CEO da Perplexity diz que medo do fracasso é ‘a coisa mais estúpida’ na carreira

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Enquanto trabalhadores lidam com demissões, disrupção causada pela IA e pressão constante para provar seu valor, a insegurança pode parecer uma parte inevitável da construção de uma carreira. Mas, para Aravind Srinivas, CEO da gigante de IA Perplexity, atuar sob o medo do fracasso apenas atrapalha o sucesso. Ele conquistou seu espaço na corrida tecnológica trilionária ao se concentrar na emoção de vencer.“Não tenho nada a perder”, disse Srinivas recentemente no podcast 20VC with Harry Stebbings. “Eu vim do nada. Nunca imaginei que estaria fazendo tudo isso. Então minha vida já foi extraordinária além de qualquer nível de imaginação.”Leia também: O esporte me ensinou a construir, não apenas competirEm 2022, ele cofundou a Perplexity, que desde então teria levantado pelo menos US$ 1,5 bilhão em financiamento total. Seu valor de mercado era estimado em cerca de US$ 18 bilhões a US$ 20 bilhões em 2025.Mas, ao crescer em Chennai, na Índia, em uma família de classe média baixa, ele disse que simplesmente conseguir um emprego já era o padrão de sucesso.E o prodígio da IA se destacou em todos os aspectos mensuráveis, obtendo um bacharelado com especialização em engenharia elétrica no prestigiado Indian Institute of Technology (IIT). No ano seguinte à formatura, Srinivas conseguiu um estágio de pesquisa na OpenAI e depois na Google DeepMind — o emprego mais desejado por sua família. Por isso, qualquer conquista adicional é apenas um bônus em uma carreira que já considera extraordinária.“Tudo o que queríamos era conseguir um emprego no Google. Ser engenheiro no Google era considerado uma vitória”, continuou o CEO. “Já estou indo excepcionalmente bem em comparação com a ambição que tínhamos como família, então realmente não tenho nada a perder.”“Por isso, sempre que tento agir como alguém que está tentando evitar o fracasso, que está jogando na defensiva, lembro a mim mesmo que essa é a coisa mais estúpida a se fazer”, disse Srinivas. “É melhor apostar tudo e dar o seu melhor. Jogue sempre no ataque. Ataque, ataque, ataque.”Líderes alcançam sucesso assumindo riscos e aprendendo a lidar com desconfortoRyan Smith, ex-CEO e fundador da plataforma de software em nuvem Qualtrics, concorda que é fundamental ultrapassar limites para alcançar o sucesso. Na verdade, ele se arrepende de momentos em que não seguiu seu próprio conselho. Se todas as contratações, produtos e aquisições de uma empresa forem “seguros”, fica claro que nada revolucionário está a caminho. Smith afirma que assumir riscos calculados para permanecer na vanguarda é essencial.“Meu maior medo como CEO é que as pessoas deixem de ultrapassar limites”, escreveu Smith para a revista Fortune em 2016. “Alguns dos meus maiores arrependimentos aconteceram quando tive uma grande ideia e não a coloquei em prática rápido o suficiente ou não fui até o fim porque tinha medo de fracassar.”Até mesmo ser colocado em ambientes de trabalho difíceis e altamente competitivos pode representar uma enorme oportunidade de crescimento.Amit Walia, CEO da empresa de software Informatica, afirmou que ter sido constantemente desafiado no início da carreira o preparou para liderar um negócio avaliado em US$ 7,6 bilhões. Walia passou quase cinco anos na consultoria McKinsey & Company como gerente sênior de projetos e hoje vê esse período como intenso e intimidador. Ainda assim, diz que a experiência foi extremamente recompensadora para o desenvolvimento de suas habilidades como líder de tecnologia.“Você realmente é colocado em situações difíceis [na McKinsey]… É preciso manter sempre uma mentalidade muito analítica, capaz de identificar a essência do problema”, disse Walia à Fortune no início deste ano. “Você se torna uma pessoa melhor ao conviver em um ambiente cercado por muitas outras pessoas inteligentes.”Joanna Griffiths, CEO da empresa de lingerie Knix, avaliada em US$ 400 milhões, chegou até mesmo a trabalhar com uma hipnoterapeuta para ajudar a “reprogramar” seu cérebro — especialmente em relação ao medo do fracasso. Em sessões quinzenais de uma hora, Griffiths vem aprendendo a tomar decisões mais inteligentes “a partir de uma postura de otimismo, em vez de medo”.“Damos muita importância ao medo do fracasso”, disse Griffiths à Fortune no início deste ano. “Muitas vezes não nos permitimos pensar até o fim e dizer: ‘Tudo bem, se isso realmente der errado, o que de pior vai acontecer? Ainda tenho minha família? Ainda tenho minha saúde? Ainda tenho o conhecimento que acumulei?’”2026 Fortune Media IP LimitedThe post CEO da Perplexity diz que medo do fracasso é ‘a coisa mais estúpida’ na carreira appeared first on InfoMoney.

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