A estratégia da Seara, da JBS, para “descomoditizar” a carne suína no Brasil

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O volume de produção e consumo de carne suína no Brasil ainda é inferior ao de outras proteínas, mas tem registrado aumento importante: segundo o IBGE, durante o ano passado, cada brasileiro consumiu, em média, 20,3 quilos de carne suína — um aumento de mais de 40% no acumulado de 2015 a 2025. Contudo, cerca de 80% do volume de carne suína vendidos em açougues no Brasil não tem identificação de marca ou de procedência. É nesta frente que entra a estratégia da Seara, da JBS (JBSS32), para “descomoditizar” a categoria.De acordo com João Campos, presidente da Seara, o crescimento recente do consumo abriu espaço para uma nova fase, em que qualidade percebida, conveniência e confiança passam a orientar a decisão de compra. “O brasileiro redescobriu a carne suína, e o nosso objetivo é liderar essa nova fase. Investimos na inovação para oferecer soluções de consumo, aliando qualidade à praticidade exigida pelo dia a dia”, afirma o presidente da Seara.No centro dessa estratégia está o Açougue Suínos Seara Reserva, programa da empresa para transformar o ponto de venda e profissionalizar o varejo, que combina consultoria técnica, capacitação das equipes dos açougues e apoio na gestão da categoria, com foco em melhorar a operação, reduzir perdas, aumentar a rentabilidade e ampliar as vendas de carne suína.A participação acontece por meio da base de clientes e parceiros da Seara e as oportunidades são avaliadas em conjunto pelas equipes comerciais e os consultores do programa, considerando fatores como potencial de desenvolvimento da categoria e perfil de operação.Com uma rede de mais de 130 consultores, o programa já está presente em mais de 1.300 lojas que não precisaram realizar nenhum tipo de investimento para participar. Segundo a Seara, o programa registra 93% de retenção entre os açougues que participam do projeto e tem sustentado ganhos de margem, redução de perdas e aumento de fluxo nas lojas. Na prática, funciona como uma alavanca de crescimento para o varejo e, ao mesmo tempo, como uma plataforma de inteligência para a indústria. “O Açougue Suínos Seara Reserva é um ativo estratégico nesse movimento, porque conecta indústria e varejo, melhora a eficiência da cadeia e cria uma experiência de compra mais qualificada para o consumidor”, afirma João Victor Bobsin, diretor executivo comercial da Seara.Leia tambémAmazon anuncia mais US$ 13 bilhões na Índia para reforçar infraestrutura de IAO montante anunciado nesta quinta-feira se soma a um investimento anterior de US$ 35 bilhões, focado na expansão de centros de dados em Mumbai e Hyderabad até 2030Da porta para dentro, a iniciativa se consolidou como um ativo estratégico para a companhia, ampliando a previsibilidade de demanda, fortalecendo a fidelização do varejo, além de funcionar como canal de testes e inteligência de mercado.O foco da empresa, segundo João Victor Bobsin, é liderar uma evolução da carne suína no Brasil, caminhando para um modelo de mercado baseado em marca, padronização e valor agregado. Novas ocasiões de consumo“Descomoditizar” a categoria não é a única estratégia da empresa. A empresa também acelerou a renovação no portfólio para capturar novas ocasiões de consumo, com cortes porcionados, itens temperados e soluções prontas para preparo em forno ou air fryer, que já representam 49% da receita da categoria, com meta de chegar a 60% até 2027.Os cortes premium como prime rib suíno e medalhões de filé mignon suíno, além de linhas como Suculentíssimo e Seara Reserva, voltadas a conveniência e maior valor agregado também fazem parte da estratégia para capturar o crescimento da categoria e consolidar sua posição no mercado de suínos no Brasil. The post A estratégia da Seara, da JBS, para “descomoditizar” a carne suína no Brasil appeared first on InfoMoney.

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