A Bolsa buscou recuperação durante a tarde desta terça-feira, 21 graças ao fôlego das ações ligadas a commodities e ao setor financeiro, mas não conseguiu evitar a quinta queda seguida, ainda que marginal. A melhora não teve respaldo de volume, que continuou escasso, em um dia de agenda local sem destaque e mantidas as incertezas do cenário geopolítico.O Ibovespa fechou de lado, aos 173.325,65 pontos (-0,03%), com mínima de 172.219 pontos (-0,66%). Em julho, acumula avanço de 0,76% e, no ano, de 7,57%. O giro financeiro foi de R$ 18,1 bilhões.A lista das maiores quedas foi dominada por papéis cíclicos, com Hypera ON (HYPE3;-5,51%) à frente, seguida por Rede d’Or ON (RDOR3;-4,32%) e Yduqs (YDUQ3;-4,16%). As maiores altas foram MBRF (MBRF3; +4,06%), Usiminas PNA (USIM5; +3,68%) e CSN Mineração ON (CMIN3; +3,53%).A máxima, de 173.719,50 pontos (+0,20%), foi alcançada pela manhã, mas ainda na primeira etapa o índice voltou a cair, seguindo no vermelho até meados da tarde, quando então a força de Petrobras (PETR3;PETR4), Vale (VALE3) e bancos conseguiu zerar as perdas do índice.Petrobras ON (PETR3) subiu 1,43% e PN (PETR4), +1,24%, na esteira do avanço do petróleo, que também favoreceu outras empresas do setor, como PRIO ON (PRIO3; +0,85%). O Brent subiu 2%, para US$ 91,01 o barril, em meio aos receios sobre o fluxo da commodity. Além das preocupações com o tráfego em Ormuz, que, segundo a Organização de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO, na sigla em inglês), caiu para o nível mais baixo em três semanas, entrou no radar o risco à navegação no Estreito de Bab-El-Mandeb em razão de ameaças do grupo iemenita Houthi.Leia tambémIbovespa anda de lado e tem leve queda; dólar recua de novo, agora a R$ 5,07Índices nos EUA fecham em alta, de olho nos balanços de tecnologiaDólar hoje cai 0,31%, a R$ 5,07, em dia de notícias conflitantes no Oriente MédioO dólar à vista encerrou a sessão de segunda-feira com baixa de 0,42%, aos R$5,0896.Já Vale ON (+0,43%) superou trajetória volátil e a queda do minério de ferro e se firmou em alta, dada a expectativa pela divulgação dos dados operacionais do segundo trimestre, após o fechamento. O setor financeiro foi puxado pelos ganhos de mais de 3% de BB ON (BBAS3), dado o otimismo com os impactos para o banco da Medida Provisória sobre a renegociação das dívidas rurais. Itaú Unibanco PN (ITUB4) subiu 0,54% e Bradesco PN (BBDC3) avançou 0,76%.O comportamento do Ibovespa passou ao largo do desempenho positivo das bolsas na Europa e em Nova York, onde Dow Jones (0,74%), Nasdaq (1,29%) e S&P 500 (0,89%) fecharam com valorização consistente. Mas, por aqui, a sessão foi marcada por volatilidade, atribuída, em boa medida, à liquidez reduzida que vem sendo a tônica nas últimas semanas, com giro nesta terça que novamente não conseguiu chegar a R$ 20 bilhões.“Está claro um movimento de preferência por mercados desenvolvidos, com os mercados europeus fechando em movimento similar, ignorando a pressão nos preços do petróleo e com investidores otimistas com a temporada de resultados nos EUA”, avalia Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos.Para Alexandre Pletes, head de renda variável da Faz Capital, o descolamento do Ibovespa dos pares no exterior está relacionado ao perfil da bolsa brasileira. “O vetor que faz as bolsas americanas subir é outro, ligado à tecnologia, enquanto a gente se restringe a commodities”, afirma.The post Ibovespa: petróleo minimiza perdas do índice, mas não evita 5ª queda seguida appeared first on InfoMoney.
