SUZB3: o que o mercado deve olhar após a Suzano concluir compra bilionária da Arbex

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A Suzano (SUZB3) concluiu a compra de 51% de participação societária na FamPro Tissue Holdings B.V., que passará a se chamar Arbex, da Kimberly-Clark. A partir de agora, a Suzano também assume o controle acionário da companhia.Para os mercados, a aquisição corrobora a estratégia de diversificação da empresa, mas o desembolso de caixa deve provocar alguma pressão sobre o resultado do balanço patrimonial.Assim, aponta a Genial Investimentos, para a tese de Suzano, os pontos centrais que devemos monitorar nos próximos trimestres são: (i) o detalhamento do balanço de abertura e do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) da Arbex, que definirá o real impacto sobre a alavancagem consolidada; (ii) o ritmo de captura de sinergias industriais/comerciais entre as duas companhias; e (iii) a trajetória da alavancagem financeira, que já parte de um patamar desafiador antes mesmo da consolidação do novo ativo.Leia tambémGoldman reitera compra para Axia após reunião com potencial sucessor de Ivan MonteiroAxia deve ser a empresa mais beneficiada por um cenário de preços mais elevados da energiaGPS (GGPS3) compra participação de 65% no Grupo AsterA adquirida registrou receita bruta de aproximadamente R$ 154,0 milhões no período de doze meses (LTM) findo em 31 de maio de 2026De acordo com os analistas da Genial Investimentos, o ponto mais relevante da transação não é o valor de US$ 1,3 bilhão em si, mas a razão de sua diferença frente aos US$ 1,7 bilhão contratados originalmente.Conforme a casa, o desembolso de caixa da Suzano caiu cerca de 25% com a aquisição. Em parte, porque a própria Arbex passou a se autofinanciar parcialmente via dívida. Do ponto de vista da Suzano, segundo os analistas, essa é uma leitura favorável para a liquidez do controlador na entrada. Por outro lado, como a companhia assume o controle da Arbex, a dívida líquida da joint venture deve ser integralmente consolidada nas demonstrações financeiras da Suzano, e não apenas em 51%.Conforme a própria companhia, o valor pago considera a estrutura de capital inicial da joint venture, que já nasce com dívida líquida de cerca de US$ 1,0 bi. Para os analistas, essa operação deve ter implicação direta de alavancagem.Expansão da alavancagem Uma estimativa elaborada pela Genial do efeito combinado da transação, aponta para uma possível adição bruta de até aproximadamente US$ 2,3 bilhões à dívida líquida consolidada, antes de qualquer contribuição de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizaço (Ebitda, na sigla em inglês) da nova operação.O cálculo considerou o desembolso de caixa de US$ 1,3 bi somados a consolidação de US$ 1,0 bi de dívida líquida da Arbex.A Suzano encerrou o primeiro trimestre de 2026 com dívida líquida de R$ 68,1 bi e alavancagem (considerando Dívida Líq./Ebitda Ajustado nos últimos doze meses) de 3,2x (R$) e 3,3x (US$).Os analistas do Bradesco BBI esperam que a desalavancagem seja retomada à medida que os lucros e a geração de caixa melhorem. A expectativa é de alavancagem caindo para 2,1x e 2,5x até o final de 2027. Esta estimativa considera os cenários de preços da celulose de US$ 590 a tonelada e US$ 550/t, respectivamente.De acordo com o banco, daqui para frente, os investidores provavelmente se concentrarão na capacidade da Arbex de gerar crescimento e sinergias.The post SUZB3: o que o mercado deve olhar após a Suzano concluir compra bilionária da Arbex appeared first on InfoMoney.

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