Após protocolar no fim deste domingo um pedido de recuperação judicial para renegociar dívidas que somam R$ 17,3 bilhões, a Casas Bahia prevê ajustes no marketplace e negocia um empréstimo para sair da crise. Em teleconferência com analistas do mercado financeiro sobre os resultados do segundo trimestre, o CEO da varejista, Renato Franklin, disse nesta tarde que parte do “plano de transformação” da companhia envolve ajustes nos canais digitais para priorizar vendas mais rentáveis. Leia tambémCasas Bahia: recuperação judicial é para continuidade da operação, diz CEOO executivo afirma que a recuperação judicial garante que as “fortalezas da companhia fiquem preservadas”Hoje, Casas Bahia e Ponto Frio têm sites e aplicativos próprios, além de também venderem produtos em marketplaces parceiros, como Mercado Livre e Shopee. O anúncio mais recente aconteceu em março, quando a varejista fechou acordo com a Amazon e passou vender na plataforma itens como TVs, smartphone e móveis da marca própria Bartira. Segundo o executivo, as vendas orgânicas — quando o cliente entra direto nos apps ou sites da rede — apresentam maior rentabilidade, enquanto as vendas que dependem de publicidade e as realizadas por marketplaces têm margens menores.Desse modo, o grupo decidiu reduzir operações digitais consideradas caras e, em alguns casos, optar pelos marketplaces parceiros, cuja comissão pode representar um custo menor do que o necessário para gerar tráfego por conta própria.Como parte desse ajuste, a companhia também vem reduzindo descontos e outras condições comerciais e elevando preços, o que tende a diminuir o volume vendido.A estratégia, segundo o executivo, é ajustar a demanda ao tamanho de operação considerado adequado pela empresa, levando em conta o estoque disponível ao fim do segundo trimestre, e concentrar as vendas nas operações com melhor retorno sobre o capital.— Algumas operações no mercado digital são muito caras. Nesses casos, usar a audiência dos marketplaces, com o custo que existe do marketplace, é mais rentável pra companhia e eficiente do ponto de vista de alocação de capital — justificou Franklin.Outra frente tocada pela companhia é a negociação de um empréstimo na modalidade DIP (da expressão em inglês debtor in possession), espécie de crédito característico para empresas em recuperação judicial. No financiamento DIP, a contrapartida é que os credores passam na frente da fila dos demais para receber o valor devido.Segundo pessoas próximas à companhia, há negociações em curso com instituições financeiras. De acordo com o Valor, o crédito negociado seria de R$ 1 bilhão. The post Casas Bahia quer focar em marketplace e negocia empréstimo para sair da crise appeared first on InfoMoney.
