A Decade sai hoje do modo stealth (estado temporário de sigilo) com uma tese ambiciosa: combinar inteligência artificial e cuidado humano para guiar decisões financeiras e transformar anos de trabalho em prosperidade de longo prazo.Com essa visão, a empresa anuncia uma rodada seed de US$ 85 milhões (aproximadamente R$ 440 milhões), a maior da história da América Latina. Entre os investidores estão Benchmark, Diffusion e Greenoaks, três fundos globais de tecnologia, além de Atlantico e Norte Ventures do Brasil. Juntos, esses cinco fundos apostam na visão dos fundadores Vitor Olivier e Felipe Meneses de criar uma nova categoria de serviços financeiros.Leia também: Antes dos investimentos, as pessoas: a receita da melhor assessoria em alocação“A última onda de inovação em serviços financeiros se concentrou em transformar os bancos e os meios de pagamento. Na gestão e planejamento de patrimônio, pouco mudou. Só agora com a inteligência artificial, é possível ampliar o serviço de ponta, protegendo os interesses do cliente, sem perder a relação humana”, diz Julio Vasconcellos, sócio fundador da Atlantico. “O tamanho dessa rodada reflete a convicção dos investidores de que essa próxima onda de transformação será a maior oportunidade em serviços financeiros na próxima década.”Vitor Olivier foi CTO do Nubank, empresa onde ingressou como um dos primeiros engenheiros e ajudou a construir a infraestrutura que criou o maior banco digital do mundo, com mais de 100 milhões de clientes na América Latina. Felipe Meneses, primeiro brasileiro selecionado para a Thiel Fellowship, fundou a Hyperplane, empresa pioneira em inteligência artificial para instituições financeiras, posteriormente adquirida pelo Nubank. Da convergência dessas duas experiências nasceu a Decade, uma camada de inteligência para proteção e construção de patrimônio, que transforma a avalanche de produtos, informações e opiniões do mercado financeiro em decisões sobre o que fazer com o próprio dinheiro.Leia também: Inflação, eleições e longevidade redefinem os desafios do investidor moderno“Cuidar do dinheiro é um segundo trabalho”, afirma Vitor Olivier, cofundador e CEO da Decade. “Quando você o gere bem, consegue realizar seus sonhos, construir uma família e cuidar de si mesmo e das pessoas ao seu redor. Quando gere mal, acaba endividado, ansioso e pode ficar vulnerável por conta de um imprevisto de saúde ou nunca ter condições de se aposentar com tranquilidade.”Para Vitor, gerir dinheiro está cada vez mais difícil. Somos estimulados incessantemente a consumir, tomar crédito e apostar. Por outro lado, a orientação financeira frequentemente é conceitual, errática e muitas vezes conflitante. Cabe a cada pessoa navegar tudo isso sozinha para chegar numa estratégia coerente com seus objetivos de vida – gastando horas e horas de estudo, tentando conciliar opiniões de especialistas, influenciadores, amigos e familiares.Leia também: Forttu Investimentos coloca o Espírito Santo pela primeira vez na elite da alocação“Acreditamos em acabar com modelos de negócios baseado em assimetria de informação ou incentivos perversos. Acreditamos que com mais inteligência e intenção por trás de cada real guardado, conseguimos fazer juros compostos trabalhar a favor de milhões de pessoas, não contra. Acreditamos que é possível, em uma década, criar uma nova grande geração de milionários nesse país”, explica Olivier.Uma nova camada de inteligênciaA Decade combina inteligência humana e artificial para ajudar suas decisões financeiras. No nível macro, consolida todas suas contas e ativos em um só lugar via Open Finance, identifica problemas estruturais de tarifas, liquidez e risco da carteira, encontra otimizações tributárias e monta um plano alinhado aos objetivos de vida de cada um. No micro, aponta assinaturas dispensáveis, padrões de gastos preocupantes, indica o cartão de crédito com mais benefícios, analisa cada ativo por trás de cada fundo, ou recomenda onde investir o que sobra do salário no fim do mês.O advisor humano traz a sensibilidade construída no relacionamento com cada cliente; a IA dá superpoderes a ambos, pois amplia a capacidade de análise e de atenção aos detalhes que importam, além de monitorar produtos e mercado 24 horas por dia, alertando sempre que necessário.Leia também: W1 é eleita melhor assessoria do País; Pedro Figueira, da Alianco, o melhor assessor“Há um ano, seria impossível construir o que estamos construindo”, afirma Felipe Meneses, cofundador e Head de AI da Decade. “Serviços financeiros são complexos e, muitas vezes, ganham dinheiro justamente nessa assimetria de informação. Nossas IAs desfazem essa assimetria: leem cada extrato, acompanham cada posição e monitoram todo o patrimônio 24 horas por dia. Elas nunca dormem, permitindo que o advisor foque em questões genuinamente humanas, desde o nascimento da filha até uma mudança de país, algo antes apenas disponível para patrimônios muito maiores.”The post Decade estreia com R$ 440 mi e aposta em IA para transformar gestão de patrimônio appeared first on InfoMoney.
