Os principais mercados encerraram a última semana em recuperação, mas ainda dependem do rompimento de resistências importantes para confirmar uma mudança de tendência. O Ibovespa avançou 2,27%, completou a segunda semana consecutiva de alta e terminou aos 177.999 pontos, próximo da faixa de 178.720/181.560 pontos, que considero decisiva para a continuidade do movimento comprador. O dólar futuro também reagiu após três semanas de queda, com valorização semanal de 0,34%, mas permanece entre as médias móveis de 9 e 21 períodos.No exterior, Nasdaq e S&P 500 voltaram a subir após duas semanas negativas. Apesar da reação, os dois índices encerraram julho no campo negativo, com quedas de 3,20% e 0,08%, respectivamente. O Bitcoin também tenta reagir após encontrar suporte nos US$ 57.800, mas ainda negocia em tendência de baixa, abaixo das médias móveis e dos US$ 70.000. Considero a faixa de US$ 67.292/US$ 70.465 o principal obstáculo para uma recuperação mais consistente. Em sentido contrário, a perda de US$ 61.300/US$ 57.800 poderá destravar uma nova etapa do movimento vendedor.Análise técnica do IbovespaNo gráfico diário, observo que o Ibovespa ainda apresenta uma tendência de baixa no curto prazo, mas vem construindo uma recuperação dentro de um canal de alta. O índice avançou 2,27% na última semana, aos 177.999 pontos, e completou o segundo período semanal consecutivo de valorização.Na última sessão, o Ibovespa subiu 0,47% e reforçou a reação observada nas últimas semanas. Em 2026, acumula valorização de 10,47%, embora tenha perdido força depois de chegar a subir mais de 23% no topo do ano. A máxima histórica foi registrada em abril, nos 199.354 pontos.O IFR (14) está em 57,75, ainda dentro da zona neutra. Para confirmar a continuidade da alta, considero necessário superar a resistência em 178.720/181.560 pontos. Acima dessa região, os próximos objetivos aparecem em 187.780/192.890 pontos, com alvo mais longo na máxima histórica de 199.354 pontos.Do lado vendedor, acompanho inicialmente os suportes em 172.515/169.665 pontos e, principalmente, nos 167.690 pontos. A perda dessa faixa poderá recolocar o índice em trajetória de baixa, com objetivos em 164.780/161.745 pontos e, em um movimento mais amplo, nos 157.000 pontos.Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo PazAnálise técnica do DólarNo gráfico diário do dólar futuro, observo uma tentativa de recuperação após três semanas consecutivas de queda. O contrato avançou 0,34% na última semana e subiu 0,27% na sessão mais recente, encerrando aos 5.117 pontos.O ativo negocia entre as médias móveis de 9 e 21 períodos. Recentemente, chegou a testar a média de 200 períodos, mas não encontrou força para rompê-la e voltou a cair. O IFR (14), em 49,17, permanece na zona neutra.Para retomar o movimento de baixa, o contrato precisa perder o suporte em 5.046/4.992 pontos. Nesse cenário, os próximos alvos ficam em 4.910/4.842 pontos, com objetivo mais longo em 4.798,5/4.752,5 pontos.Para ganhar força compradora, considero necessário superar as médias móveis e a resistência em 5.148,5/5.258 pontos. Acima dessa região, projeto objetivos em 5.383,5/5.446 pontos e, posteriormente, nos 5.614 pontos.Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo PazAnálise técnica da NasdaqNa Nasdaq, observo uma recuperação após duas semanas consecutivas de queda. O índice avançou 1,00% na última sessão, aos 25.373 pontos, mas ainda corrige parte do movimento que o levou à máxima histórica de 27.190 pontos.No gráfico diário, a Nasdaq negocia entre as médias móveis de 9 e 21 períodos. Apesar da reação semanal, encerrou julho com queda de 3,20%, registrando o segundo mês consecutivo no campo negativo.Para dar continuidade à recuperação, o índice precisa superar inicialmente a resistência em 25.460/25.880 pontos. Na sequência, os principais obstáculos aparecem em 26.300/26.685 pontos e na máxima histórica de 27.190 pontos. O rompimento desse topo abriria espaço para 27.545/27.895 pontos e, posteriormente, 28.330/29.000 pontos.No campo vendedor, acompanho os suportes em 24.920/24.200 pontos. A perda dessa região poderá levar o índice até 23.165/22.500 pontos. Abaixo desse intervalo, vejo espaço para uma correção mais intensa, com objetivos em 22.020/20.690 pontos.Fonte: TradingView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo PazConfira nossas análises:BB Seguridade (BBSE3) perto do topo: ação pode renovar máxima histórica?Usiminas (USIM5): Confira o cenário técnico em meio à divulgação dos resultadosVALE3: Como chega o preço da ação da Vale antes do balanço?Análise técnica do S&P 500O S&P 500 também encerrou a semana em recuperação após dois períodos consecutivos de queda. No gráfico diário, observo que o índice negocia entre as médias móveis, configuração que mantém indefinida a direção do próximo movimento.O índice terminou julho com leve recuo de 0,08% e está cotado a 7.473 pontos. Para prolongar a reação, precisa superar a região das médias e a máxima histórica de 7.618 pontos. Acima desse nível, projeto objetivos em 7.675/7.740 pontos e 7.810/7.935 pontos.Do lado vendedor, considero decisiva a região de 7.370/7.289/7.222 pontos. Caso esse conjunto de suportes seja rompido com volume, o índice poderá buscar 7.045/6.890 pontos, com alvo mais longo nos 6.727 pontos.Fonte: TradingView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo PazAnálise do BitcoinNo gráfico diário, observo que o Bitcoin permanece em tendência de baixa, embora apresente uma recuperação desde o teste do suporte em US$ 57.800. O ativo ainda negocia abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos e permanece abaixo dos US$ 70.000.Para transformar essa reação em uma recuperação mais consistente, considero necessário superar a resistência em US$ 67.292/US$ 70.465. Se houver rompimento, os próximos objetivos ficam em US$ 74.450/US$ 78.200, com alvo mais longo nos US$ 82.850.Em contrapartida, a perda da região de US$ 61.300/US$ 57.800 poderá intensificar a tendência de baixa. Nesse cenário, os suportes seguintes aparecem em US$ 52.550/US$ 49.000, com objetivos mais longos em US$ 43.880/US$ 38.555.Fonte: TradingView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo PazIFR (14) – IbovespaO IFR (Índice de Força Relativa), é um dos indicadores mais populares da análise técnica. Medido de 0 a 100, costuma-se usar o período de 14. Leitura abaixo ou próxima de 30 indica sobrevenda e possíveis oportunidades de compra, enquanto acima ou próxima de 70 sugere sobrecompra e chance de correção. Além disso, o IFR permite a aplicação de técnicas como suportes, resistências, divergências e figuras gráficas. A partir disso, segue as cinco ações mais sobrecomprados e sobrevendidos do Ibovespa:Fonte: Nelogica. Elaboração: Rodrigo Paz.(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)Guias de análise técnica:O que é uma linha de tendência na análise gráfica?O que são médias móveis e como usá-la para estratégia de TradeBandas de Bollinger: como usar e interpretar?Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice.The post Da Bolsa ao Bitcoin: 5 gráficos que podem definir os mercados na semana appeared first on InfoMoney.
