Após divulgar resultados acima das expectativas para o segundo trimestre, a WEG (WEGE3) passou a receber avaliações mais otimistas de parte do mercado. O Itaú BBA, por exemplo, acredita que o pior momento da companhia ficou para trás e vê uma relação risco-retorno mais favorável para as ações.Na avaliação do banco, a empresa deve voltar a acelerar seu crescimento a partir do segundo semestre de 2026, retomando um ritmo de expansão entre 15% e 20% nos anos seguintes, o que pode levar o mercado a revisar para cima suas projeções para a companhia.Além disso, a WEG reúne características que tendem a se tornar cada vez mais escassas no Brasil às vésperas das eleições: exposição ao dólar, resultados defensivos e vínculos estruturais com eletrificação e investimentos relacionados à inteligência artificial.Leia mais:Confira o calendário de resultados do 2º trimestre de 2026 da Bolsa brasileiraTemporada de balanços do 2T26 ganha destaque: veja ações e setores para ficar de olhoNegociada a 26 vezes o lucro estimado para 2027 (P/L), com projeções do Itaú BBA cerca de 3% acima do consenso do mercado e viés positivo tanto para câmbio quanto para crescimento internacional, o banco acredita que será difícil encontrar um ponto de entrada significativamente melhor. Na avaliação da instituição, a relação entre risco e retorno agora.Leia tambémIbovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa cai com nova tarifa dos EUA sobre o BrasilBolsas dos EUA operam mistas com petróleo em baixa e escalada de guerras no radarJPMorgan rebaixa Caixa Seguridade e prefere IRB e Porto em seguros; CXSE3 cai forteBanco também reiterou recomendação underweight para a BB Seguridade (BBSE3)Quanto à assimetria, o banco vê potencial positivo porque seu modelo considera um câmbio de R$ 5,10 por dólar, cenário que pode se mostrar conservador com a aproximação das eleições, além de crescimento médio de aproximadamente 15% ao ano das operações internacionais em dólares nos próximos trimestres. Essa projeção também pode ser conservadora diante da expansão da capacidade no segmento de transmissão e distribuição de energia (T&D) e da resiliência da demanda por equipamentos elétricos industriais.Em relação às tarifas, o Itaú BBA acredita que os impactos no segundo semestre de 2026 tendem a ser menos severos do que os observados no primeiro semestre. O BBA reiterou recomendação equivalente à compra, com preço-alvo de R$ 50.Já o Goldman Sachs reconhece que o resultado do segundo trimestre ajudou a reduzir parte das incertezas em torno da trajetória de crescimento da companhia. Na visão do banco, o período deve marcar o último trimestre de queda da receita líquida, embora ainda haja pouca visibilidade sobre quando a expansão da capacidade em transmissão e distribuição começará a contribuir de forma mais significativa para as receitas.Para a instituição financeira, a alta de 9% das ações após a divulgação do balanço refletiu justamente essa redução dos riscos percebidos pelos investidores. Já a queda entre 3% e 4% registrada no pregão seguinte provavelmente refletiu preocupações com a evolução das margens e com um ritmo de expansão da capacidade em transmissão e distribuição mais lento do que o esperado pelo mercado.O Goldman Sachs mantém recomendação de venda para as ações da WEG, com preço-alvo de R$ 37,30.The post WEG: o que fazer com a ação após a tele do 2T? Veja a visão do Itaú BBA e do Goldman appeared first on InfoMoney.
