Bolsonaro disse em depoimento que delegado da PF permitiu que ele ficasse com arma

Blog

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse em depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal que um delegado da Polícia Federal permitiu que ele ficasse com uma arma em casa.A informação consta no relatório final da investigação sobre a apreensão de uma pistola Glock registrada no nome do ex-presidente durante uma blitz de trânsito em Brasília. O militar envolvido na apreensão foi indiciado.A Polícia Federal foi procurada para se manifestar sobre a declaração de Bolsonaro. O espaço está aberto.Segundo o relatório da Polícia Civil do DF, Bolsonaro contou que, quando já se encontrava em prisão domiciliar, foi alvo de um mandado da Polícia Federal. De acordo com o depoimento, as armas da casa foram apreendidas durante o cumprimento da medida, mas o ex-presidente pediu ao delegado que deixasse ao menos uma arma no local, “pois residia com mulheres e necessitava da arma para a defesa da residência”. Ainda segundo o relato de Bolsonaro, “o delegado saiu e conversou com alguém ao telefone, tendo lhe devolvido a arma de fogo”.Leia tambémEduardo Bolsonaro diz que Lula é visto como “bêbado da rua” no exteriorEx-deputado criticou discurso do presidente na cúpula do Mercosul e afirmou que chefe do Planalto perdeu relevância internacionalPolícia livra Bolsonaro de indiciamento por arma apreendida; Moraes avalia prisãoSegurança do ex-presidente foi indiciado por porte ilegal de arma de uso restrito; relatório será usado pelo STF para decidir se mantém prisão domiciliar humanitáriaBolsonaro não disse o momento da ocorrência. O ex-presidente foi alvo de medidas cautelares em julho de 2025, foi para a prisão domiciliar em agosto, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em setembro e teve a prisão preventiva decretada em novembro, três dias antes de começar a cumprir a pena a qual foi condenado.A Polícia Civil do DF não viu indícios de crime de Bolsonaro pela posse da arma. “É fato notório que foram cumpridos mandados de busca e apreensão em sua residência e a arma de fogo não foi recolhida ou mesmo foi lançada restrição em seu registro”, diz o relatório.Quanto a Estácio Leite da Silva Filho, o militar envolvido na apreensão, a corporação o indiciou por portar uma arma registrada em nome de um terceiro sem autorização do proprietário, ‘em desacordo com as exigências legais do Estatuto do Desarmamento”.Relembre o casoEm 15 de junho, Estácio Filho dirigia um veículo oficial da Presidência da República quando foi parado por uma blitz de trânsito em Taguatinga, no norte de Brasília.Durante a abordagem, o policial notou a presença de uma pistola no carro. Segundo o agente, ao perceber que a arma havia sido notada, Estácio fechou o vidro de forma “repentina”. A pistola foi recolhida, e o militar alegou ter porte autorizado como membro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).Estácio afirmou que a arma estaria registrada em sua atividade funcional, mas a policial, porém, constatou não haver nenhum registro do equipamento em nome de servidor. O militar, então, admitiu que a pistola pertencia a Jair Bolsonaro. Segundo o segundo-sargento, a arma lhe foi entregue horas antes, com a finalidade de realizar um reparo no percussor.O GSI informou que Estácio Filho não integra o quadro de servidores do órgão. O segundo-sargento, na verdade, faz parte de uma equipe de assessores que acompanham o ex-presidente após o mandato presidencial. Esses assessores são treinados pelo GSI, mas não integram o gabinete.Nos primeiros esclarecimentos prestados a Moraes, a defesa de Bolsonaro admitiu que a arma pertencia a ele, mas informou que o equipamento estava desativado para proteger o ex-presidente. Em depoimento ao relator nesta terça-feira, 23, Bolsonaro reiterou a versão apresentada por seus advogados.The post Bolsonaro disse em depoimento que delegado da PF permitiu que ele ficasse com arma appeared first on InfoMoney.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *