Um novo levantamento da Elos Ayta mostra que o melhor momento de 2026 para diversas ações da Bolsa brasileira durou apenas algumas semanas, concentradas nos dois primeiros meses do ano.O estudo identificou 30 ações dos índices Ibovespa, Small Caps e Idiv que chegaram a perder mais de 40% entre a máxima e a mínima de 2026. Esse movimento revela que a percepção dos investidores em relação aos papéis mudou ainda no início do ano. Cabe ressaltar que o Ibovespa atingiu máxima histórica em meados de abril, perto dos 200 mil pontos, para depois chegar a operar abaixo dos 170 mil pontos em diversas sessões em meio à saída de capital estrangeiro. Leia tambémEstrangeiros retiram US$ 5,5 bi do Brasil em um mês em ações e renda fixaOs resgates na renda fixa superaram os do mercado de ações no mês de maio, apontam dados do BCTurbulência para ações envia sinal forte para mercado: seja mais seletivo com IAJornada ficará mais turbulenta daqui para frente, com mais rotatividade, mais sessões em que o tema da IA sofrerá fortes quedas e mais bolhas nos cantos mais congestionados do mercadoDe acordo com o Einar Rivero, CEO da Elos Ayta, essa variação mostra que boa parte das empresas que hoje figuram entre as maiores quedas de 2026 teve seu melhor momento justamente quando predominava uma visão mais otimista sobre o cenário econômico e corporativo.Confira a lista das ações que mais caíram desde as máximas do ano:Fonte: Elos AytaA tabela também mostra quanto cada papel ainda permanece distante da máxima anual. Segundo a Elos Ayta, os números permitem identificar quais empresas conseguiram recuperar parte das perdas e quais continuam negociando próximas das mínimas do ano.Como mostra a tabela, mais de 80% atingiram seu maior preço até março, indicando que a mudança de humor do mercado ocorreu logo no início do ano. Além disso, a reprecificação atingiu empresas de diferentes portes e setores, incluindo companhias presentes no próprio Ibovespa.Mudança de humorO efeito foi generalizado. De acordo com o levantamento, é possível notar que a volatilidade afetou empresas de diferentes portes e segmentos.Construção civil, saúde, educação e varejo aparecem entre os setores com maior número de empresas na relação. Para Einar, essa concentração indica que reavaliação dos investidores atingiu companhias com diferentes modelos de negócio, mas fortemente influenciadas pelas expectativas para atividade econômica, crédito e consumo.Ainda que diversas companhias pertençam ao índice Small Caps, empresas listadas no Ibovespa também aparecem entre as maiores quedas do ano. E mesmo com a recuperação do índice, parte dessas perdas ainda não foi recuperada.“O Ibovespa pode apresentar uma trajetória de recuperação sem que isso signifique uma recuperação generalizada das ações”, afirma o CEO. Com base na análise individual dos ativos, muitos papéis têm mostrado que a melhora não ocorre de forma homogênea.The post 30 ações caem mais de 40% das máximas do ano e trazem “revelação” sobre mercado appeared first on InfoMoney.
