Depois da China, quem vem? Vale (VALE3) aponta novos motores da demanda por metais

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Embora a China ainda represente cerca de 60% do mercado da Vale, a companhia vê espaço para que outras regiões ganhem relevância na demanda global por metais nos próximos anos. Segundo Marcelo Bacci, CFO da Vale (VALE3), Índia e Sudeste Asiático aparecem entre os mercados com maior potencial de crescimento, enquanto a África pode ganhar importância em um horizonte mais longo.Bacci afirma que, no mercado global de minério de ferro, os Estados Unidos têm uma participação menor por apresentarem maior autossuficiência e utilizarem uma parcela relevante de sucata e material reciclado na produção de aço. Ainda assim, o executivo vê espaço para aumento da relevância do país diante dos investimentos em infraestrutura.Na avaliação do CFO, porém, a discussão sobre a demanda por minério de ferro não deve ficar concentrada apenas na economia americana ou na China. Índia e países do Sudeste Asiático vêm crescendo a partir de bases menores e, por isso, podem representar uma parcela cada vez mais importante do consumo global.A Índia é um dos principais exemplos. Bacci destaca que o país ainda possui grandes necessidades de infraestrutura e industrialização, o que tende a aumentar a demanda por materiais utilizados em obras e na expansão da capacidade produtiva.“A Índia tem tudo a fazer do ponto de vista de infraestrutura. A infraestrutura que você encontra na Índia não se compara com o que você encontra na China”, disse Bacci. Segundo ele, a expansão envolve investimentos em estradas, industrialização e outros projetos que demandam grande quantidade de metais.O mesmo movimento, de acordo com o executivo, pode ser observado no Sudeste Asiático. Países como Vietnã e Indonésia ainda possuem ciclos de investimento relevantes pela frente, o que abre espaço para uma expansão do consumo de matérias-primas. “Sudeste Asiático é a mesma coisa, o Vietnã, a Indonésia, uma série de lugares onde os ciclos de investimento ainda estão por acontecer”, disse.Bacci também cita a África como uma região com potencial de crescimento da demanda, embora em um horizonte mais longo. A lógica, diz ele, está relacionada ao crescimento populacional e à necessidade de expansão da infraestrutura em países que ainda apresentam grandes lacunas nesse quesito. “Todo lugar que você vê crescimento de população leva à necessidade de crescimento da infraestrutura, leva ao consumo de metais. Esse é o ciclo.”Leia Mais: Vale (VALE3): frete caro assusta, mas JPMorgan vê oportunidade de compraCobre e outros metais têm dinâmica própriaBacci ressalta que o crescimento não ocorre de maneira uniforme entre os diferentes metais. Alguns deles apresentam perspectivas de expansão mais acelerada em função de tendências específicas da economia global.“Você tem pockets, tem o cobre que vai crescer mais rápido por causa de IA, você tem os metais ligados à bateria que também estão crescendo mais”, comentaO minério de ferro, por sua vez, continua sendo um mercado de grande dimensão, mas está mais exposto a fatores macroeconômicos e aos ciclos de investimento em infraestrutura e indústria.De acordo com Bacci, justamente por apresentar uma escala muito maior, o mercado de minério de ferro também pode ter sua dinâmica analisada de maneira diferente daquela observada em metais com mercados menores e perspectivas específicas de crescimento. A visão da Vale, portanto, é de uma diversificação gradual dos motores de demanda.Leia Mais: Vale (VALE3) quer dobrar produção de cobre até 2034 sem depender de M&A, diz CFOThe post Depois da China, quem vem? Vale (VALE3) aponta novos motores da demanda por metais appeared first on InfoMoney.

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