir que Teerã desenvolva armas nucleares. “Com um acordo ou sem um acordo, continuaremos fazendo o que for necessário para impedir que o Irã obtenha armas nucleares. Enquanto eu for primeiro-ministro de Israel, isso não acontecerá”, declarou.Israel mantém uma zona de segurança no sul do Líbano desde a ofensiva lançada contra o Hezbollah após os ataques do grupo apoiado pelo Irã ao norte do território israelense durante os primeiros dias da guerra. Desde o início das negociações, Teerã defende que o fim da presença militar israelense na região seja uma condição para qualquer entendimento com Washington.Apesar das pressões, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, também afirmou que as tropas permanecerão no Líbano. A posição evidencia um dos pontos de divergência entre o governo de Netanyahu e a estratégia adotada por Trump para encerrar o conflito com o Irã.Durante as negociações, o presidente americano chegou a demonstrar irritação com bombardeios israelenses em Beirute, alertando que novas ofensivas poderiam comprometer as conversas. Ainda assim, decidiu avançar com o acordo sem vincular sua implementação à retirada das forças israelenses do território libanês. (Com agências internacionais)The post Líbano está incluído no acordo entre os EUA e o Irã? Veja o que dizem os envolvidos appeared first on InfoMoney.

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