As empresas brasileiras não terão de esperar mais quatro anos por um novo grande evento de exposição no futebol. Após a eliminação precoce da Seleção Brasileira na Copa do Mundo masculina de 2026, a realização da Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil passou a concentrar expectativas, em meio ao avanço da modalidade no calendário e nas competições de base.Um sinal desse otimismo pôde ser visto nos amistosos contra os Estados Unidos, em junho deste ano, quando a Seleção Brasileira Feminina levou 55 mil pessoas à Arena Castelão e registrou audiências recordes de TV nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.Leia mais: Quartas da Copa: veja todos os jogos confirmados e o chaveamento até a final“No caso do futebol feminino, a Seleção Brasileira tem grande apelo junto ao torcedor, e isso ficou evidente nas últimas datas Fifa, aumentando ainda mais a expectativa em relação ao desempenho do time em 2027”, afirma Mônica Esperidião, CSO da FSports. A agência detém, com exclusividade, os direitos de comercialização do futebol feminino da CBF no ciclo de 2025 a 2029.Entre patrocinadores oficiais da CBF, a avaliação é que este ciclo — que liga a Copa masculina de 2026 à inédita Copa do Mundo Feminina em solo brasileiro, no ano seguinte — reforça o potencial de ativação das marcas.“Ninguém percebeu que, quando acabar a Copa do Mundo deste ano, já tem outra no Brasil em 2027. Tudo aquilo que você ativou fica na memória. É automático”, disse o CEO da Cimed, João Adibe, em entrevista ao InfoMoney, em junho. “É a primeira Copa do Mundo Feminina da história no Brasil. Isso é muito forte.”A vice-presidente de marketing do iFood, Ana Gabriela Lopes, também vê a competição como uma nova oportunidade de conexão com o público. “A Copa do Mundo Feminina representa mais uma chance de estarmos ao lado dos brasileiros em um momento de grande mobilização. Nosso patrocínio é às Seleções Brasileiras e está conectado ao propósito de reforçar o iFood como uma empresa brasileira”, afirmou.Entre patrocinadoras da Copa do Mundo ouvidas pelo InfoMoney, o olhar para o torneio feminino é semelhante. Em nota enviada após a eliminação da Seleção Brasileira masculina, a Amazon reafirmou “seu compromisso de longo prazo com o país e com o futebol” e disse seguir “apoiando e torcendo ao lado das Seleções Brasileiras masculina, feminina e de base”.A Vivo, por sua vez, destacou que patrocina as seleções masculina, feminina e de base desde 2005. Em comunicado, a empresa afirmou que segue acreditando “no poder transformador do esporte” e investindo em iniciativas que fortalecem a conexão entre os brasileiros e o futebol.Produtos ganham forçaO avanço do futebol feminino não se limita à seleção. Nos últimos anos, a modalidade ganhou mais espaço no calendário, com torneios distribuídos ao longo de praticamente toda a temporada e transmissões garantidas para as competições nacionais.Segundo Mônica Esperidião, da FSports, esse novo desenho amplia as possibilidades comerciais para as marcas. “Com a reestruturação do calendário do futebol feminino, o Brasileirão Feminino e a Copa do Brasil Feminina passam a acontecer ao longo de todo o ano, com transmissão garantida de todas as partidas, além de gerarem engajamento nas redes sociais acima da média observada no mercado digital”, afirma.O CEO da Heatmap e especialista em patrocínio esportivo Rene Salviano tem avaliação semelhante. Para ele, embora a Copa do Mundo seja o principal evento, os torneios femininos oferecem mais oportunidades para as marcas entrarem na conversa, ativarem campanhas, criarem conexão com o público e ajudarem a desenvolver o segmento.Dados do Relatório Convocados mostram que, de 2022 a 2025, o número de clubes profissionais de futebol feminino caiu de 197 para 187, mas os times dedicados exclusivamente à modalidade cresceram 65%. Segundo o levantamento, o movimento reflete incentivos da CBF e também o avanço da formação de atletas, com a criação de 34 novos times de base femininos em 2025.The post Copa do Mundo Feminina de 2027 anima marcas e patrocinadores no Brasil appeared first on InfoMoney.
