De empresário a trader: a virada que levou Henrique Pena ao mercado financeiro

Blog

Conteúdo XPAbrir mão de negócios consolidados, deixar para trás empreendimentos bem-sucedidos e recomeçar do zero no mercado financeiro não é uma decisão comum. Mas foi exatamente esse o caminho que marcou a trajetória de um empreendedor que encontrou no trading uma nova carreira e uma nova vocação: ensinar.O ponto de virada veio ainda em 2009, durante um dos períodos mais fortes de alta da Bolsa brasileira. O primeiro contato com o mercado, impulsionado por um ciclo de ganhos consistentes, foi suficiente para despertar um interesse que rapidamente evoluiu para algo maior — e que, com o tempo, mudaria completamente o rumo profissional.Henrique Pena foi o convidado do episódio 258 do programa GainCast. Ele relembrou a trajetória como empresário, explicou como conheceu o mercado financeiro e contou como a facilidade para ensinar acabou se tornando o principal diferencial da sua carreira.Empreendedor desde cedoAntes de entrar no mercado financeiro, a trajetória já era marcada pelo empreendedorismo. Ao longo dos anos, ele acumulou experiências em diferentes segmentos, com destaque para um bar em Belo Horizonte que se tornou referência na cidade e chegou a ser eleito diversas vezes como o melhor lugar para paquerar em um anuário da revista Veja.“A Veja fazia um anuário que era os melhores do ano. Influenciadores da cidade votavam nas melhores casas, melhores restaurantes e sempre por segmento. E o meu bar ganhava melhor para paquerar. Ganhou várias vezes”, conta.Além disso, Pena também atuou no segmento de bicicletas e trabalhou com publicidade, construindo uma carreira ligada à comunicação e ao relacionamento com o público. “Eu trabalhei muitos anos com propaganda, então eu sou da comunicação”, relata.Essa base, ainda fora do mercado financeiro, acabaria se tornando um diferencial anos depois. A capacidade de se comunicar e transmitir ideias com clareza já fazia parte da sua rotina muito antes de qualquer contato com o trading. “Eu sempre fui um bom comunicador. Eu sempre tive facilidade de conversar, de me expressar e de ensinar”, destaca.Leia também: Do 7º período de Odontologia ao day trade: a trajetória de Daniel MarcosPrimeiros tradesA entrada no mercado aconteceu de forma quase casual, mas em um momento extremamente favorável. Durante o bull market de 2009, um amigo passou a compartilhar os resultados obtidos com operações em ações, despertando curiosidade.A decisão de abrir conta em uma corretora veio logo em seguida, e a primeira operação foi na CSN. A experiência, apesar de simples, teve impacto imediato. “Eu lembro quando eu cliquei compra, eu senti aquele coração batendo. Eu falei: ‘Caramba, eu estou fazendo trade em ações’”, relembra.O que começou como curiosidade rapidamente se transformou em envolvimento. Aos poucos, o mercado passou a ocupar mais espaço na rotina, até se tornar prioridade. “Me apaixonei pelo mercado, abri mão da loja primeiro, abri mão do bar e falei: ‘agora eu vou trabalhar’”, afirma.Leia também: Taxa de acerto ou payoff? Traders revelam o que dá lucro no mercadoVocação para ensinarCom o aprofundamento nos estudos e a evolução operacional, os resultados começaram a chamar atenção de outros traders. Comentários em grupos, análises compartilhadas e leituras de mercado despertaram o interesse de quem buscava entender como ele operava.Foi nesse contexto que surgiu a virada mais importante da carreira: a percepção de que ensinar poderia se tornar uma profissão. “Vi que eu tinha uma aptidão natural para a coisa. Eu falei: ‘cara, acho que eu vou ser professor disso aqui’”, recorda.O processo evoluiu de forma orgânica. Pequenas orientações deram lugar a grupos fechados, mentorias e treinamentos online, consolidando um modelo de atuação baseado na educação e no acompanhamento próximo dos traders. “As pessoas me procuravam: ‘Peninha, você me ensina?’ Ensino, ensino, ensino.”Paralelamente, veio a decisão de se profissionalizar no mercado, com a obtenção da certificação CNPI, etapa fundamental para consolidar sua atuação como analista.Leia também: Parcial no day trade ajuda ou limita lucro? Traders divergemSonho realizadoCom a certificação em mãos e uma base construída no ensino, o próximo passo era claro: atuar em uma grande corretora. A escolha também estava definida.Admirador da XP Investimentos desde os primeiros anos no mercado, Pena decidiu tomar uma iniciativa direta e entrar em contato com Roberto Indech para expressar o objetivo de trabalhar na empresa. “Me tornei analista para trabalhar numa grande corretora e, para mim, a melhor e maior corretora é a XP. Então, eu quero trabalhar um dia na XP”, relembra.Meses depois, o convite chegou. A entrada no Arena Trader marcou a realização de um objetivo traçado ao longo dos anos e ampliou significativamente o alcance do seu trabalho, com transmissões acompanhadas por milhares de investidores.Hoje, mais do que os resultados no mercado, o foco está no impacto gerado em quem está do outro lado da tela. Para ele, a verdadeira transformação não está apenas em operar bem, mas em ajudar outros traders a evoluírem. “Não desista do seu sonho. É importante você lutar por aquilo que você quer”, conclui.Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice. The post De empresário a trader: a virada que levou Henrique Pena ao mercado financeiro appeared first on InfoMoney.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *