Justiça mantém no ar vídeo de Flávio em que ‘caça’ Lulinha

Blog

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) derrotou na Justiça o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A juíza Alessandra Lopes Santana de Mello, da 41ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo, negou o pedido de liminar apresentado pelo filho do presidente Lula para retirar do ar o vídeo em que era “caçado” por Flávio.Conforme noticiou o Estadão, Lulinha moveu processos contra Flávio, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), e o ex-governador Romeu Zema (Novo). Todos concorrem contra a chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pai de Lulinha, para a Presidência.No caso do processo contra Flávio, Lulinha acusava o parlamentar de ter publicado um conteúdo difamatório, pedia a remoção do conteúdo das redes sociais e uma indenização.A juíza, porém, negou o pedido. A defesa de Lulinha foi procurada, mas não se manifestou. O espaço segue aberto.Leia tambémCom Lula ou Flávio, mercado mantém ceticismo sobre ajuste fiscalInvestidores veem ⁠poucas diferenças na frente fiscal entre os dois principais candidatosSe eleito, Flávio deve enviar PEC do ajuste fiscal ainda na transição de governosCampanha do senador à Presidência antecipou que textos já serão preparados para que novo governo possa aplicar corte de gastos logo no início do mandatoNa decisão, proferida nesta terça-feira (25) a magistrada afirma que a prova documental apresentada por Lulinha não permite, neste momento, aferir a inveracidade do conteúdo do vídeo.Lulinha é alvo de três inquéritos da Polícia Federal por tráfico de influência. Um deles, aliás, foi aberto por causa de sua relação com Roberta Luchsinger e com Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS. No vídeo, Flávio pilota uma aeronave militar e vai à caça de Lulinha por, segundo o vídeo, “ter roubado milhões de idosos no Brasil”.Segundo a juíza, não há nos autos prova mínima do conteúdo das investigações citadas na inicial, o que impede identificar com segurança a verossimilhança da ilicitude alegada.A juíza também pondera que o caso deve ser analisado com cautela e sob o crivo do contraditório, para evitar cerceamento indevido à liberdade de expressão e ao direito de crítica.Ainda que tenha negado a retirada do vídeo, a magistrada determinou que X Brasil Internet e Facebook Serviços Online do Brasil preservem os dados relacionados às publicações como alcance, número de visualizações, compartilhamentos e eventual impulsionamento pago, sob pena de multa diária de R$ 500, limitada a R$ 20 mil. A medida, segundo a decisão, tem caráter conservativo, para evitar o perecimento de provas ao longo do processo, sem significar, por ora, retirada do conteúdo ou exibição dos dados à parte autora. O pedido de Lulinha poderá voltar a ser analisado.Fábio Luís processou o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, pelos vídeos “Os Intocáveis” e “A Casa Caiu”. Já Alfredo Gaspar foi alvo por conteúdo que apresenta Lulinha como “estrela da corrupção”.The post Justiça mantém no ar vídeo de Flávio em que ‘caça’ Lulinha appeared first on InfoMoney.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *