Suzano (SUZB3) lucra R$ 1,8 bilhão no 2º trimestre, queda anual de 64%

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A Suzano (SUZB3) registrou lucro líquido de R$ 1,81 bilhão no segundo trimestre de 2026 (2T26), queda de 64% em relação ao lucro de R$ 5,01 bilhões apurado no mesmo período do ano passado. O desempenho foi impactado principalmente pela piora do resultado financeiro, pela redução da receita e pelo aumento dos custos de produção, em um cenário marcado pela valorização do real ante o dólar e pela pressão sobre custos decorrente das tensões geopolíticas no Oriente Médio.A receita líquida da fabricante de celulose e papel somou R$ 11,59 bilhões entre abril e junho, recuo de 13% na comparação anual. Segundo a companhia, o desempenho refletiu principalmente a queda de 11% no volume de vendas de celulose e a desvalorização de 11% do dólar médio frente ao real, efeitos parcialmente compensados pelo aumento de 8% nos preços médios da celulose em dólar.O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado atingiu R$ 4,7 bilhões no trimestre, queda de 23% sobre o mesmo período de 2025. A margem Ebitda ajustada recuou de 46% para 41%, pressionada por maiores custos de produção, despesas logísticas e impacto cambial desfavorável.Leia mais:Confira o calendário de resultados do 1º trimestre de 2026 da Bolsa brasileiraTemporada de balanços do 1T26 em destaque: veja ações e setores para ficar de olhoApesar da comparação anual mais fraca, a companhia destacou que o trimestre apresentou melhora sequencial, com crescimento de 3% no Ebitda ajustado frente ao primeiro trimestre, impulsionado pelo avanço dos preços da celulose e pelo aumento dos volumes vendidos.Celulose tem preços maiores, mas volumes menoresO negócio de celulose continuou sendo o principal gerador de receitas da Suzano, representando 76% do faturamento consolidado. As vendas totalizaram 2,9 milhões de toneladas no trimestre, queda de 11% em relação ao 2T25, principalmente pela redução dos embarques para a Ásia.Por outro lado, o preço médio líquido da celulose no mercado externo avançou 8% em dólar, para US$ 601 por tonelada, refletindo os reajustes implementados ao longo do período e a resiliência da demanda global.A receita líquida do segmento de celulose somou R$ 8,76 bilhões, retração de 15% na base anual, enquanto o Ebitda ajustado da unidade caiu 22%, para R$ 4,18 bilhões. A margem Ebitda do segmento recuou de 52% para 48%.A companhia destacou que o aumento dos custos de insumos, energia, madeira e logística, influenciados em parte pelos efeitos do conflito no Oriente Médio sobre as commodities, pressionou a rentabilidade da operação. O custo caixa de produção de celulose sem paradas ficou em R$ 843 por tonelada, alta de 1% em relação ao segundo trimestre de 2025.Leia tambémSer Educacional (SEER3) tem lucro ajustado de R$ 115 mi no 2º tri, alta anual de 33%A receita operacional líquida alcançou R$ 622 milhões no trimestre, avanço de 5,6% na comparação anualNo negócio de papel, as vendas totalizaram 406 mil toneladas, praticamente estáveis na comparação anual, enquanto a receita recuou 6%, para R$ 2,83 bilhões.O Ebitda ajustado do segmento foi de R$ 521 milhões, queda de 27% ante o mesmo período de 2025, com margem passando de 24% para 18%. A companhia atribuiu o desempenho principalmente ao aumento dos custos de produção, dos gastos logísticos e às paradas programadas para manutenção.Fluxo de caixa cresce e dívida líquida caiO fluxo de caixa livre ajustado alcançou R$ 3,3 bilhões, alta de 27% em relação ao segundo trimestre do ano passado, impulsionado principalmente pela liberação de capital de giro, menores desembolsos de investimentos e efeitos positivos das operações de hedge.A geração de caixa operacional somou R$ 2,89 bilhões, enquanto os investimentos totalizaram R$ 2,54 bilhões, ambos em base caixa. Os desembolsos de capital foram 20% menores do que no mesmo período de 2025, refletindo principalmente menores gastos com expansão, florestas e o Projeto Cerrado.Endividamento Ao final de junho, a dívida líquida da Suzano era de R$ 66,1 bilhões, redução de 7% na comparação anual e de 3% em relação ao trimestre anterior. Apesar da queda do endividamento líquido, a alavancagem medida pela relação dívida líquida/Ebitda ajustado subiu para 3,3 vezes em reais e 3,4 vezes em dólares, refletindo a redução do Ebitda acumulado dos últimos 12 meses.A posição de caixa e aplicações financeiras atingiu R$ 26,6 bilhões, alta de 28% frente ao mesmo período de 2025. Somada à linha de crédito rotativa de R$ 9,2 bilhões, a companhia encerrou o trimestre com liquidez imediata de R$ 35,8 bilhões.Leia tambémBanco do Brasil (BBAS3) tem lucro líquido de R$ 3,9 bi no 2TO banco divulgou seus dados na noite desta quarta-feira (12)No balanço patrimonial, o ativo total alcançou R$ 171 bilhões, avanço de 7% na comparação anual, enquanto o patrimônio líquido cresceu para R$ 49,9 bilhões, ante R$ 43,3 bilhões um ano antes.A Suzano também destacou como evento subsequente a conclusão, em 1º de julho, da aquisição de 51% da joint venture formada com a Kimberly-Clark no segmento de produtos tissue, em uma operação avaliada em US$ 1,3 bilhão. Segundo a companhia, o negócio reforça sua estratégia de crescimento em produtos de maior valor agregado e expansão internacional.The post Suzano (SUZB3) lucra R$ 1,8 bilhão no 2º trimestre, queda anual de 64% appeared first on InfoMoney.

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