Juiz dos EUA marca julgamento de Nicolás Maduro para junho de 2027

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Um juiz ⁠norte-americano marcou nesta quarta-feira para 1º de junho de 2027 a data do ⁠julgamento do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, acusados de tráfico de drogas nos Estados ‌Unidos, enquanto um advogado de defesa prometeu solicitar o arquivamento do processo, alegando que Maduro goza de imunidade por ser chefe de um Estado soberano.Maduro e sua esposa, vestindo uniformes prisionais bege, compareceram a uma audiência de cerca de 20 minutos ‌no tribunal federal de Manhattan perante o juiz federal Alvin Hellerstein, em um dos processos criminais de maior repercussão na história recente dos Estados Unidos.Leia tambémPassaporte do Brasil se mantém entre os 20 mais fortes do mundo; veja índicePassaporte brasileiro é aceito sem necessidade de visto em 169 destinos, segundo o Henley Passport Index; ranking de 2026 foi mais uma vez liderado por Singapura, cujo passaporte é aceito em 192 paísesTrump quer Infantino, presidente da Fifa, como secretário-geral da ONU, diz jornalSegundo jornal americano, presidente dos EUA deseja levar cartola para a secretaria-geral da entidade após aproximação entre ambos durante os mundiais no paísComandos norte-americanos capturaram Maduro, de 63 anos, e Flores, de 69, em sua residência fortemente vigiada em Caracas durante uma operação militar noturna realizada em 3 de janeiro, ordenada pelo presidente Donald Trump. Eles foram levados para Nova York, onde já haviam sido indiciados sob a acusação de usar suas posições de liderança no país sul-americano rico em petróleo para facilitar ⁠o ‌transporte de cocaína.Eles se declararam inocentes.Além de marcar a data para o início do julgamento, Hellerstein estabeleceu o prazo de 2 ⁠de setembro para a primeira rodada de moções legais de Maduro buscando a anulação do processo, bem como uma audiência em 17 de novembro para a apresentação de argumentos sobre essas moções. O advogado de defesa Barry Pollack disse ao juiz que buscaria a anulação do processo com base na imunidade.Maduro enfrenta quatro acusações de crimes graves, incluindo conspiração para narcoterrorismo e conspiração para importação de cocaína. Ele pode ser condenado à prisão perpétua se for ​considerado culpado.Em um documento apresentado ao tribunal na noite de terça-feira, tanto os promotores quanto os advogados de defesa de Maduro propuseram o início do julgamento em junho de 2027.“Todas as partes concordam que esse é um cronograma ​realista. Não acreditamos que haja atrasos, mas, obviamente, se surgir algum imprevisto, informaremos Vossa Excelência”, disse Pollack ao juiz nesta quarta-feira.Ainda não está claro quanto tempo o julgamento deverá durar.‘PRISIONEIRO DE GUERRA’Maduro, um socialista que mantinha uma relação antagônica com os Estados Unidos enquanto governava a Venezuela de 2013 até sua captura, referiu-se a si mesmo como um “prisioneiro de guerra” durante sua primeira audiência no tribunal, em 5 de janeiro.Maduro acenou para alguém — não ficou claro para quem — na galeria do ‌tribunal enquanto era conduzido para fora da sala por agentes federais após a audiência ​desta quarta-feira.Hellerstein também estabeleceu o prazo de 11 de janeiro de 2027 para que os advogados de Maduro apresentem uma segunda rodada de moções. Essas moções serão apresentadas após os promotores entregarem as provas — algumas das quais devem ser confidenciais — para análise da defesa.Durante a audiência de Maduro em ⁠5 de janeiro, Pollack sugeriu que a defesa ​também poderia contestar a acusação com ​base no argumento de que a captura de Maduro pode não ter sido legal.Maduro há muito acusa os Estados Unidos de buscar sua destituição para obter ⁠maior controle sobre as vastas reservas de petróleo do país membro ​da Opep. Os Estados Unidos chamam Maduro de ditador corrupto, cuja má gestão da economia levou a um colapso econômico, e o acusam de fraudar os votos em sua reeleição em 2018 e 2024. O país deixou de reconhecê-lo como presidente legítimo da Venezuela em 2019.Em ​um parecer consultivo antes da operação de janeiro, o Escritório de Assessoria Jurídica do Departamento de Justiça afirmou que seria lícito para Trump ordenar unilateralmente a operação para capturar Maduro, pois ela atendia a ​um importante interesse nacional e não chegava ⁠ao nível de uma guerra que exigiria autorização do Congresso.Desde a captura de Maduro, a Venezuela tem sido governada por sua ex-vice-presidente, Delcy Rodríguez, que estabeleceu laços ⁠mais estreitos com o governo Trump. Os Estados Unidos flexibilizaram as sanções contra o setor petrolífero venezuelano, e empresas estrangeiras expandiram projetos de petróleo e gás no país.Maduro compareceu pela última vez ao tribunal em 26 de março para uma audiência sobre a proibição imposta pelo governo dos EUA de que o governo venezuelano pagasse os honorários advocatícios de Maduro. A disputa foi resolvida um mês depois, quando o governo dos EUA concordou em modificar suas sanções financeiras contra a Venezuela para permitir que o governo pagasse os ​honorários.The post Juiz dos EUA marca julgamento de Nicolás Maduro para junho de 2027 appeared first on InfoMoney.

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