Michelle troca convenção nacional por ato do PL no DF, onde deve definir candidatura

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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deve participar da convenção do PL no Distrito Federal, marcada para 5 de agosto, até quando deverá definir se disputará uma vaga ao Senado nas eleições deste ano. Segundo interlocutores, Michelle não comparecerá à convenção nacional do partido, no próximo sábado, em São Paulo, que oficializará a candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e concentrará sua agenda política no evento da capital federal.A convenção do Distrito Federal ocorrerá no último dia do prazo legal para a realização das convenções partidárias. De acordo com interlocutores da ex-primeira-dama, a expectativa é que Michelle anuncie até essa data se entrará ou não na disputa pelo Senado, finalizando um período de dúvida da legenda sobre os rumos dos candidatos na eleição na capital.A pessoas próximas, a justificativa da ex-primeira-dama é que sua ausência no evento ocorrerá porque este ocorrerá na capital paulista, ou seja, muito longe de Brasília, onde tem que cuidar do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Para aliados, contudo, a decisão de se ausentar do evento já era esperada devido ao distanciamento entre ela e o enteado, Flávio.Leia tambémLula autoriza uso das Forças Armadas nas eleições de 2026Conforme o decreto, os locais e períodos de uso das Forças Armadas serão definidos pelo Tribunal Superior EleitoralEduardo Bolsonaro: Michelle jamais poderia ter feito aquele vídeo, foi imaturidadeEduardo ainda classificou como “natural” que haja disputa por um “espaço tão cobiçado” quanto a Presidência da RepúblicaA indecisão da ex-primeira-dama também mantém em aberto uma série de definições do PL no Distrito Federal. Integrantes da legenda avaliam que o cenário local se tornou um dos mais delicados da campanha porque, além do desgaste provocado pela crise entre Michelle e Flávio, o partido ainda tenta equacionar a estratégia para a disputa ao governo do DF e ao Senado.O PL deve oficializar apoio à candidatura da governadora Celina Leão (PP) ao Palácio do Buriti. Celina já declarou apoio à candidatura presidencial de Flávio, mas, ao mesmo tempo, é identificada com o núcleo político mais próximo de Michelle Bolsonaro, de quem é amiga próxima.Integrantes da campanha de Flávio admitem dúvidas sobre como será essa composição ao longo da campanha e se o senador dividirá o mesmo palanque da governadora. Caso isso não aconteça, aliados reconhecem que o presidenciável precisará construir outra estratégia no Distrito Federal para não ficar sem um palanque local.A vaga ao Senado também depende da decisão de Michelle. Caso a ex-primeira-dama desista da disputa, o PL terá de definir outro nome para encabeçar a chapa. Um dos mais cotados é o senador Izalci Lucas (PL-DF), que, ao mesmo tempo, também mantém a intenção de disputar o governo do Distrito Federal. Na tarde desta terça-feira, Izalci se reuniu com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, para discutir o cenário eleitoral no DF, mas, segundo integrantes da legenda, o encontro terminou sem uma definição.A indefinição sobre a candidatura de Michelle ocorre em meio à crise entre a ex-primeira-dama e Flávio Bolsonaro depois que a ex-primeira-dama publicou vídeos acusando o enteado de desrespeitá-la e tentar reduzir seu espaço político no bolsonarismo. Ela também não participou do encontro com mulheres promovido pela pré-campanha do senador no mês passado, e dirigentes do PL admitem que a relação ainda não foi recomposta.Apesar do distanciamento, a direção nacional do partido mantém o discurso de que Michelle segue sendo o principal nome da legenda para a disputa ao Senado no Distrito Federal.Nesta terça-feira, após reunião com Flávio Bolsonaro e o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, o coordenador da campanha presidencial, senador Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que o partido continua tratando a ex-primeira-dama como candidata e disse que ela permanece convidada para a convenção nacional.— Michelle foi convidada. Será um prazer recebê-la. Até agora ela é candidata ao Senado. O partido tem interesse na candidatura dela. É um quadro extremamente importante para nós, com relevância não só no Distrito Federal, mas em todo o Brasil — afirmou.Marinho também disse que o PL seguirá negociando alianças até o prazo final para o registro das candidaturas, em 5 de agosto.— Até o dia 5 de agosto temos interesse em ter o apoio da federação (União Progressista). O tempo de televisão permite que a campanha possa mostrar o candidato e responder às críticas. Estamos construindo também com Republicanos e Podemos — declarou.Embora o comando do PL mantenha publicamente o incentivo para que Michelle dispute o Senado, aliadas da ex-primeira-dama afirmam que a decisão ainda não foi tomada e interlocutores dizem que Michelle acredita que seu futuro está “nas mãos de Deus”.The post Michelle troca convenção nacional por ato do PL no DF, onde deve definir candidatura appeared first on InfoMoney.

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