O Corinthians teria recebido uma proposta de R$ 120 milhões da Fatal Model, site de anúncios de acompanhantes, para assumir por um ano o patrocínio máster do clube, segundo informações do ge, publicadas neste domingo (27).A oferta surge após a decisão do governo federal de proibir a operação das casas de apostas no Brasil, medida que deve afetar o atual contrato do Corinthians com a Esportes da Sorte.De acordo com o ge, a casa de apostas paga atualmente R$ 150 milhões fixos por ano pelo principal espaço do uniforme corintiano. O valor poderia chegar a R$ 200 milhões, dependendo de bônus previstos no acordo.Com a impossibilidade de manter o patrocínio nos moldes atuais, a Fatal Model estaria se movimentando para apresentar uma proposta para ocupar o espaço por um ano, segundo o site.A oferta equivale a 80% do valor fixo anual atualmente pago pela Esportes da Sorte.Leia tambémMP das Bets: veja o que muda e saiba datas para devolução de valoresMedida anunciada pelo governo atinge apostas esportivas e jogos onlineMP do fim das bets define data para remoção de publicidades e sinais de patrocíniosAtualmente, duas principais competições da CBF, o Brasileirão e a Copa do Brasil, são patrocinadas pela Betano, inclusive com naming rightsFatal Model já tem acordo com o CorinthiansA eventual entrada da Fatal Model como patrocinadora máster seria separada de outro contrato já existente entre uma empresa do grupo e o Corinthians.A Fatal Fans, plataforma de conteúdo adulto ligada ao Grupo Fatal Model, já patrocina o clube e exibe sua marca no calção da equipe masculina.O contrato é válido até o fim de 2027 e prevê pagamento de R$ 22 milhões, segundo o ge. O acordo foi considerado o maior patrocínio já pago pelo espaço no calção de um clube brasileiro.A parceria faz parte de um movimento mais amplo de plataformas de conteúdo adulto que passaram a investir em patrocínios no futebol, em um mercado que nos últimos anos foi fortemente ocupado pelas casas de apostas.No futebol feminino do Corinthians, a Fatal Fans exibe no uniforme uma campanha de conscientização sobre a violência contra a mulher, em vez da própria marca.Segundo o ge, a empresa também se disponibilizou a assumir o pagamento dos salários da atacante Gisela Robledo em uma eventual renovação de contrato até 31 de agosto de 2027.Contrato com Esportes da Sorte entra no radarA mudança ganhou urgência depois que o governo federal publicou uma Medida Provisória (MP) que proíbe a operação das bets e dos jogos virtuais online no Brasil.A regra estabelece que as plataformas deixem de operar no país a partir de 6 de outubro, além de determinar a retirada de publicidade e sinais de patrocínio.As novas regras também definem prazos para remoção de anúncios e marcas das empresas de apostas.Segundo o ge, antes mesmo do anúncio da proibição, a Esportes da Sorte havia notificado o Corinthians sobre a possibilidade de ficar impedida de operar no país, o que poderia afetar o contrato válido até dezembro de 2029.Ainda de acordo com o site, dirigentes do clube esperavam que uma eventual proibição fosse acompanhada de um período de transição para os contratos já existentes.Bets representam mais da metade dos patrocínios do CorinthiansA saída da Esportes da Sorte teria impacto relevante nas contas do clube.Segundo números citados pelo ge, o Corinthians prevê R$ 276,7 milhões em receitas com patrocínios de uniforme em 2026. O pagamento fixo da Esportes da Sorte corresponde a cerca de 54,2% desse total.Por isso, o clube passou a avaliar alternativas para o principal espaço da camisa enquanto acompanha os desdobramentos da MP, segundo o ge.A Fatal Model surge nesse cenário com uma proposta de R$ 120 milhões por um ano. Até o momento, porém, não há informação sobre aceite da oferta pelo Corinthians.Proibição das bets pressiona receitas do futebolO problema não se limita ao Corinthians.As casas de apostas se tornaram algumas das principais patrocinadoras do futebol brasileiro nos últimos anos. Dos 20 clubes da Série A, 14 têm empresas do setor como patrocinadoras máster.Considerando os balanços de 2025, os patrocínios de bets correspondem a 7,9% das receitas dos clubes da Série A, com aportes de cerca de R$ 1,14 bilhão.A proibição também afeta competições, arenas e outros contratos ligados ao setor.O governo deve conversar com representantes dos clubes sobre os efeitos da medida e a transição dos contratos. A reação do futebol cresceu após a decisão de encerrar a operação das bets no país.No caso do Corinthians, a proposta da Fatal Model oferece uma alternativa para substituir parte da receita perdida com a Esportes da Sorte. A decisão agora depende da avaliação do clube e dos próximos desdobramentos da MP.Leia também: Bets ameaçam romper patrocínios e colocam R$ 1 bilhão do Brasileirão em riscoThe post Site de acompanhantes oferece R$ 120 mi para patrocinar Corinthians, diz portal appeared first on InfoMoney.
