Com a proximidade da divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26), prevista para o dia 27 de julho, a XP Investimentos, Bradesco BBI, Santander, Goldman Sachs e BTG Pactual revisaram suas projeções para Telefônica Brasil (VIVT3), dona da Vivo, e TIM Brasil (TIMS3). De forma geral, as instituições esperam um trimestre sólido para as operadoras, sustentado pelo crescimento das receitas de serviços móveis e pela continuidade dos ganhos de eficiência. No entanto, analistas divergem sobre o potencial de valorização das ações, especialmente no caso da Vivo, cujo forte desempenho operacional já estaria, em parte, refletido nos preços.O que esperar da Telefônica Brasil (VIVT3) no 2T26?Os bancos consultados esperam mais um trimestre sólido para a Telefônica, sustentado pela continuidade dos reajustes de preços, pela resiliência do segmento pós-pago e por ganhos adicionais com a venda de cobre.A XP projeta receita líquida de R$ 15,6 bilhões, alta de 6,4% na comparação anual, impulsionada principalmente pela receita de serviços móveis (MSR), estimada em R$ 10,2 bilhões, também com avanço de 6,4%. Segundo a casa, os reajustes implementados em cerca de 70% da base pós-paga continuam sendo bem absorvidos pelos clientes, sem sinais relevantes de resistência.Nos serviços fixos, a corretora espera receitas de R$ 4,5 bilhões, crescimento de 5,3%, apoiado pelo avanço contínuo da fibra óptica (FTTH). Já as receitas com venda de aparelhos devem somar R$ 915 milhões, alta de 11,7%.Em rentabilidade, a XP prevê EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) de R$ 6,6 bilhões, avanço de 11,3%, com expansão de 1,87 ponto percentual na margem EBITDA, para 42,4%. O desempenho deverá ser favorecido pelas chamadas outras receitas operacionais, especialmente pela aceleração das vendas de cobre. Por fim, a casa estima lucro líquido de R$ 1,79 bilhão, crescimento anual de 33,2%.Leia tambémIbovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa vira para leve alta, acima dos 174 mil pontosBolsas dos EUA recuam com sell-off de ações de fabricantes de chips Braskem (BRKM5): cenários apontam para forte diluição de acionistas, avalia BBIPetroquímica precisa reduzir sua alavancagem para cerca de 3 vezes a relação dívida líquida/Ebitda, ante uma projeção de 11 vezes para 2027O BTG Pactual também espera mais um trimestre forte para a operadora, reforçando o histórico de execução consistente da companhia. O banco projeta crescimento de 6,8% na receita móvel de serviços, combinado com avanço de 5% nas receitas do segmento fixo, o que deve resultar em crescimento de 6,2% da receita de serviços consolidada.Em termos de rentabilidade, o BTG estima uma margem EBITDA de 42,7%, representando expansão de 220 pontos-base na comparação anual e de 250 pontos-base frente ao primeiro trimestre. Na visão do banco, esse desempenho pode contribuir para melhorar a percepção dos investidores após a decepção com as margens observadas no primeiro trimestre.Já o Bradesco BBI projeta crescimento de 6,2% da receita de serviços na comparação anual, em linha com o desempenho observado no primeiro trimestre. Na divisão móvel, a expectativa é de alta de 6,6% na receita de serviços móveis, repetindo o ritmo do 1T26. Já as receitas do segmento fixo devem manter uma trajetória saudável, com crescimento de 5,3%.Além disso, o BBI estima cerca de R$ 300 milhões em vendas de ativos, o que deve elevar o EBITDA reportado para R$ 6,7 bilhões, crescimento de 12,9% na comparação anual, enquanto o lucro líquido deverá atingir R$ 1,78 bilhão, alta de 32%.Já o Goldman Sachs espera uma leve aceleração do crescimento da receita de serviços móveis para 6,9%, ante alta de 6,6% no primeiro trimestre. O banco destaca a melhora gradual do segmento pré-pago, cuja receita ainda deve recuar 3% na comparação anual, mas em ritmo significativamente menor do que a queda de 11% registrada um ano antes.As projeções do Goldman apontam para EBITDA de R$ 6,56 bilhões, alta de 10,5%, e lucro líquido de R$ 1,83 bilhão, crescimento de 36,6% na comparação anual.Assim como outras instituições, o Santander destaca que os resultados devem ser beneficiados por uma aceleração na venda de ativos, contabilizada na linha de “outras receitas/custos”. O banco estima cerca de R$ 200 milhões em vendas de ativos no trimestre.Desconsiderando esse efeito extraordinário, a instituição projeta crescimento de 7,3% no EBITDA ajustado, com margem de 41,6%, avanço de 30 pontos-base em relação ao mesmo período do ano passado.O que esperar da TIM no 2T26?As projeções de Santander, XP Investimentos, BBI, Goldman Sachs e BTG Pactual apontam para mais um trimestre robusto para a TIM, sustentado pelo crescimento do segmento pós-pago, pela expansão dos serviços corporativos e pelos efeitos positivos da aquisição da V8.O Santander projeta receita líquida consolidada de R$ 7 bilhões, o que representaria crescimento de 6% na comparação anual. Embora espere uma desaceleração natural da receita de serviços móveis em relação ao primeiro trimestre, o banco ainda prevê uma expansão robusta de 4,9% na MSR, apoiada pelo forte desempenho do segmento corporativo (B2B), cuja contribuição deve continuar nos próximos trimestres.Em rentabilidade, o banco projeta EBITDA de R$ 3,6 bilhões, alta de 7,2% na comparação anual, com margem EBITDA de 51,4%, expansão de 60 pontos-base.O Santander também espera uma normalização na linha de custos de rede e interconexão, favorecida pela redução das despesas com roaming e pela incorporação da I-Systems. O comportamento dessa linha foi uma das principais críticas aos resultados do primeiro trimestre, de modo que uma melhora nesse indicador seria vista positivamente pelo mercado.O banco projeta lucro líquido de R$ 1,1 bilhão, crescimento de 13% na comparação anual, com margem líquida de 15,8%. A XP Investimentos também espera um trimestre positivo para a companhia. A corretora projeta receita líquida de R$ 7 bilhões, alta de 5,8% na comparação anual, enquanto a receita de serviços móveis deve crescer 4,6%, para R$ 6,4 bilhões.Segundo a XP, o segmento pós-pago seguirá como principal vetor de crescimento, enquanto o pré-pago continuará apresentando desempenho mais fraco.Em termos de rentabilidade, a XP projeta EBITDA de R$ 3,6 bilhões, alta de 6,7%, com margem EBITDA de 51,2%, expansão de 45 pontos-base, refletindo uma combinação de crescimento de receitas e disciplina de custos. O lucro líquido é estimado em R$ 1,05 bilhão, crescimento de 8% na comparação anual.Leia tambémDólar sobe acima de R$ 5,10 com escalada de ataques entre EUA e IrãO dólar à vista encerrou a sessão de quinta-feira com alta de 0,40%, aos R$5,0984Já o BTG Pactual projeta receita de serviços de R$ 6,8 bilhões, crescimento de 6% na comparação anual, sustentado principalmente pela expansão de 4,8% da receita móvel de serviços.No segmento fixo, o BTG prevê um desempenho ainda mais robusto, com crescimento de 28% na comparação anual, refletindo a consolidação dos resultados da V8.Em rentabilidade, o banco estima EBITDA de R$ 3,57 bilhões, avanço de 6,6%, enquanto a margem EBITDA deve apresentar expansão de cerca de 30 pontos-base, mantendo um ritmo de evolução semelhante ao observado no primeiro trimestre.Na visão do BTG, os números reforçam a capacidade da TIM de combinar crescimento de receitas com disciplina de custos, sustentando um perfil operacional sólido mesmo em um ambiente competitivo mais desafiador.O Goldman Sachs, por sua vez, espera que a receita de serviços móveis da TIM cresça 4,7% na comparação anual no segundo trimestre de 2026, o que representaria uma leve desaceleração em relação à alta de 5,6% registrada no primeiro trimestre.Segundo o banco, a companhia deverá registrar uma perda líquida de aproximadamente 600 mil clientes no segmento pré-pago e uma adição líquida de 357 mil clientes no pós-pago no período. Os analistas destacam que dados regulatórios de abril e maio indicam um desempenho mais fraco no pré-pago, possivelmente impactado por um ambiente competitivo mais desafiador.Para o segundo trimestre, o banco estima que a TIM reportará receita líquida de R$ 6,94 bilhões, alta de 5,2% na comparação anual, enquanto o EBITDA ajustado deverá alcançar R$ 3,57 bilhões, avanço de 6,4%.Já o lucro líquido é projetado em R$ 1,04 bilhão, crescimento de 6,6% em relação ao mesmo período do ano passado.Recomendações para Vivo e TIMA visão dos analistas segue dividida entre as duas operadoras. A XP Investimentos mantém recomendação de compra para a Telefônica Brasil (VIVT3), com preço-alvo de R$ 43, enquanto possui recomendação neutra para a TIM Brasil (TIMS3), com preço-alvo de R$ 26. O Santander também adota uma visão positiva para ambas as companhias, com recomendação de compra para a Vivo, com preço-alvo de R$ 42, e para a TIM, com preço-alvo de R$ 26.Já o BTG Pactual recomenda compra para as duas empresas, atribuindo preço-alvo de R$ 31 para a Vivo e de R$ 22 para a TIM. O Goldman Sachs, por sua vez, é mais cauteloso em relação à Telefônica Brasil, reiterando recomendação de venda para as ações, com preço-alvo de R$ 36,50, enquanto mantém recomendação neutra para a TIM, com preço-alvo de R$ 25. O Bradesco BBI adota uma postura mais conservadora para ambas as operadoras, com recomendação neutra para Vivo e TIM, com preços-alvo de R$ 39 e R$ 26, respectivamente.CasaVivoTIMXPCompra (R$ 43)Neutro (R$ 26)BTG PactualCompra (R$ 31) Compra (R$ 22)SantanderCompra (R$ 42)Compra (R$ 26)Goldman SachsVenda (R$ 36,5)Neutro (R$ 25)Bradesco BBINeutro (R$ 39)Neutro (R$ 26)The post Vivo ou TIM? O que esperar dos balanços do 2T e qual ação é a favorita dos bancos appeared first on InfoMoney.
