Envolto em polêmicas, Ferrari esgota vendas do seu primeiro carro elétrico

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A Ferrari atingiu em apenas dois meses a meta de vendas para 2026 de seu primeiro carro totalmente elétrico, o Luce, impulsionada principalmente pela forte demanda da China, segundo o jornal Financial Times. Apesar do desempenho comercial, o modelo chegou ao mercado cercado de polêmicas, dividindo investidores e admiradores da tradicional fabricante italiana, conhecida por seus esportivos com motores a combustão.Segundo o jornal britânico, a montadora estabeleceu como objetivo vender pouco menos de 500 unidades do Luce neste ano. A meta teria sido alcançada no início de julho, cerca de dois meses após o lançamento do veículo, que custa a partir de 550 mil euros (cerca de R$ 3,2 milhões) e foi desenvolvido para atrair um novo perfil de clientes de alto poder aquisitivo.Leia tambémFundo de IA ‘Nostradamus’ à beira do colapso é resgatado por rivalO antes badalado Situational Awareness, cujo fundador tem 24 anos, foi resgatado pelo Citadel, de Kenneth Griffin, segundo três pessoas informadas sobre a transaçãoTrabalhadores da Geração Z estão fugindo do escritório para cochilar e chorarQualquer lugar escondido serve, inclusive o provador da ZaraDesde sua apresentação, em maio, o Luce virou alvo de críticas nas redes sociais por seu visual pouco convencional. Projetado por Jony Ive, ex-chefe de design da Apple, o modelo recebeu comparações com carros de categorias muito mais acessíveis, enquanto o formato da carroceria dividiu opiniões entre fãs da marca. O projeto também chamou atenção por combinar conceitos inspirados no design da Apple com soluções de engenharia desenvolvidas em parceria com a Nasa.As críticas vieram até mesmo de dentro da história da Ferrari. O ex-presidente da companhia, Luca Cordero di Montezemolo, afirmou que o Luce deveria perder o tradicional emblema do “Cavallino Rampante”, sugerindo que o veículo não representava a essência da fabricante italiana. A repercussão negativa também foi sentida no mercado financeiro: as ações da empresa chegaram a cair mais de 8% no primeiro pregão após a apresentação do modelo.Mesmo diante da resistência dos apaixonados pelos motores a combustão, a Ferrari manteve sua estratégia de posicionar o Luce como uma vitrine tecnológica e uma porta de entrada para uma nova geração de consumidores, especialmente na China e em polos de inovação como o Vale do Silício, nos Estados Unidos, onde os veículos elétricos já são amplamente aceitos. Ainda de acordo com o Financial Times, foi a demanda do público chinês que impulsionou as vendas do modelo.Segundo a publicação, a empresa orientou suas concessionárias a não pressionarem os clientes tradicionais e colecionadores da marca a migrarem para modelos elétricos. A intenção é manter o Luce voltado a um público específico, sem comprometer a base de consumidores dos esportivos a combustão.A Ferrari também estabeleceu uma meta de longo prazo de comercializar cerca de 2.500 unidades do Luce até 2030, o equivalente a aproximadamente 600 veículos por ano — cerca de 5% das vendas anuais da montadora. O CEO Benedetto Vigna já afirmou que a entrada da empresa no segmento de elétricos não deverá comprometer sua elevada margem operacional, graças ao baixo volume de produção.O bom desempenho inicial do Luce foi atribuído, principalmente, ao interesse de compradores chineses e de empresários do setor de tecnologia nos Estados Unidos. Para Scott Sherwood, analista independente do mercado de carros de luxo, ouvido pelo Financial Times, a Ferrari demonstrou conhecer com precisão o perfil do cliente que pretende conquistar com seu primeiro veículo elétrico.A expectativa agora é que a primeira unidade de produção do Luce seja leiloada durante a Monterey Car Week, na Califórnia, em agosto. Segundo a casa de leilões Sotheby’s, o exemplar especial poderá ser arrematado por mais de US$ 1,1 milhão, ou R$ 5 milhões.The post Envolto em polêmicas, Ferrari esgota vendas do seu primeiro carro elétrico appeared first on InfoMoney.

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