WASHINGTON — O presidente Donald Trump queria que o espelho d’água do Memorial Lincoln tivesse um aspecto impecável. A fotossíntese, porém, tinha outros planos.Dias depois de o governo Trump concluir um projeto de US$ 14,2 milhões para revestir o piso de concreto do espelho d’água com um material impermeabilizante azul-escuro, aglomerados de algas apareceram na superfície no domingo e na segunda-feira, deixando partes da água com um tom esverdeado.Na semana passada, o espelho d’água parecia reluzente após a obra, que tinha como objetivo corrigir dois problemas antigos — vazamentos e proliferação de algas — antes do aniversário de 250 anos do país. Mas, depois de vários dias de calor e umidade, as algas voltaram com força.Funcionários do Serviço Nacional de Parques no espelho d’água na segunda-feira. Crédito: Alex Kent/The New York TimesUma porta-voz do Departamento do Interior, responsável pela administração do local, disse que o projeto incluiu a instalação bem-sucedida de um sistema de tratamento de água chamado nanobubbler. Segundo ela, as algas devem desaparecer em breve.“Com a implantação da tecnologia avançada de nanobolhas, as algas morreram e estão sendo aspiradas neste momento”, afirmou a porta-voz, Katie Martin, em um e-mail. “Agradecemos ao presidente Trump por consertar o espelho d’água de vez.”Leia tambémTrump chama Lula de “volátil” e diz que “não pensa” no presidente brasileiroEm entrevista ao Axios, presidente dos EUA elogiou Xi Jinping e Narendra Modi, mas classificou Lula como “uma pessoa diferente” Trump diz que Meloni implorou por uma foto – ela diz que ele inventou essa históriaApós a resposta de Meloni, seu ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, cancelou uma visita futura aos EUA, citando as “palavras ofensivas” de TrumpNa semana passada, Martin havia dito que as algas eram “residuais” e vinham das tubulações de abastecimento que ficaram paradas durante a reforma.Trump afirmou no mês passado que o espelho d’água estava “imundo” e “sujo” havia anos. Segundo ele, as mudanças deixariam o local “bonito”, acrescentando que o material impermeabilizante aplicado no piso tinha uma cor chamada “azul bandeira americana”.Para reformar o espelho d’água, o governo Trump concedeu contratos sem licitação a dois fornecedores escolhidos diretamente, contornando o processo legal de concorrência sob a justificativa de uma necessidade urgente. (O governo disse que a urgência se devia às comemorações dos 250 anos do país.)O primeiro contrato sem licitação foi para a empresa Atlantic Industrial Coatings, da Virgínia, encarregada de vedar as juntas com vazamento entre as placas de concreto e aplicar o material impermeabilizante azul-escuro. O segundo foi para a Greenwater Services, de Ohio, responsável por instalar um sistema de purificação de água atualizado.A Atlantic Industrial Coatings concluiu o trabalho em 4 de junho, e o espelho d’água foi reabastecido logo depois. A Greenwater Services também já terminou a instalação do novo sistema de purificação.No domingo, funcionários do Serviço Nacional de Parques entraram no espelho d’água e pareciam retirar parte das algas da superfície. Eles estavam acompanhados de trabalhadores da Pearl Purity Water Solutions, empresa de Maryland que mantém desde 2021 um contrato para tratar a água do local.Representantes da Greenwater Services e da Pearl Purity Water Solutions não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.Na segunda-feira, enquanto os funcionários do parque continuavam a remover as algas, multidões de turistas caminhavam ao redor do espelho d’água sob o sol do verão. Bonnie Garvin, professora de Monticello, na Geórgia, disse que não se incomodou com o tom esverdeado.“Não estamos nadando aí, então não é realmente um problema”, afirmou Garvin.Já Jessica Lea, terapeuta de Portland, no Oregon, disse ter ficado decepcionada em sua primeira visita ao monumento centenário.“Está bem pantanoso”, disse. “Poderia estar mais limpo. E eu nem consigo ver qualquer reflexo.”c.2026 The New York Times CompanyThe post Trump pediu espelho d’água “azul como bandeira dos EUA”. As algas tinham outro plano appeared first on InfoMoney.
