O Bitcoin (BTC) voltou a ser negociado acima de US$ 84 mil nesta terça-feira (29), com alta de cerca de 1,5% em 24 horas. Com isso, a criptomoeda recupera parte das perdas da véspera, quando o recuo até US$ 82,5 mil contribuiu para a liquidação de cerca de US$ 500 milhões em posições alavancadas no mercado cripto.Por volta das 9h30, o Bitcoin era cotado a US$ 84.381. A queda de segunda-feira (28) levou o ativo à mínima em sete dias, e as liquidações atingiram 129.197 traders em 24 horas.O principal suporte vem dos ETFs de Bitcoin à vista negociados nos Estados Unidos, que captaram US$ 2,39 bilhões na semana encerrada em 25 de setembro, segundo a SoSoValue. Foi o maior volume semanal desde outubro de 2025, suficiente para deixar positivo o saldo de 2026, que chegou a acumular saídas de cerca de US$ 5,55 bilhões no início de julho.O ritmo, no entanto, perdeu força ao longo da semana. As entradas caíram de quase US$ 1 bilhão na segunda-feira (21) para US$ 134,5 milhões na sexta (25). Nesta segunda, somaram apenas US$ 31 milhões, na sessão positiva mais fraca da sequência, com o IBIT, da BlackRock, compensando resgates no FBTC, da Fidelity, e no GBTC, da Grayscale.Leia tambémSolana ganha força e mira novas altas; veja até onde o preço pode chegarCriptomoeda sustenta tendência de alta e precisa romper US$ 123,26 para avançar em direção a US$ 148,55.Gigantes americanas estão pagando até 7% em dólar; veja como investirCompanhias de baixo risco oferecem taxas acima das do Tesouro americano para quem quer diversificar no exterior, mas investidor deve avaliar riscosHá também sinais de acumulação fora dos fundos. A Strategy comprou 1.665 BTC entre 21 e 27 de setembro, enquanto 13.800 BTC deixaram a Binance em um único dia, movimento que pode indicar transferência para custódia de longo prazo.Para a exchange Bitfinex, a resistência do Bitcoin diante de um cenário adverso é o sinal mais relevante. “A incapacidade de estender a queda diante desses catalisadores adversos aponta para uma demanda subjacente robusta”, afirma a Bitfinex em relatório.O cenário macroeconômico, porém, segue apertado. O Federal Reserve (Fed, o banco central americano) elevou os juros em 16 de setembro para a faixa de 3,75% a 4%, na primeira alta desde 2023, e sinalizou mais um aumento neste ano.Segundo a Bitfinex, as chances de nova alta em outubro passaram de menos de 15% para mais de 65% em duas semanas. Nesta terça, as apostas em novo aumento chegavam a 70,3%, e o rendimento do Treasury de dez anos, que estava em 5,01% no dia da decisão, fechou a sexta-feira (25) em 5,17%.“A principal restrição ao BTC nesta semana é, portanto, o aumento do retorno real dos ativos de baixo risco, e não o sentimento”, aponta a Bitfinex. O próximo teste é o núcleo do índice de preços PCE de agosto, medida de inflação preferida do Fed, que será divulgado nesta quarta-feira (30).Níveis no radarA Bitfinex trabalha com um cenário de consolidação entre US$ 84 mil e US$ 87.722. O primeiro patamar abriga a maior concentração de oferta de investidores de longo prazo, e o segundo é o preço de abertura do ano.“A permanência do BTC acima de US$ 84 mil mantém aberto o caminho até US$ 96,7 mil”, ressalta a Bitfinex. Por outro lado, um retorno abaixo de US$ 81,3 mil recoloca no horizonte o suporte de US$ 77 mil.A recuperação acontece em um trimestre forte para a criptomoeda, que começou setembro perto de US$ 78 mil depois de acumular perda de 15,55% em 2026 até agosto. No terceiro trimestre, porém, a alta já supera 40%. Se mantido até quarta-feira, esse ganho fará do período o melhor trimestre do ativo desde o fim de 2024.The post Bitcoin volta a superar US$ 84 mil após liquidações, com ETFs ainda comprando appeared first on InfoMoney.
