Vivo e TIM: o que esperar para as ações das teles depois do tombo com 2T26?

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As ações da Vivo (VIVT3) e da TIM (TIMS3) sofreram forte pressão após a divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26), refletindo a crescente preocupação dos investidores com o aumento da concorrência no mercado brasileiro de telefonia móvel.Na sessão seguinte aos balanços, os papéis da Vivo caíram 5,98% e os da TIM recuaram 5,81%, desempenho bem inferior ao do Ibovespa, que fechou em baixa de 0,8%, na terça-feira (28).Para o Bank of America (BofA), embora a Vivo tenha mostrado maior resiliência operacional, o cenário competitivo mais agressivo pode limitar o crescimento e a expansão das margens de ambas as companhias nos próximos trimestres.Leia mais:Confira o calendário de resultados do 2º trimestre de 2026 da Bolsa brasileiraTemporada de balanços do 2T26 ganha destaque: veja ações e setores para ficar de olhoSegundo o banco, a receita de serviços móveis (MSR) da Vivo cresceu 6,6% na comparação anual, o melhor desempenho entre as grandes operadoras, superando a Claro (6,1%) e a TIM (4,6%). Já a receita móvel gerada pelos clientes da TIM, que representa mais de 80% do faturamento da companhia, avançou apenas 3,1%, ficando 1,5 ponto percentual abaixo da inflação e registrando o primeiro trimestre de crescimento real negativo desde a consolidação do setor em 2022.Apesar do melhor desempenho da Vivo, o BofA avalia que essa vantagem pode ser temporária. Na visão do banco, os resultados podem ter sido favorecidos por uma estratégia comercial mais agressiva, baseada em promoções, e a diferença tende a diminuir caso as concorrentes adotem políticas semelhantes de preços.Competição deve aumentarO banco destacou que a própria TIM reconheceu, durante a teleconferência de resultados, que os concorrentes passaram a ampliar ofertas promocionais no fim de 2025, em resposta ao avanço das operadoras móveis virtuais (MVNOs). Como consequência, a TIM perdeu participação de mercado e prepara uma reformulação de seu portfólio no terceiro trimestre, incluindo ofertas como Ultra Combo, TIM Play, TIM Fit e a parceria com o PicPay.O BofA também observou que nenhuma grande operadora reajustou os preços dos planos de entrada pré-pagos e híbridos em 2026. Segundo o banco, tanto TIM quanto Claro demonstraram pouca disposição para liderar aumentos de preços, enquanto a Vivo foi menos explícita sobre sua estratégia.Na avaliação da instituição, esse cenário indica um retorno a um ambiente competitivo mais intenso, após vários anos de maior disciplina comercial desde a consolidação do mercado em 2022.Na avaliação dos analistas Daniel Federle, Camila Koga e Pedro Martins, do Bradesco BBI, a perspectiva menos otimista para as operadoras brasileiras continua refletindo a intensificação da concorrência no mercado de telefonia móvel. Os analistas afirmam que os resultados do segundo trimestre reforçaram essa visão, destacando uma desaceleração expressiva no crescimento das receitas de telefonia móvel da Claro e da TIM. Embora a Vivo tenha mantido um desempenho mais resiliente, o BBI acredita que a companhia dificilmente permanecerá imune a um ambiente competitivo mais agressivo.Na avaliação do BBI, o menor ritmo de crescimento das receitas também deve reduzir a alavancagem operacional das empresas, limitando o potencial de expansão das margens em todo o setor. Os analistas Marcelo Santos e Lívea Mizobata, do JPMorgan, avaliam que ainda não é o momento de comprar ações das operadoras brasileiras de telecomunicações, apesar da forte queda recente dos papéis. Segundo o banco, o cenário competitivo no mercado brasileiro de telefonia móvel se deteriorou nos últimos meses e, embora a estrutura do setor — com três grandes operadoras — continue saudável, o ambiente mais desafiador pode persistir por alguns trimestres.Para acompanhar a evolução do setor, os analistas do JPMorgan destacam três fatores principais: possíveis reajustes de preços ou mudanças nos planos oferecidos pelas operadoras; o crescimento da base de clientes, especialmente da NuCel; e o comportamento das receitas de serviços móveis no terceiro trimestre.Leia tambémMotiva (MOTV3) sobe forte após 2T acima do esperado e surpresa positiva com capexMotiva teve salto de 67% no lucro do 2º tri, para R$ 663 milhõesMais negociadas: as ações preferidas dos investidores nos primeiros 6 meses de 2026Vale ocupou a primeira posição em janeiro e fevereiro, enquanto a Petrobras assumiu o topo em março e permaneceu na liderança até junhoDe venda a neutra: bancos seguem cautelosos com Vivo e TIMO BofA reduziu o preço-alvo da Vivo para R$ 37, ante R$ 39, e o da TIM para R$ 24, de R$ 27 anteriormente. A revisão reflete cortes nas estimativas de lucro e um aumento no custo de capital, decorrente da alta da taxa livre de risco nos Estados Unidos e do prêmio de risco do Brasil.O banco reiterou a recomendação underperform (desempenho abaixo da média do mercado, equivalente à venda) para as ações de ambas as companhias.Já o BBI manteve recomendação neutra para ambas as companhias. Segundo os analistas, a visão mais cautelosa reflete a intensificação da concorrência no mercado brasileiro de telefonia móvel, cenário que pode limitar o crescimento das receitas e pressionar a rentabilidade das operadoras. O banco passou a projetar preço-alvo de R$ 36 para a Vivo, ante R$ 39 na estimativa anterior, e de R$ 23 para a TIM, abaixo dos R$ 26 projetados anteriormente.O JPMorgan manteve recomendação neutra para TIM (TIMS3), com preço-alvo de R$ 23,50, após uma redução nas projeções de crescimento da receita móvel. Para a Vivo (VIVT3), o preço-alvo passou a R$ 30,50, mantendo recomendação de venda.The post Vivo e TIM: o que esperar para as ações das teles depois do tombo com 2T26? appeared first on InfoMoney.

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