6 em cada 10 brasileiros esperam se manter com a aposentadoria do INSS na velhice

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A aposentadoria paga pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) nunca esteve tão no centro do planejamento financeiro do brasileiro. Uma pesquisa da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) revela que 60% dos brasileiros ainda não aposentados esperam se manter na velhice com o benefício da Previdência Social.Segundo o levantamento, 15% afirmam que seguirão trabalhando e viverão do próprio salário. Já 13% pretendem contar com aplicações financeiras e outros 11% não sabem de onde virá o dinheiro.A previdência privada — justamente o produto desenhado para complementar o INSS — foi citada por apenas 5% dos respondentes.Leia tambémSaiba quais são os requisitos para obter um visto de nômade digital da EspanhaModalidade permite morar legalmente no país trabalhando de forma remota para empresas estrangeiras e pode abrir caminho para a cidadania espanholaDesenrola 2.0: prazo para renegociar dívidas termina neste domingoPode participar do programa quem tem renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105) e dívidas contraídas até 31 de janeiro O atual patamar (60%) dos que esperam se manter com aposentadoria é o maior porcentual já registrado na pesquisa Raio X do Investidor Brasileiro, da Anbima. O aumento foi de três pontos percentuais na comparação à edição do ano passado.Neste ano, a Anbima entrevistou 5.832 pessoas nas cinco regiões do país entre os dias 4 e 21 de novembro do ano passado.Maioria dos benefícios com salário mínimoMesmo com a alta na expectativa de dependência no INSS, os números do INSS, confirmados ao EXTRA, mostram que a maior parte dos beneficiários recebem um salário mínimo, hoje em R$ 1.621.Em junho deste ano, o instituto pagou 42,1 milhões de benefícios. Desse total, 29,1 milhões — 69,1% do total — foram depositados com o valor do piso nacional. Já o grupo que recebe o teto previdenciário, de R$ 8.475,55, é formado por 13.642 beneficiários, menos de 0,04% do total. O valor médio dos depósitos foi de R$ 2.124,72.Vale frisar que, segundo a pesquisa da Anbima, 93% dos que já se aposentaram afirmam que o dinheiro para o sustento vem do INSS.A reserva que não sai do papelO outro lado dessa conta é de quem não consegue poupar para a velhice. O levantamento da Anbima revela que apenas 16% das pessoas que ainda não se aposentaram já começaram a formar uma reserva.Na prática, 84% não começaram a guardar nada. Desse grupo, 57% dizem que ainda pretende começar a fazer a reservas financeiras. Outros 27% afirmam que não começaram nem pretendem começar.Falta de reserva de emergênciaA fragilidade aparece também no curto prazo. Um em cada três brasileiros (31%) não tem nenhuma reserva de emergência.Entre os que têm algum dinheiro guardado, o fôlego financeiro costuma ser curto. Cerca de 20% disseram que conseguiriam se manter por no máximo um mês. Para 43%, os recursos se esgotariam em até seis meses. Apenas 26% aguentariam mais de seis meses com o que possuem de reserva.Geração Z quer poupar, mas não começouO recorte por geração mostra que a intenção de poupar é alta entre os mais jovens, mas ainda não virou hábito. Na geração Z, formada pelos brasileiros de 16 a 29 anos, 66% dizem que ainda não começaram a formar reserva, mas pretendem começar. Apenas 12% das pessoas nessa faixa de idade já começaram a guardar dinheiro.No extremo oposto estão os boomers, de 65 anos ou mais, que ainda não se aposentaram. Nesse grupo, 56% afirmam que não começaram e não pretendem começar a poupar para a aposentadoria.Entre os millennials, que têm de 30 a 44 anos, 18% já iniciaram a reserva e 58% pretendem começar. Na geração X, faixa dos 45 aos 64 anos, os números são de 18% e 49%.As faixas etárias são as adotadas pela própria Anbima na pesquisa, com as idades consideradas em 2025.The post 6 em cada 10 brasileiros esperam se manter com a aposentadoria do INSS na velhice appeared first on InfoMoney.

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