Dois lados da IA: por que Microsoft saltou e Meta desabou após os resultados do 2T26?

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As ações das gigantes de tecnologia seguiram trajetórias opostas nesta quinta-feira (30), após a divulgação de resultados trimestrais que colocaram novamente no centro das atenções o debate sobre os retornos dos bilionários investimentos em inteligência artificial. Enquanto a Microsoft avançou fortemente em Wall Street, a Meta registrou uma forte queda depois de apresentar projeções que decepcionaram investidores.Entre as chamadas “Magnificent Seven”, grupo que reúne as maiores empresas de tecnologia dos Estados Unidos, a Microsoft subiu 11,51%, enquanto a Meta caiu aproximadamente 8%. O movimento refletiu a percepção do mercado sobre a capacidade de cada empresa de converter gastos com IA em crescimento e rentabilidade.Leia mais:Microsoft supera estimativas de crescimento em nuvem e alivia preocupações com gastosMeta e Microsoft soltam resultados com mercado cada vez mais cético sobre gasto de IAA Microsoft conquistou os investidores após divulgar receita do quarto trimestre fiscal acima das estimativas dos analistas e apresentar crescimento de 43% em sua divisão de computação em nuvem Azure. O desempenho superou as expectativas do mercado e reforçou a visão de que a empresa está conseguindo monetizar seus investimentos em inteligência artificial.Outro destaque ficou por conta da adoção do Microsoft 365 Copilot. A companhia informou que o assistente de IA ultrapassou a marca de 30 milhões de licenças pagas, ante mais de 20 milhões registradas em abril. O avanço foi visto como mais uma evidência de que a demanda por ferramentas de IA segue acelerando entre clientes corporativos.Segundo Tracy Woo, analista principal da Forrester citado pela CNBC, os números mostram que a estratégia da empresa começa a gerar resultados concretos. Em relatório divulgado após os resultados, ela afirmou que o forte desempenho da receita combinado ao crescimento do Copilot indica que a expansão da infraestrutura de data centers da companhia está começando a trazer retorno financeiro.Com a reação positiva do mercado, a Microsoft caminhava para registrar seu melhor pregão desde março de 2020, quando suas ações saltaram 18,6% em meio à forte volatilidade causada pela pandemia. O entusiasmo dos investidores ocorreu mesmo após a empresa reiterar sua previsão de investimentos em capital para 2026 e sinalizar uma possível ampliação dos gastos no ano fiscal de 2027.Leia tambémApple: após alta de mais de 24% em 2026, balanço pode impactar rali?As ações da Apple vivem um forte rali, acumulando alta de 17% em julho e caminhando para registrar seu melhor mês em quatro anosO comportamento da ação chamou atenção porque o mercado vem demonstrando crescente preocupação com os elevados custos associados à corrida pela inteligência artificial. Ainda assim, os resultados sugeriram que a Microsoft está conseguindo equilibrar expansão dos investimentos e crescimento operacional.Cenário oposto da MetaO cenário foi bem diferente para a Meta. A controladora de Facebook, Instagram e WhatsApp divulgou lucro abaixo das expectativas dos investidores e apresentou uma projeção de receita para o trimestre atual considerada decepcionante pelo mercado.A empresa informou que espera faturamento entre US$ 61 bilhões e US$ 64 bilhões no período, com ponto médio de US$ 62,5 bilhões. O valor ficou abaixo da expectativa dos analistas consultados pela LSEG, que projetavam receita de US$ 63,15 bilhões.Além disso, o fluxo de caixa livre da companhia despencou 91% na comparação anual, para apenas US$ 784 milhões, refletindo o impacto dos investimentos maciços em inteligência artificial. O dado reforçou as dúvidas dos investidores sobre o prazo necessário para que esses aportes se convertam em ganhos relevantes de receita.A reação negativa se somou a uma sequência histórica de perdas das ações da Meta. Os papéis caminhavam para o 11º pregão consecutivo de queda e acumulavam desvalorização superior a 20% no período.Durante a conferência com analistas, o CEO Mark Zuckerberg afirmou que a empresa tem recebido diversas ofertas para comercializar capacidade computacional a preços significativamente superiores aos custos que pagou pela infraestrutura. A declaração abriu espaço para especulações de que a Meta possa começar a alugar parte de sua capacidade excedente de processamento para terceiros, embora poucos detalhes tenham sido apresentados sobre como esse negócio funcionaria.Para analistas, a falta de clareza sobre a estratégia contribuiu para a cautela do mercado. The post Dois lados da IA: por que Microsoft saltou e Meta desabou após os resultados do 2T26? appeared first on InfoMoney.

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