PT teme perder o controle da agenda da campanha com casos de Lulinha e Jaques Wagner

Blog

A convenção que oficializa Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como candidato à reeleição acontece, neste domingo (2), sob uma preocupação que começou a crescer entre integrantes da campanha. A avaliação de aliados do presidente é que os desdobramentos envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o senador Jaques Wagner (PT-BA) podem oferecer à campanha de Flávio Bolsonaro (PL) um novo eixo de ataque justamente no momento em que o adversário buscava reorganizar sua estratégia eleitoral.O temor não decorre de um impacto direto das investigações sobre a candidatura de Lula, mas do efeito político que elas podem produzir na disputa. A estratégia petista vinha sendo manter o debate concentrado na economia, na comparação entre governos e na recuperação dos índices de aprovação do presidente. A entrada de novos fatos ligados ao entorno do PT ameaça deslocar parte da campanha para um terreno considerado mais favorável ao bolsonarismo.Leia tambémPF tentou evitar distribuição automática para Mendonça de investigação sobre LulinhaNovo sorteio eletrônico, porém, manteve o caso do ministroJaques Wagner diz que provará inocência e confirma ter recebido apoio de LulaSenador afirma seguir orientação da defesa para não tratar do mérito das apurações e diz contar com apoio de Lula desde o início da operaçãoOportunidade para a oposiçãoNas análises apresentadas no Mapa de Risco, do InfoMoney, especialistas vinham apontando que a campanha de Flávio Bolsonaro ainda buscava encontrar uma narrativa capaz de mobilizar novamente seu eleitorado mais fiel.A avaliação era de que o senador atravessava um período de comunicação pouco coordenada, alternando temas e estratégias sem consolidar um discurso dominante. Ao mesmo tempo, havia um esforço para reconectar a candidatura ao eleitor bolsonarista mais ideológico, movimento evidenciado pelo tom adotado na convenção do PL e pela tentativa de reforçar a associação entre Flávio e Jair Bolsonaro.É justamente nesse contexto que integrantes da campanha petista veem risco nos episódios envolvendo Lulinha e Jaques Wagner. A preocupação é que a oposição utilize esses casos para recolocar temas relacionados à corrupção no centro da campanha, alterando a agenda que o PT pretendia impor nas primeiras semanas da disputa.The post PT teme perder o controle da agenda da campanha com casos de Lulinha e Jaques Wagner appeared first on InfoMoney.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *