Saiba quanto o PSOL terá de fundo eleitoral, alvo de reclamações de Erika Hilton

Blog

O PSOL, alvo de críticas da deputada federal Erika Hilton (SP) por conta de divergências na distribuição de recursos para a campanha deste ano, terá R$ 131.506.284 do fundo eleitoral para gastar com suas candidaturas. O valor representa um aumento de 31,4% em comparação com as eleições de 2022, quando o partido contou com pouco mais de R$ 100 milhões. Na última terça-feira, Erika foi às redes sociais para questionar os critérios adotados para o financiamento das campanhas, além de comparar o valor a ser recebido por ela com a verba prevista para outros nomes.Para 2026, o PSOL é o 12º partido com mais verba disponível do fundo eleitoral. Quem lidera a lista é o PL, com cerca de R$ 881,6 milhões, seguido pelo PT, com aproximadamente R$ 615,3 milhões. Quem completa o pódio é o União Brasil, com cerca de R$ 526,2 milhões.No cenário anterior, em 2022, o PSOL ocupava a 14° colocação. Um dos principais objetivos da sigla — que compõe a Federação PSOL-Rede — nas eleições deste ano é superar a cláusula de barreira, desempenho mínimo exigido para ter acesso ao fundo partidário e ao tempo de TV.Leia tambémEduardo de um lado, Damares do outro: vídeo de Michelle contra Flávio divide direitaSenador foi apoiado também por Mario Frias e Ramagem, enquanto ex-primeira-dama teve o aval de Janaina PaschoalBriga no PSOLEm sua manifestação, Erika citou membros que terão um acesso considerado melhor mesmo com menos tempo no Congresso ou na federação PSOL-Rede. Ela também citou os deputados estaduais Renata Souza (RJ) e Carlos Giannazi (SP) e o vereador Rick Azevedo (RJ) como outros parlamentares insatisfeitos com a gestão.“Hoje, Juliano Medeiros (pré-candidato à Câmara por São Paulo), presidente da Federação PSOL-Rede, em sua primeira candidatura, teria exatamente a mesma prioridade que eu. Manuela d’Ávila (pré-candidata ao Senado pelo Rio Grande do Sul), que acabou de chegar ao partido, tem previsão de receber mais que o dobro. Respeito a trajetória deles e adoraria vê-los eleitos, mas isso é o privilégio branco e cis sobrepondo tudo: os acordos feitos conosco, cálculos eleitorais sérios… A inteligência política passou longe”, afirmou.Erika defende haver uma “tentativa de asfixiar quem está na linha de frente em detrimento de um perfil de pré-candidaturas bem específico, de grupos que só pensam em si mesmos e estão, mais uma vez, arriscando a viabilidade do PSOL”.“A distribuição de recursos eleitorais está em conformidade com esses objetivos. O incentivo — inclusive financeiro, no qual o PSOL é pioneiro — a candidaturas de mulheres, pessoas negras, indígenas, LGBTs e PCDs é uma política consolidada, não havendo debate em torno de mudanças nesse sentido”, diz a sigla.Saiba também: ‘Não acho que debater nas redes seja a melhor forma de resolver’, diz presidente da federação PSOL-Rede a Erika HiltonDeputada terá R$ 2,3 milhõesUm dia após a declaração da deputada sobre os repasses do PSOL para sua campanha eleitoral, o partido declarou prever R$ 2,3 milhões do fundo eleitoral para a reeleição da parlamentar. O total é superior aos R$ 2,2 milhões a ser recebido por outros deputados do partido que tentam novos mandatos na Câmara, e é 61,5% maior ao recurso recebido por Erika em 2022.Em março, o grupo de Erika, Revolução Solidária, decidiu disputar as eleições deste ano pelo PSOL, mesmo após o diretório nacional decidir não ingressar na federação PT-PCdoB-PV. A união era defendida pela deputada e pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos.“Foi prometido que eu estaria na faixa de puxadores de voto quando optei por permanecer no PSOL. Ficou claro que minha campanha receberia um valor substancialmente maior que a faixa de deputados à reeleição. O acordo não foi cumprido”, diz Erika.Internamente, a ala oposta à de Erika entende que a manifestação da parlamentar tem três objetivos principais: barganhar o crescimento do valor do fundo destinado à campanha dela, trabalhar pela eleição de Natália Boulos à Câmara e iniciar a construção de uma narrativa para a saída do partido em um futuro próximo.Integrantes da direção nacional defendem que a destinação superior à Erika já representa uma “deferência a ela”. Segundo a sigla, em 2022, nenhum candidato recebeu a mais que os demais, conforme as faixas. Inclusive o puxador de votos naquele ano, Guilherme Boulos, recebeu menos do que candidatos em reeleição, segundo a sigla.Fontes ligadas à cúpula do partido dizem que Erika esperava receber o teto autorizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para os partidos reservarem para candidaturas a deputado federal. Na eleição de 2022, esse valor foi de R$ 3,1 milhões. A expectativa é que a Corte mantenha o patamar este ano ou faça um leve reajuste. O prazo para a decisão é 20 de julho.Já aliados de Hilton questionam a interpretação de que a manifestação da deputada seja um “ensaio” para sair da legenda. Alegam que a parlamentar não precisaria de uma “desculpa” como essa, depois da divulgação de carta pública da Revolução Solidária após a direção do PSOL, sob comando de Paula Coradi, rejeitar por maioria a formação de uma federação com o PT.The post Saiba quanto o PSOL terá de fundo eleitoral, alvo de reclamações de Erika Hilton appeared first on InfoMoney.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *