A economista Daniella Marques, principal nome da equipe econômica do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro (RJ), apresentou nesta segunda-feira (3) as linhas gerais do programa fiscal que vem sendo elaborado para uma eventual gestão do senador. A entrevista foi dada à GloboNews. Cotada também para ocupar a vaga de vice na chapa, ela afirmou que a proposta prevê uma redução de despesas equivalente a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB), acompanhada de mudanças nas regras fiscais e de uma reestruturação administrativa do Estado.Em entrevista, Daniella disse que o objetivo inicial é recuperar a confiança na condução das contas públicas. “O Brasil precisa, antes de qualquer corte, recuperar a credibilidade”, afirmou.Segundo ela, o plano econômico foi estruturado em quatro eixos: criação de um Conselho Superior de Governança Fiscal, revisão do atual arcabouço fiscal para controlar a trajetória da dívida pública, redução de gastos equivalente a 1,5% do PIB e um “choque de gestão”, com enxugamento da estrutura administrativa federal.Leia tambémResistência dos partidos deixa Flávio e Zema sem vice na reta final das convençõesFlávio Bolsonaro e Romeu Zema negociam os últimos espaços de composição, enquanto Lula, Ronaldo Caiado e Renan Santos já oficializaram seus companheiros de chapaLula evita ataques, exalta legado e se diferencia de rivais na estreia da campanhaEm convenção do PT, presidente evita anunciar novas propostas, reforça entregas da gestão, apresenta cinco prioridades para um eventual quarto mandato e busca deslocar o debate das crises para os resultados do governoAo detalhar as medidas, Daniella indicou que parte relevante do ajuste dependeria da monetização de ativos da União, e não apenas da redução direta de despesas.Entre as iniciativas citadas estão a securitização da dívida ativa, mecanismo que permite antecipar receitas de créditos devidos ao governo, a criação de um fundo imobiliário com imóveis da União, a antecipação de receitas de royalties, a revisão das estatais dependentes do Tesouro e a ampliação de concessões e parcerias público-privadas.Ela estimou que apenas a securitização da dívida ativa poderia gerar entre R$ 200 bilhões e R$ 400 bilhões.“A gente vai fazer um fundo imobiliário para conseguir monetizar parte desses ativos”, afirmou. Segundo ela, a União possui mais de 700 mil imóveis que poderiam ser explorados economicamente.Na mesma linha, defendeu a expansão de concessões como forma de atrair investimentos privados e reduzir a necessidade de aportes públicos.The post Cotada para vice, Daniella Marques detalha plano de Flávio com corte de 1,5% do PIB appeared first on InfoMoney.
