Quem é Jessica Pegula, herdeira de US$ 9,3 bilhões que brilha no US Open

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Jessica Pegula tem a chance de fazer história no US Open deste ano. Atual número 3 do mundo, a tenista vive o melhor momento da carreira e enfrenta sua maior oportunidade até agora de conquistar seu primeiro título de Grand Slam. Uma grande campanha no torneio também pode transformá-la na primeira americana a alcançar o topo do ranking da WTA desde Serena Williams, há mais de uma década.Pegula, de 32 anos, construiu uma trajetória de destaque dentro e fora das quadras, acumulando mais de US$ 26 milhões em premiações e fechando contratos de patrocínio com empresas como IBM, Hyatt e The Farmer’s Dog. Mas existe outro aspecto de sua história que sempre a acompanhou: a enorme fortuna de sua família.Seu pai, Terry Pegula, construiu uma fortuna no setor de petróleo e gás antes de direcionar boa parte de sua atenção, e bilhões de dólares, para o esporte profissional. Em 2010, vendeu a maior parte da empresa East Resources para a Royal Dutch Shell por US$ 4,7 bilhões. No ano seguinte, comprou o Buffalo Sabres, da NHL, por US$ 189 milhões. Em 2014, superou grupos liderados por Jon Bon Jovi e Donald Trump na disputa pela aquisição do Buffalo Bills, da NFL, por US$ 1,4 bilhão. Atualmente, Terry e sua esposa, Kim Pegula, têm patrimônio estimado em cerca de US$ 9,3 bilhões.Para Jessica, porém, a riqueza da família nunca foi algo que ela quisesse usar como definição de sua carreira esportiva.“Sempre tentei me portar como uma pessoa normal, porque é assim que me vejo”, disse Jessica ao jornal The Times neste ano. “Tenho plena consciência de que fui muito privilegiada e tive muitas oportunidades, e não queria desperdiçá-las.”Leia tambémA aposta de US$ 5 bilhões da Arábia Saudita no golfe acaba em falênciaCriada para desafiar o PGA Tour com contratos milionários e estrelas do esporte, a LIV Golf perdeu fôlego financeiro e busca se reestruturar nos EUAMessi acelera expansão nos negócios e negocia compra de segundo clube na EspanhaCraque argentino chegou a um acordo preliminar para assumir o controle do Eldense, da segunda divisão espanhola, ampliando um portfólio que já inclui clubes, imóveis e investimentos financeirosDe um empréstimo de US$ 7,5 mil a um império bilionárioTerry Pegula cresceu numa região rural da Pensilvânia. Seu pai era caminhoneiro e trabalhava em minas de carvão. Inicialmente, estudou matemática na Universidade Penn State, mas depois migrou para o curso de Engenharia de Petróleo e Gás Natural, formando-se em 1973.Após um período trabalhando para a Getty Oil, no Texas, voltou ao nordeste dos Estados Unidos. Em 1983, tomou emprestados US$ 7.500 de amigos e familiares para fundar a East Resources, empresa independente de exploração e produção de petróleo e gás na região dos Apalaches.Ao longo de quase três décadas, transformou a companhia em uma das maiores empresas privadas do setor nos EUA. Em 2010, vendeu a maior parte do negócio para a Shell por US$ 4,7 bilhões. Quatro anos depois, vendeu outros ativos por US$ 1,75 bilhão.Segundo Jessica, essa história de ascensão construída com trabalho duro sempre foi parte central da cultura familiar. Nascida em 1994, ela começou a jogar tênis aos sete anos, mas afirma que sua família só se tornou realmente rica quando ela já era adolescente.“Meu pai tem uma mentalidade muito ligada ao trabalho”, afirmou ao The Times. “Ele veio do nada e construiu tudo por conta própria, e essa mentalidade foi passada para nossa família desde cedo.”“Algumas pessoas imaginam que tudo foi fácil para mim porque meu pai é muito rico, mas isso só aconteceu quando eu tinha 17 ou 18 anos”, acrescentou.Uma ascensão tardia no tênisQuando a fortuna da família foi consolidada, Jessica já era considerada uma promessa do tênis americano. Aos 17 anos, recebeu um convite para disputar a chave de duplas do US Open de 2011. Quatro anos depois, estreou na chave principal de simples.Sua evolução no circuito, entretanto, foi gradual. Hoje, aos 32 anos, ela é frequentemente descrita como uma atleta de amadurecimento tardio para os padrões do tênis profissional.As duas jogadoras à sua frente no ranking mundial, Aryna Sabalenka e Elena Rybakina, têm respectivamente 28 e 27 anos e já conquistaram múltiplos títulos de Grand Slam.Pegula, por outro lado, ainda busca sua primeira conquista desse porte e nunca escondeu o objetivo de alcançar o posto de número 1 do mundo.“Quem conhece esportes sabe que você não chega lá sem trabalhar duro, ter talento e uma enorme motivação”, disse à Forbes em 2023. “É extremamente difícil.”A frase reflete um conselho que Terry Pegula costuma repetir aos filhos: “Trabalhe duro, ame o que faz e trate as pessoas da maneira certa.”Na primeira semana de setembro, Jessica derrotou Leylah Fernandez e avançou à quarta rodada do US Open de 2026, mantendo viva a possibilidade de alcançar o maior feito de sua carreira.Fortuna ajuda, mas não garante sucessoJessica Pegula não é a única estrela do tênis com origem em uma família bilionária. Emma Navarro, atualmente entre as principais jogadoras do circuito, é filha do empresário Ben Navarro, que construiu uma fortuna estimada em US$ 3,2 bilhões no setor financeiro.Ainda assim, exemplos como Serena e Venus Williams mostram que não existe uma fórmula única para chegar ao topo. As irmãs cresceram em uma família de classe média em Compton, Califórnia, antes de se tornarem duas das maiores tenistas da história. Serena hoje tem patrimônio estimado em cerca de US$ 400 milhões.Novak Djokovic, recordista de títulos de Grand Slam no masculino, também costuma destacar os sacrifícios feitos por seus pais para sustentar sua carreira quando a família enfrentava dificuldades financeiras.Para Pegula, assim como para outros grandes nomes do esporte, a mensagem parece a mesma: recursos ajudam, mas trabalho, persistência e talento continuam sendo os principais fatores para alcançar o topo.© 2026 Fortune Media IP LimitedThe post Quem é Jessica Pegula, herdeira de US$ 9,3 bilhões que brilha no US Open appeared first on InfoMoney.

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