O palco da partida entre França e Suécia pela Copa do Mundo de 2026 nesta terça-feira (30), o MetLife Stadium, em Nova Jersey, tem atraído críticas crescentes de jogadores e torcedores. Encerrada a fase de grupos do torneio, aumentam os questionamentos sobre a escolha do estádio para receber a final.Esta não será a primeira partida da seleção francesa no local — e a avaliação inicial foi negativa. Após a vitória sobre Senegal na estreia, o meio-campista Adrien Rabiot criticou as condições do campo. “O gramado, não sei nem se poderia chamá-lo assim”, disse.Leia mais: Chaveamento da Copa do Mundo 2026: veja os confrontos do 16 avos até a final“Parecia mais um gramado artificial. Era duro, rígido, mas isso vale para todas as equipes. Espero que encontremos gramados melhores nos nossos próximos jogos”, completou o jogador. A crítica foi compartilhada pelo técnico da França, Didier Deschamps. “Pode haver cimento sob a grama. As folhas aqui são muito curtas”, afirmou.Para cumprir as exigências da Fifa, o MetLife Stadium, originalmente projetado para futebol americano, substituiu temporariamente seu gramado sintético por grama natural em maio de 2026. A escolha foi pela espécie Bermuda, adaptada a climas quentes, instalada sobre uma camada de cerca de 45 centímetros de areia.Pelo visto, porém, nem mesmo a adaptação do gramado às altas temperaturas foi suficiente. O Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos alertou para a formação de uma “cúpula de calor” nesta semana de início do mata-mata. O fenômeno pode se estender até a semana do feriado de 4 de julho e provoca uma ampla área de alta pressão que retém calor e umidade.“Não tem condições”Os atletas, no entanto, não são os únicos incomodados com os jogos no MetLife Stadium. Após a partida entre Panamá e Inglaterra, no último sábado (27), torcedores e integrantes da imprensa relataram problemas estruturais no estádio e os efeitos do clima sobre o público.“Com o início da fase de mata-mata da Copa do Mundo, me incluo entre aqueles que questionam a decisão de realizar a final em 19 de julho no MetLife”, escreveu o colunista americano Mark Davis no X. “Eu sei que é Nova York, mas o estádio é a céu aberto. A temperatura pode chegar a 37°C com muita umidade, ou pode cair um temporal. O SoFi, em Los Angeles, faria mais sentido, ou então o ‘Jerry World’ [apelido do estádio de Dallas].”Outro usuário, Sam Farley, afirmou que “os EUA têm sido ótimos anfitriões até agora, mas vamos ser realistas: o MetLife não tem condições de sediar uma final”. “Nova York é uma das grandes cidades do mundo, mas aquela bacia de concreto sem cobertura, ao lado de um shopping e sem alma, não chega nem aos pés do AT&T Stadium, em Dallas, ou do Azteca”, acrescentou.A Fifa anunciou o MetLife Stadium como palco da final em fevereiro de 2024. A escolha se deu principalmente pelo apelo internacional de Nova York, embora outros estádios sejam apontados como opções superiores em infraestrutura e qualidade do gramado.Acesso já era um problemaMesmo antes do início oficial da Copa do Mundo, o acesso ao estádio já era visto como um entrave. As passagens de trem da Penn Station, em Manhattan, até a casa do New York Jets e do New York Giants normalmente custam US$ 12,90. Durante o torneio, porém, o mesmo trajeto chegou a ser anunciado por US$ 150. Depois, o preço foi reduzido para US$ 100.A governadora de Nova Jersey, Mikie Sherrill, criticou a recusa da Fifa em subsidiar os custos de transporte do evento e afirmou que os contribuintes do estado não arcariam com a operação. A entidade, por sua vez, criticou a condução do tema e disse não haver precedente para aumentos dessa magnitude em grandes eventos no MetLife, após a mudança de um acordo inicial que previa gratuidade no acesso, nos moldes do que ocorreu nas edições do Catar e da Rússia.Durante a fase de grupos, o MetLife Stadium recebeu cinco partidas e ainda terá mais três no mata-mata, incluindo a final. Na noite desta terça-feira (30), às 18h (de Brasília), França e Suécia entram em campo no estádio em busca de vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo.The post Gramado, calor e acesso colocam estádio da final da Copa sob pressão appeared first on InfoMoney.
