O JPMorgan manteve a recomendação de compra para a Gerdau (GGBR4) e reforçou a empresa como sua principal escolha no setor. Para o banco, a companhia tem gerado fortes resultados na América do Norte e, no Brasil, está saindo do fundo do ciclo de baixa para entrar em um ponto de inflexão.O preço-alvo da companhia para o final de 2026 também foi atualizado, saindo de R$ 29,50 para R$ 32,0. Em relação ao preço atual, a valorização chega a 50%.Leia tambémCopasa: BBI eleva recomendação para compra com foco em crescimento e dividendosEntrada da Equatorial pode acelerar ganhos de eficiência e melhorar a alocação de capital,Klabin (KLBN11) aprova criação de programa de recompra de até 31,25 milhões de UnitsA iniciativa terá prazo de execução de 18 mesesDe acordo com os analistas do JPMorgan, a América do Norte continua sendo a principal âncora dos resultados da companhia e deve permanecer estruturalmente mais forte por mais tempo. O consenso, por outro lado, vai em outra direção.Para o banco, a combinação de uma demanda final robusta (especialmente na construção não residencial), melhora do mix de produtos downstream à medida que os investimentos entram em operação, e forte visibilidade de embarques sustentada por uma robusta carteira de pedidos, justifica a visão positiva e otimista para o futuro.Conforme a equipe de análise, caso as atuais condições tarifárias e de atrito comercial persistirem, o nível de margem de ciclo médio deverá ser superior ao sugerido pelas médias históricas. A visão se baseia em uma combinação robusta de elevada utilização nos EUA, capacidade estruturalmente apertada em vigas e perfis, melhora do mix downstream e demanda ligada ao processo de reshoring (relocalização de cadeias produtivas para os EUA).Brasil saindo do ciclo de baixaA operação no Brasil tem passado por uma melhora significativa. Depois de superar as pressões por elevados volumes de importação e fraqueza dos volumes domésticos, o setor começa a apresentar sinais de inflexão.De acordo com a administração da Gerdau, o período mais difícil já ficou para trás e as margens devem melhorar. Conforme a empresa, isso deve acontecer pela redução das importações e a mudança dos fluxos globais de comércio, incluindo o reposicionamento do aço chinês.Além disso, a Gerdau tem oferecido estoques mais ajustados ao longo da cadeia e uma relação risco-retorno menos atrativa para os importadores. Segundo o JP, no lado da demanda, ainda há resiliência na construção civil, apoiada pelas condições de crédito.A principal conclusão prática dos analistas é de que o Brasil não precisa de uma forte aceleração generalizada da demanda para se recuperar. Ao invés disso, precisa apenas de condições menos negativas e de um ambiente de oferta e importações mais racional para restaurar a disciplina entre preços e custos.Mesmo com uma visão mais otimista, a abordagem nas estimativas ainda é conservadora. O JP projeta uma margem praticamente estável no Brasil, em comparação com o ano anterior. As melhorias mais relevantes devem ficar para 2027.Antidumping como catalisador para o próximo semestreApesar da previsão adiar os resultados para 2027, alguns catalisadores já devem provocar impactos no segundo semestre deste ano.De acordo com o JPMorgan, a defesa comercial representa o catalisador mais claro e específico da companhia. Para o banco, este fator poderia acelerar a recuperação de preços e margens no Brasil ao longo do semestre.Desde o início de 2026, diversas medidas antidumping foram aprovadas no Brasil, incluindo aquelas relacionadas ao aço galvanizado e ao CRC. Ainda que os analistas não considerem qualquer resultado regulatório especifico como garantido, a relação risco-retorno deve se manter atrativa.The post JPMorgan mantém recomendação de compra para Gerdau com recuperação do ciclo de baixa appeared first on InfoMoney.
