O Brasil está aberto para receber esportes, e o desafio das ligas americanas, hoje, é disputar não apenas umas com as outras, mas com todo o consumo de entretenimento disponível. Essa é a visão da NFL e da NBA, duas das principais ligas esportivas norte-americanas, em suas operações brasileiras.“Eu não vejo a NFL como uma competidora. Na verdade, todos nós estamos competindo pela atenção das pessoas em qualquer tipo de entretenimento”, disse o vice-presidente de Parcerias de Marketing da NBA, Fabio Laudisio, em painel da Expert XP. “O bolso do consumidor é um só. Ou ele vai ao cinema, ou ao parque, ou assiste a um jogo da NBA ou da NFL.”Ele enxerga que a forma da liga de basquete de angariar fãs no Brasil parte de um tripé. Primeiro, inovação — ele menciona iniciativas como a NBA House e as escolas de basquete da marca no país. Além disso, a capacidade de expor seus patrocínios locais e, por fim, o planejamento e a execução de projetos.Leia mais: NBA House celebra 10 anos no Brasil com megaestrutura de 6 mil m² em SP nas finais“O papel aceita tudo. Às vezes o planejamento fica maravilhoso, só que você não consegue executar por falta de time, falta de dinheiro, falta de expertise”, aponta.Luiz Martinez, diretor-geral da NFL que também esteve no palco, vai na mesma linha. Ele acrescenta que, para atrair os torcedores disputados com todas as outras mídias, é necessário entender os pontos de contato com cada perfil de fã. “A pessoa que quer somente estar na festa tem a watch party com essa característica. Mas há o fã que pensa em estatísticas, joga os fantasy games, assiste a todos os documentários e filmes. Para ele, há as interações com jogadores da NFL”, afirmou.Brasil no mapas das ligas americanasAmbas as ligas enxergam o Brasil como um mercado relevante: a depender da métrica, a NBA tem aqui seu terceiro ou quinto maior mercado no mundo; enquanto isso, a NFL planeja, a longo prazo, ter no país seu principal mercado internacional fora dos Estados Unidos.Para Martinez, há um desafio importante no caminho da NFL para concretizar essa estratégia, já que as especificidades da modalidade ainda são desconhecidas por parte relevante do público nacional. “O Brasil já está aberto ao esporte, quer o esporte, mas precisa aprender um pouco mais para consumi-lo.”A internacionalização das modalidades tradicionais dos Estados Unidos — com destaque para NBA e NFL — tornou-se uma das prioridades das ligas. A maior prova disso são os jogos ao redor do mundo. A NFL aprovou que até 10 partidas da temporada regular sejam disputadas em outros países a partir de 2027, enquanto a NBA realiza ao menos seis partidas na Europa ao longo do ano.Laudisio reforça que o futuro da marca passa por projetos internacionais cada vez mais ambiciosos e que uma partida no Brasil “é o grande sonho”. Por enquanto, porém, um jogo da NBA em território brasileiro ainda não está nos planos.Em 27 de setembro, a NFL disputa seu terceiro jogo no país, desta vez no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, entre Baltimore Ravens e Dallas Cowboys. Serão ao menos três partidas na cidade nos próximos cinco anos.The post Expert XP: Como o Brasil virou peça-chave na estratégia global da NBA e da NFL appeared first on InfoMoney.
