Brasil vê avanço na exportação de carne de frango em 2026 apesar de UE e da guerra

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As exportações de carne de ⁠frango do Brasil, maior exportador global, podem alcançar um recorde de até 5,875 milhões ⁠de toneladas em 2026, alta de até 10,3% sobre 2025, apesar de incertezas sobre os embarques para a União ‌Europeia e da guerra no Oriente Médio, estimou nesta terça-feira a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).Já a produção brasileira de carne de frango deverá crescer até 5,6%, para um intervalo entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas, mesmo com o ‌mercado interno lidando com desafios relacionados ao endividamento das famílias e das apostas, que reduzem os recursos para a alimentação da população mais carente.No geral, o consumo per capita de carne de frango deverá aumentar para até 48,1 kg em 2026, versus 46,7 kg em 2025, segundo dados a ABPA, entidade que representa companhias como a MBRF e a Seara, da JBS.Para Ricardo Santin, presidente da ABPA, mesmo que a União Europeia deixe de comprar carne de frango brasileira a partir de 3 de setembro — enquanto o Brasil ⁠negocia garantias ‌de que não usa antimicrobianos na exportação aos europeus –, a situação seria contornável, com o redirecionamento dos embarques.Leia tambémIPCA-15: prévia da inflação sobe 0,06% em julho, abaixo do esperado pelo mercadoExpectativas em pesquisa da Reuters de altas de 0,20% no mês e de 4,67% em 12 meses‘Já permanecemos no ano ⁠passado quatro meses (sem a Europa por conta da gripe aviária), e fechamos com exportações positivas, o Brasil tem como redirecionar’, disse Santin a jornalistas.Ele ponderou que o Brasil vende mais peito de frango — produto de valor mais alto — para a Europa, o que poderia representar alguma perda de receita. Mas destacou que a UE responde por fatia menor dos embarques nacionais — de menos de 5% em 2025 — comparativamente com o Oriente Médio, que importou quase 30% do total no ​ano passado.‘O difícil’ seria se Oriente Médio fechasse, comentou, lembrando que apesar da guerra no Irã, algumas rotas de transporte como o Canal de Suez estão sendo mantidas.Ainda comentando sobre a UE, ele disse que o Brasil ‘de fato segrega’ a ​produção sem os antimicrobianos que os europeus exigem, enquanto o governo trabalha para garantir o que ele chamou de ‘mais uma camada de segregação’.Ele disse achar ‘possível’ que as exportações para a UE continuem a partir de 3 de setembro, no caso de os europeus decidirem ‘com base nas informações iniciais’ prestadas pelos brasileiros, ‘e não no relatório final’.Ele comentou que o setor está acionando importadores europeus para atuarem junto aos governos, lembrando que a oferta brasileira pode ser importante em momento em que países da UE lidam ‌com incêndios florestais e casos de gripe aviária.As exportações brasileiras de carne de frango terminaram ​o primeiro semestre com recordes em receita e volumes, liderados pela demanda de países como a China, Japão e Emirados Árabes Unidos. Santin citou também a demanda europeia, assim como alguma antecipação de importadores, diante da ameaça de embargo a partir de setembro.Para 2027, a entidade prevê que as exportações de ⁠carne de frango avancem para até 6,05 milhões ​de toneladas, aumento de até 3,0% ​sobre a projeção de 2026, enquanto a produção deverá atingir até 16,6 milhões de toneladas, crescimento de até 2,8% na mesma comparação.CARNE SUÍNANo setor de carne suína ⁠do Brasil, terceiro exportador global atrás de Estados Unidos e União Europeia, ​a ABPA estima que as exportações brasileiras alcancem até 1,6 milhão de toneladas em 2026, avanço de até 5,9% ante 2025.Segundo Santin, apesar de queda nas exportações para a China este ano, o Brasil tem avançado em outros mercados, enquanto os embarques dos concorrentes europeus estão caindo ​e os norte-americanos estão ampliando vendas, tendo os chineses como grandes importadores.O executivo lembrou que a produção da China está ‘bastante elevada’, mas ela não deixará de comprar os miúdos, pois consome mais do que consegue produzir.De ​outro lado, o Brasil tem ampliado embarques ⁠para as Filipinas, que são o principal destino do produto brasileiro, já que o país asiático não conseguiu ainda resolver questões ligadas à peste suína africana.A produção de ⁠carne suína do Brasil em 2026 deverá somar até 5,87 milhões de toneladas, aumento de até 5,0% no mesmo comparativo, disse Santin, observando que o setor não tem detectado queda no consumo interno apesar do ambiente econômico desafiador, com o endividamento das famílias e as ‘bets’.Para 2027, a associação projeta exportações de carne suína de até 1,7 milhão de toneladas, crescimento de até 6,3% sobre 2026, enquanto a produção deverá atingir até 6,05 milhões de toneladas, avanço de até 3,1% na mesma base de comparação.The post Brasil vê avanço na exportação de carne de frango em 2026 apesar de UE e da guerra appeared first on InfoMoney.

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