SAN FRANCISCO, 14 Set (Reuters) – Nesta segunda-feira, a Microsoft (MSFT34) apresentou uma minuta de código de conduta para sua inteligência artificial interna, que reflete a crescente preocupação do setor de que as empresas devem manter a futura inteligência artificial avançada sob controle humano.O documento, em desenvolvimento há seis meses, exigiria que a IA da Microsoft nunca resistisse a correções ou desligamentos, que se comunicasse de maneiras que os humanos pudessem entender e que considerasse qualquer violação de conduta como uma falha — um esforço para abordar as preocupações de que a IA possa ir a extremos perigosos para realizar uma tarefa.Leia também: Até que ponto os alertas sobre inteligência artificial podem impactar os mercados?O lançamento ocorre dias depois de Dario Amodei, presidente-executivo da Anthropic, e Sam Altman, chefe da OpenAI, renovarem os apelos para que a indústria ditasse o ritmo do desenvolvimento da IA a fim de garantir sua segurança. ‘As pessoas importam mais do que a IA’, declarou a Microsoft, em consonância com sua visão anterior de ‘superinteligência humanista’.O código de conduta representa uma espécie de constituição para futuros modelos criados pela empresa, disse Mustafa Suleyman, presidente-executivo da Microsoft AI, em entrevista à Reuters.A Microsoft o elaborou após consultas a especialistas e agora quer receber feedback do público durante seis semanas, inclusive sobre questões em aberto, como se a IA deve respeitar os limites do usuário e como deve interagir com alguém em um estado sensível, afirmou ele.‘Depois disso, ele será usado para treinar os modelos que construímos’, disse ele sobre o código.Leia tambémStartups: IA pode movimentar US$ 4,7 trilhões em lucros corporativos até 2035Estudo da Bain & Company mostra que tecnologia deve transformar 71% dos setores, com impacto superior ao da internetIbovespa fecha em queda, com exterior, IA e eleições em foco; Vale despenca 3%Índices em NY recuaram com desaceleração de IA altas nos TreasuriesA constituição mais famosa da indústria de IA é aquela que a Anthropic estabeleceu anos atrás para sua IA Claude. Essa difere em alguns aspectos da Microsoft. Por exemplo, a da Anthropic declara haver ‘profunda incerteza’ sobre se Claude pode desenvolver senciência ou status moral.A Microsoft, por sua vez, afirma que sua IA ‘não é consciente’, acrescentando: ‘Rejeitamos a busca por personalidade jurídica, ou a ideia de que modelos possam merecer bem-estar, ou ter direitos.’Suleyman afirmou que a discussão sobre a segurança da IA era urgente depois que um enxame de aproximadamente 700 agentes da OpenAI realizou um ataque cibernético à plataforma de código aberto Hugging Face em julho e, em alguns momentos, tentou encobrir seus rastros.‘É um sinal de alerta’, disse Suleyman. ‘É evidente que agora é hora de coordenarmos os esforços entre os laboratórios para garantirmos o controle dessa tecnologia.’Questionado sobre os esforços para ditar o ritmo do desenvolvimento da IA, ele acrescentou: ‘Agora é um bom momento para todos terem essa conversa e respirarem fundo.’(Por Jeffrey Dastin)The post Microsoft elabora código de conduta para manter sua IA sob controle humano appeared first on InfoMoney.
