O dólar fechou a terça-feira (23) em alta ante o real, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante quase todas as demais divisas no exterior, com as cotações no Brasil também ponderando a ata do último encontro de política monetária do Banco Central.Leia mais: Dólar Hoje: Confira a cotação e fechamento diário do dólar comercialQual foi a cotação do dólar hoje?O dólar à vista encerrou o dia com alta de 0,87%, aos R$5,1859, o maior valor de fechamento desde 30 de março deste ano, quando atingiu R$5,2461 em meio à guerra no Oriente Médio. No ano, a moeda passou a acumular baixa de 5,52% ante o real.Às 17h02, o dólar futuro para julho – atualmente o mais líquido no mercado brasileiro – subia 0,83% na B3, aos R$ 5,1960.Dólar comercialCompra: R$ 5,186Venda: R$ 5,187O que aconteceu com dólar?A terça-feira foi de “risk-off” (fuga do risco) nos mercados globais, com investidores vendendo ações em Wall Street e comprando dólar e títulos norte-americanos – neste caso, com consequente queda nos rendimentos.Com isso, o dólar sustentou ganhos ante quase todas as divisas de países emergentes, incluindo o real, o peso mexicano, o peso chileno e o rand sul-africano.No Brasil, o avanço da moeda norte-americana também encontrou respaldo na ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que reforçou a percepção de que a taxa básica Selic pode cair no curto prazo, mesmo com a instituição demonstrando preocupação com o cenário inflacionário.Leia também“Justificando o injustificável”: como mercado recebeu ata tão “confusa” quanto CopomDocumento tenta esclarecer corte da Selic, mas mantém dúvidas, reforça percepção de comunicação confusa e eleva risco de desancoragemExplicação do BC para adiar controle da inflação convence pouco, avaliam economistasEspecialistas entendem que a autoridade monetária optou por uma estratégia de cortes intermitentes por conta da pressão dos gastos fiscais, mas alguns pontos seguem em abertoA ata do Copom, que na semana passada cortou a Selic em 25 pontos-base, para 14,25% ao ano, reiterou que a projeção de inflação do BC para o quarto trimestre de 2027 — atual horizonte relevante — está em 3,7%, acima do centro da meta de inflação, de 3%.Ao mesmo tempo, o BC voltou a defender que atingir os 3% no quarto trimestre de 2027 demandaria ajustes agressivos da Selic e faria, na sequência, a inflação ficar abaixo desse nível por diversos trimestres consecutivos.Em função disso, o Copom julgou como mais adequadas trajetórias de Selic “menos discrepantes”, com combinações de “momentos de pausa” e “retomada do ciclo de calibração” — ou seja, de corte — da taxa básica, com a inflação “convergindo para a meta no primeiro trimestre de 2028”.Assim, enquanto o Federal Reserve tem sinalizado a possibilidade de juros mais elevados nos EUA, o BC preparou o terreno para possíveis novos cortes, indicando que há poucas chances de elevações da Selic.O diferencial de juros entre Brasil e outros países – como EUA e Japão, cujas taxas estão em níveis bem menores – vinha sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, o que conduziu as cotações do dólar a patamares mais baixos ante o real nos últimos meses. Agora, este diferencial tende a cair.Neste cenário, o dólar à vista oscilou em alta durante todo o dia, variando entre a cotação mínima de R$5,1593 (+0,35%) às 9h32 e a máxima de R$5,1932 (+1,01%) às 15h30.No exterior, às 17h09 o índice do dólar – que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas – subia 0,38%, a 101,390.No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de julho.(Com Reuters)The post Dólar hoje fecha em alta de 0,87%, a R$ 5,18, e atinge maior valor desde fim de março appeared first on InfoMoney.
