Milei, Lulinha e Michelle: pesquisas desta quarta podem mudar o rumo da campanha

Blog

A disputa pelo Palácio do Planalto terá nesta quarta-feira (5) um dos primeiros testes após o início oficial das convenções partidárias. Os institutos Quaest e Meio/Ideia divulgam novas pesquisas nacionais em um momento em que a campanha ganhou novos fatos políticos, capazes de influenciar a percepção do eleitor.Os levantamentos foram realizados entre o fim de julho e o início de agosto, período em que Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) oficializaram suas candidaturas, Javier Milei desembarcou no Brasil para apoiar o senador do PL e a Polícia Federal abriu novas investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.As pesquisas devem indicar quais temas passaram a pesar na campanha e se os episódios das últimas semanas alteraram a dinâmica da disputa.Leia tambémCentrão se afasta da disputa presidencial e deixa Lula e Flávio sem ampliar aliançasDiferentemente de 2022, partidos médios optam pela neutralidade, reduzem o peso das coligações nacionais e indicam um cenário de maior dificuldade para quem vencer a eleição governar a partir de 2027A Quaest será a primeira pesquisa do instituto realizada depois da oficialização das candidaturas presidenciais. As entrevistas ocorreram entre 31 de julho e 3 de agosto, atravessando a convenção do PL, a do PT e os eventos das demais legendas.O levantamento também mostrará se houve mudança no cenário depois da entrada definitiva dos candidatos na campanha e da consolidação das chapas presidenciais.Na rodada anterior, divulgada em julho, Joaquim Barbosa ainda aparecia entre os presidenciáveis. Agora, o instituto passa a testar Clariana Barão (DC), que assumiu a candidatura do partido.Além dos cenários de primeiro turno, a Quaest simulará quatro disputas de segundo turno envolvendo Lula contra Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão).Milei, Michelle e urnasO diferencial da pesquisa da Quaest está no conjunto de perguntas qualitativas. O instituto buscará medir o impacto do apoio público do presidente argentino Javier Milei à candidatura de Flávio Bolsonaro, anunciado durante a convenção do PL.Também serão avaliadas a repercussão do vídeo produzido por inteligência artificial com a imagem de Jair Bolsonaro, a proibição imposta pelo Supremo Tribunal Federal para visitas ao ex-presidente, as declarações de Flávio sobre urnas eletrônicas e a reconciliação pública entre o senador e Michelle Bolsonaro.Em vez de apenas perguntar em quem o eleitor pretende votar, a pesquisa tenta identificar se esses acontecimentos aumentaram, reduziram ou não alteraram a disposição de voto.Lulinha entra no radarOutro fato novo ocorreu durante o período de entrevistas. Na quinta-feira (30), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito para investigar se Lulinha favoreceu o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, em negociações envolvendo o Ministério da Saúde. No dia seguinte, foi autorizada uma segunda investigação relacionada à Dataprev.As suspeitas são negadas pela defesa do filho do presidente, que afirma não haver qualquer irregularidade.Embora as perguntas divulgadas pela Quaest não incluam diretamente o caso, a coleta ocorreu justamente enquanto o tema ganhava espaço no noticiário, o que pode influenciar a avaliação dos eleitores sobre o governo.Meio/Ideia amplia o focoAlém da Quaest, o instituto Meio/Ideia também divulgará uma nova rodada nacional. A pesquisa ouviu 1.500 eleitores por telefone entre 31 de julho e 3 de agosto e repetirá os cenários de primeiro e segundo turno da eleição presidencial.O questionário mede a aprovação do governo Lula, avalia áreas como segurança pública, saúde e educação e aborda temas que têm ocupado espaço na campanha, como o tarifaço imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, mercado de trabalho, regulamentação dos aplicativos e confiança nas urnas eletrônicas.Também há perguntas sobre rejeição e conhecimento dos candidatos.Na rodada anterior do Meio/Ideia, divulgada em 8 de julho, Lula liderava a disputa de primeiro turno com 40,4% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 32%. No segundo turno, o presidente aparecia com 45%, contra 40% do senador do PL.As pesquisas desta quarta-feira indicarão se os acontecimentos que marcaram a abertura da campanha produziram efeitos imediatos ou se a corrida presidencial permanece estável nas primeiras semanas da disputa.The post Milei, Lulinha e Michelle: pesquisas desta quarta podem mudar o rumo da campanha appeared first on InfoMoney.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *