Preparativos de Taiwan em caso de ataque chinês não são provocação, diz autoridade

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TAIPÉ, 7 Jul (Reuters) – Os preparativos de Taiwan ⁠para lidar com um possível ataque da China ⁠não constituem uma provocação, e a população da ilha precisa levar ‌a ameaça a sério e se preparar desde já, afirmou nesta terça-feira uma autoridade de alto escalão da segurança de Taiwan.A China considera Taiwan, ‌governada democraticamente, como parte de seu próprio território e nunca renunciou ao uso da força para colocá-la sob o controle de Pequim, enviando diariamente suas forças militares aos céus e às águas ao redor da ilha.O governo de Taiwan, que rejeita as reivindicações de soberania de Pequim, vem aumentando os gastos ⁠militares ‌e realizando regularmente exercícios de defesa civil no âmbito do que o presidente ⁠taiwanês, Lai Ching-te, denomina de esforços de resiliência de toda a sociedade.Leia tambémBroadcom e Apple prorrogam acordo de fornecimento de chips até 2031A fabricante de chips, cujas ações subiam quase 4% nas negociações de pré-abertura, vem ⁠fornecendo ‌componentes essenciais à Apple há muito ⁠tempo, incluindo chips de radiofrequência usados nos iPhones para conexão com redes de celularEm discurso durante um fórum em Taipé, Lin Fei-fan, secretário-geral adjunto do Conselho de Segurança Nacional de Taiwan, responsável pelo programa de resiliência, afirmou que os enormes gastos da China com defesa e sua pressão ​militar contínua na região representam ameaças reais.“As pessoas costumam retratar os preparativos de Taiwan como uma provocação ao outro lado”, disse ele.“Quero aproveitar ​esta oportunidade para dizer a todos: todos os preparativos da China têm um objetivo claro — agressão militar e expansão externa.”O Escritório de Assuntos de Taiwan da China não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. A China costuma culpar Lai pelas tensões e o chama de “separatista”. Afirma que suas ‌ações militares visam proteger a soberania e a ​segurança chinesas.Lin disse que as ações de Pequim são o oposto das de Taipé.“Um país que defende que ‘os dois lados do estreito são uma família’ não precisa realizar testes de lançamento ⁠de mísseis e foguetes ​no Estreito de Taiwan”, ​acrescentou ele.“Hoje, Taiwan não envia nem uma única aeronave ou navio de guerra para invadir o ⁠espaço aéreo ou as águas do outro ​lado. Quem está provocando a ordem regional não é ninguém mais — é a China.”Lin afirmou que, diante do perigo representado, os esforços do governo para preparar a ​população para um conflito são vitais, e disse que é errado observar o que está acontecendo com a guerra na Ucrânia ​e pensar que isso não ⁠poderia acontecer em Taiwan.Leia tambémASSISTA AOS GOLS: Bélgica arrasa com os EUA e frustra manobra de Trump na CopaNa próxima fase, a Bélgica vai encarar a Espanha, que eliminou Portugal. O jogo está agendado para sexta-feira, às 16 horas“Se não agirmos hoje, a força não surgirá repentinamente amanhã”, acrescentou ele. “Se não ⁠realizarmos exercícios hoje, quando uma crise chegar, talvez nem sequer conheçamos o procedimento operacional padrão mais básico.”Haveria paz imediata se a China desistisse de suas ambições militares em relação a Taiwan, disse Lin.“Mas se Taiwan abrir mão agora de sua capacidade de se defender, não haverá mais um Taiwan no mundo.”(Reportagem de Ben ​Blanchard)The post Preparativos de Taiwan em caso de ataque chinês não são provocação, diz autoridade appeared first on InfoMoney.

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