Estrangeiros trazem R$ 33,8 bi para B3 no semestre; saída em junho foi de R$ 7,8 bi

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Os investidores estrangeiros retiraram R$ 7,78 bilhões da B3 em junho de 2026, considerando apenas operações no mercado secundário e desconsiderando aportes em IPOs e follow-ons. No ano, o fluxo ficou positivo em R$ 33,8 bilhões. Quando considerados os aportes em IPOs e follow-ons, a saída líquida em junho ficou em R$ 7,04 bilhões. O número mostra recuperação a partir dos dados observados em maio, quando foi batido recorde desde 2022. Quando considerados os aportes em IPOs e follow-ons, a saída líquida em maio foi de R$ 13,27 bilhões. Leia tambémIbovespa sobe, dólar e juros caem: por que payroll nos EUA anima ativos domésticos?O relatório de emprego do Departamento do Trabalho informou que a economia dos EUA gerou 57 mil postos de trabalho em junho, abaixo dos 110 mil projetadosPara o segundo semestre, o mercado ainda projeta um Ibovespa com ganhos e alguma volta de capital estrangeiro, mas dificilmente no mesmo patamar dos R$ 69 bilhões registrados no acumulado do ano até abril.Mesmo com a saída nos últimos dois meses, o dado anual ainda é um dos maiores da série fluxo estrangeiro para ativos brasileiros e segue 26% superior ao mesmo período do ano passado. O mérito é dos primeiros meses de 2026, em especial janeiro, que contou com entrada superior à soma de 2025. No primeiro mês de 2026, a entrada foi de R$ 26,8 bilhões contra os R$ 25,4 bilhões observados no ano passado inteiro.O fluxo, que surpreendeu no começo do ano, aconteceu em contexto no qual os mercados emergentes foram vistos como atraentes, em detrimento de ativos nos EUA. Para analistas do BB Investimentos, o movimento observado teve caráter predominantemente tático mais do que realocação estrutural no mercado brasileiro.Somada a isso, na análise de Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, a alta das bolsas americanas, que bateram recordes inúmeras vezes neste ano, contribuíram para que com que investidores buscassem países com fundamentos e valuations mais atrativos.O dólar globalmente mais fraco e maiores perspectivas de cortes de juros pelo Federal Reserve também garantiram ao Brasil um lugar privilegiado entre os investidores estrangeiros nos primeiros meses de 2026. O movimento se deu dentro de contexto maior, segundo o analista, com fluxo de investidor internacional maior para economias emergentes.A reversão dessa tendência aconteceu a partir de meados de abril. As preocupações em torno do tema de IA deram lugar a um renovado otimismo, especialmente após uma temporada de resultados do 1T26 muito forte para empresas ligadas à IA. Isso desencadeou uma rotação intensa para as teses de IA, beneficiando os EUA e a Ásia emergente, como Coreia e Taiwan, em detrimento de teses favorecendo commodities. “Como resultado, a forte onda de fluxos estrangeiros se reverteu, e as ações brasileiras passaram a registrar saídas expressivas de capital. Ao mesmo tempo, uma piora das perspectivas para inflação e juros no Brasil, combinada com aumento do ruído político, pressionou ainda mais os ativos domésticos e ampliou a correção”, aponta a equipe de estratégia do Research da XP.The post Estrangeiros trazem R$ 33,8 bi para B3 no semestre; saída em junho foi de R$ 7,8 bi appeared first on InfoMoney.

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