Proporção de crianças com celular cai; segurança lidera entre os motivos

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A preocupação com privacidade e segurança se consolidou como o principal motivo para evitar que crianças e adolescentes tenham celular. É o que mostra o módulo temático sobre tecnologia da informação e comunicação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgado nesta quinta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).No ano passado, a proporção de crianças de 10 a 13 anos com celular caiu pela primeira vez desde o início da série, em 2016. Segundo o IBGE, 55,2% dos brasileiros nessa faixa etária tinham o aparelho em 2025, recuo de 1,5 ponto percentual em relação a 2024.A principal explicação para essa queda pode estar entre aqueles que ainda não têm celular. O motivo mais citado foi a preocupação com privacidade e segurança, apontada por 32% dos responsáveis — 7,8 pontos percentuais acima do registrado em 2024. A série histórica mostra ainda que essa proporção quase dobrou desde 2022.Leia tambémIPC-S desacelera em seis das sete capitais pesquisadas pela FGV no fim de junhoO índice geral caiu para 0,36% puxado pelo recuo das taxas na maior parte das regiões avaliadas pela FGVPayroll: EUA criam 57 mil vagas de trabalho em junho, bem abaixo do esperadoPesquisa da Reuters apontava expectativa de que a economia norte-americana tivesse aberto 110 mil vagas de emprego fora do setor agrícola no mês passadoNaquele ano, o principal motivo alegado pelos pais para que os filhos dessa faixa etária não tivessem celular era o preço elevado do aparelho, seguido pela falta de necessidade e pelo fato de que essas crianças já usavam o celular de outra pessoa. A preocupação com segurança e privacidade aparecia apenas em quarto lugar.O analista do IBGE Gustavo Fontes destaca que o grupo de 10 a 13 anos foi o único a registrar queda na posse de celular em 2025. Nas demais faixas etárias, o avanço continuou, levando esse uso a 89,8% da população em geral.“Temos visto uma preocupação cada vez maior com a segurança das crianças e com a exposição delas nas redes sociais, por exemplo. Também houve em 2025 uma restrição ao uso de celulares nas escolas”, afirma Fontes.Outro dado da pesquisa que reforça essa avaliação é a ligeira queda no acesso à internet nessa faixa etária, independentemente do aparelho utilizado: de 84,9% para 84,4%. Entre as crianças que seguem desconectadas, o principal motivo alegado é a falta de necessidade, mas a preocupação com privacidade e segurança aparece em segundo lugar.Mais uma vez, esse foi o único grupo etário a registrar queda. A pesquisa também apontou estabilidade entre os adolescentes de 14 a 19 anos. Considerando a população em geral, o uso da internet subiu de 89,2% para 90,5%.IdososOutro destaque da pesquisa é o avanço da tecnologia entre os idosos. Em 2025, 74,5% dos brasileiros com mais de 60 anos usavam a internet, alta de 4,4 pontos percentuais em relação a 2024 e de mais de 29 pontos na comparação com 2019. A proporção de idosos com celular também aumentou, de 78,3% em 2024 para 80,3% em 2025.Nos dois casos, a análise dos idosos que ainda não estão conectados mostra uma realidade diferente da observada entre as crianças. O principal motivo apontado é não saber usar a internet e o celular.Mas, como destaca o analista Gustavo Fontes, está cada vez mais difícil viver fora da rede. “A internet está cada vez mais inserida no cotidiano. Muitos serviços hoje são feitos pela internet, então existe um certo estímulo para os idosos buscarem utilizá-la”, diz.Essas diferentes utilidades também aparecem na pesquisa. Em 2025, 74,2% das pessoas acessavam bancos ou outras instituições financeiras pela internet, por exemplo, alta de 14,4 pontos percentuais em relação a 2022. O acesso a serviços públicos pela rede também subiu, de 33,2% para 41,1% no mesmo período.Além disso, no ano passado, pela primeira vez, mais da metade da população conectada declarou comprar ou encomendar bens ou serviços pela internet. A proporção passou de 47,9% para 52,7%.Entre as 12 funcionalidades pesquisadas, a mais frequente é “conversar por chamadas de voz ou vídeo”, hábito de 95,3% dos brasileiros que usam a internet. Em seguida aparecem “enviar mensagens de texto, voz e imagens por aplicativos”, citado por 90,2%, e “assistir a vídeos, incluindo programas, filmes e séries”, algo feito por 89,3% da população.The post Proporção de crianças com celular cai; segurança lidera entre os motivos appeared first on InfoMoney.

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