As ações do GPA (PCAR3) e da Tenda (TEND3) figuram entre as maiores da Bolsa nesta quarta-feira (5), após a divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2026. Embora os números tenham mostrado cenários distintos para as companhias, o mercado reagiu positivamente aos números relatados. Às 11h27 (horário de Brasília), os papéis PCAR3 subiam 10,55%, a R$ 3,04, enquanto os da Tenda avançavam 7,97%, a R$ 34,40.O JPMorgan já esperava uma reação positiva das ações da Tenda, uma vez que o lucro líquido superou suas estimativas e o consenso de mercado em 21% a 24%.Analistas do banco, porém, destacam que as ações da Tenda acumulam queda de 14% no último mês, enquanto o Ibovespa avançou 2% no mesmo período, refletindo as preocupações dos investidores com a desaceleração da velocidade de vendas, que ficou em 24,2%, recuo de 4 pontos percentuais tanto na comparação trimestral quanto anual, além do potencial limitado de revisões para cima nas estimativas do mercado após a elevação do guidance de lucro líquido.O Bradesco BBI, em relatório assinado por Ricardo França e Bruno Mendonça, avalia que os números reportados reafirmam a forte capacidade de execução da Tenda e a trajetória ascendente de suas margens.Leia tambémRD Saúde salta 5% após 2T com boa execução em todas as frentes e destaque para GLP-1Na visão da XP, os GLP-1 permaneceram como o principal vetor de crescimentoGerdau (GGBR4) supera expectativas no 2T, mas ação recua; veja o que analistas dizemResultados foram sólidos e ficaram acima das projeções em todas as regiõesSegundo o banco, o principal destaque foi a expansão da margem bruta consolidada para 35,8%, impulsionada por fortes dinâmicas de preços e mix no segmento on-site, que registrou margem de 38,3%.O BBI manteve recomendação de compra, sustentada pelo valuation atrativo, sólido potencial de dividendos e risco de viés de alta para os resultados de 2026.O Goldman Sachs, por sua vez, considera que os números da Tenda foram sólidos, mas com alguns pontos de atenção. O lucro líquido ficou 10% acima das estimativas do banco, impulsionado por uma expansão de margem superior ao esperado. “Esse desempenho foi beneficiado por economias de custos em projetos já entregues, efeito que, segundo a companhia, não deve ser extrapolado para os próximos trimestres.”As margens brutas também vieram melhores do que o esperado tanto na operação da Tenda quanto na Alea.Olhando para o futuro, a Tenda elevou sua projeção de lucro líquido para 2026 para um intervalo entre R$ 600 milhões e R$ 660 milhões, o que representa um aumento de 13,5% no ponto médio da faixa anterior. Ainda assim, o novo guidance permanece abaixo da estimativa do Goldman Sachs, de R$ 681 milhões.Leia mais:Confira o calendário de resultados do 2º trimestre de 2026 da Bolsa brasileiraTemporada de balanços do 2T26 ganha destaque: veja ações e setores para ficar de olhoPor outro lado, a empresa reduziu em 33%, no ponto médio, a projeção de Ebitda da Alea para 2026, embora tenha mantido inalterada a expectativa de consumo de caixa da divisão. Segundo o banco, a Alea continua sendo uma das principais preocupações dos investidores devido aos desafios na geração de caixa.O Goldman Sachs, JPMorgan e mantiveram recomendação de compra e preço-alvo de, respectivamente, R$ 37, R$ 48,50 e R$ .Em relatório assinado pelos analistas Ygor Altero e João Rodrigues, a XP Investimentos classificou os resultados como positivos, com a performance das margens brutas e do EBITDA ajustado compensando um reconhecimento de receita mais fraco e um resultado financeiro mais pressionado.GPA (PCAR3)O JPMorgan avaliou que o GPA apresentou resultados mistos no trimestre, com queda nas vendas, mas melhora da rentabilidade. Para o banco, o Ebitda ajustado superou as expectativas, avançando 7% na comparação anual e ficando 10% acima de sua estimativa, impulsionado por uma margem de 10,6%.Na visão dos analistas, o recuo de 7% nas vendas brutas refletiu a estratégia da companhia de priorizar canais mais rentáveis, além de problemas temporários de abastecimento durante o processo de reestruturação extrajudicial e um ambiente macroeconômico mais desafiador. A administração afirmou, porém, que esses impactos começaram a diminuir a partir de maio, com retomada do crescimento das vendas em junho.O JPMorgan ainda destacou que a rentabilidade voltou a ser o principal ponto positivo do trimestre, beneficiada por um mix de vendas mais favorável, melhor desempenho do e-commerce e efeitos tributários. O JPMorgan manteve recomendação de venda para ações do GPA.O Morgan Stanley avaliou que o GPA apresentou um trimestre marcado por rentabilidade acima das expectativas, mas ainda cercado por desafios operacionais e financeiros.Segundo o banco, as vendas em mesmas lojas (SSS) recuaram 1,2% no segundo trimestre, desacelerando em relação ao crescimento de 0,7% registrado no trimestre anterior e ficando abaixo das projeções. O desempenho foi impactado pelas interrupções operacionais provocadas pelo processo de recuperação extrajudicial no início do período.Por outro lado, as margens surpreenderam positivamente. A margem bruta avançou 3,1 pontos percentuais na comparação anual, para 30,5%, enquanto a margem Ebitda ajustada subiu 1,6 ponto percentual, para 10,6%, acima da média das estimativas do mercado, beneficiada parcialmente por créditos tributários.Apesar disso, o Morgan Stanley destacou que despesas operacionais e financeiras continuaram pressionando o resultado líquido e limitando a geração de caixa operacional. Para o banco, a baixa visibilidade sobre a retomada consistente dos resultados e a resolução das contingências, estimadas em cerca de R$ 14 bilhões, justificam a manutenção da recomendação de venda.The post GPA (PCAR3) e Tenda (TEND3): por que as ações disparam após os resultados do 2T26? appeared first on InfoMoney.
