Preço do diesel sobe em setembro, após quatro meses seguidos de queda, diz ValeCard

Blog

A volta da instabilidade geopolítica na região do Oriente Médio em setembro modificou a tendência para os preços internos do diesel no mês. Segundo levantamento da ValeCard, empresa especializada em soluções de mobilidade, os preços médios do diesel S-10 e do etanol voltaram a subir em setembro, interrompendo uma sequência de quatro meses consecutivos de queda.O diesel mostrou o movimento mais expressivo: avançou 2,43%, de R$ 7,159 para R$ 7,333 por litro, com alta em 26 dos 27 estados acompanhados pela pesquisa, e retornou ao mesmo patamar médio registrado em abril.Leia mais: Governo faz balanço de ações para frear alta nos combustíveisO etanol subiu 1,47%, enquanto a gasolina recuou 0,09% e completou o quinto mês consecutivo de queda.CombustívelAgo/26Set/26Variação mensal (R$)Variação mensal (%)Gasolina6,7746,768-0,006-0,09%Etanol4,2754,3380,0631,47%Diesel S-107,1597,3330,1742,43%Fonte: ValeCardOs dados são baseados em transações realizadas entre 1º e 26 de setembro, em mais de 25 mil postos credenciados em todo o país.Segundo a ValeCard, em valores absolutos, a gasolina teve redução de R$ 0,006 por litro na média nacional, passando de R$ 6,774 em agosto para R$ 6,768 em setembro. Já o etanol avançou R$ 0,063 por litro, de R$ 4,275 para R$ 4,338, enquanto o diesel S-10 registrou o maior aumento do período, de R$ 0,174 por litro, ao passar de R$ 7,159 para R$ 7,333.A empresa destaca que esse comportamento de diesel e etanol em alta e gasolina estável levou à adoção e à manutenção de medidas para reduzir a transmissão das pressões do petróleo no mercado brasileiro. O governo reduziu PIS/Pasep e Cofins sobre a gasolina, zerou as contribuições incidentes sobre o etanol hidratado e manteve a subvenção ao diesel.No mercado externo, as restrições ao fluxo de petróleo e derivados pelo Estreito de Ormuz e os problemas enfrentados pelas refinarias russas também mantiveram a oferta internacional sob pressão, ampliando a atenção sobre as importações necessárias para complementar o abastecimento brasileiro.Marcelo Braga, diretor de Mobilidade e Operações da ValeCard, considera que setembro mostrou uma mudança importante na trajetória do diesel. A combinação de petróleo mais caro, dependência de importações e menor disponibilidade no mercado internacional aumentou a pressão sobre o abastecimento brasileiro.“Mesmo com as medidas adotadas para conter parte desses efeitos, os preços avançaram em praticamente todo o país. Nos últimos dias do mês, começamos a observar novos movimentos de alta em alguns mercados, ainda sem disseminação por todas as unidades da Federação. Isso mantém nossa atenção voltada para outubro, porque câmbio, disponibilidade do produto nos mercados interno e externo e custos de importação e distribuição podem continuar pressionando os preços”, afirmou em nota.Diferenças regionaisA ValeCard reforça que a elevação no preço do diesel S-10  foi praticamente generalizada: 26 das 27 unidades da Federação registraram aumento, e apenas o Espírito Santo apresentou queda, de 0,79%, de R$ 7,320 para R$ 7,262.A maior alta ocorreu no Rio Grande do Sul (+5,56%), seguido por Santa Catarina (+4,51%), Amapá (+4,18%), Goiás (+3,82%) e Paraná (+3,70%). Também se destacaram Tocantins (+3,49%), Mato Grosso (+3,44%) e Bahia (+3,37%).O Sul concentrou três das maiores altas do mês. No Rio Grande do Sul, o preço avançou de R$ 6,368 para R$ 6,722, aumento de R$ 0,354 por litro; em Santa Catarina, passou de R$ 6,743 para R$ 7,047, alta de R$ 0,304; e, no Paraná, de R$ 6,913 para R$ 7,169, avanço de R$ 0,256.Rio Grande do Sul e Santa Catarina estão entre as oito UFs que vinham de quatro meses consecutivos de queda e inverteram a trajetória em setembro. Além deles, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e São Paulo também fizeram esse movimento.No Norte, a trajetória é diferente e mais prolongada. Acre, Amazonas, Amapá e Roraima registraram alta no diesel em todos os meses de maio a setembro, sem interrupção. Desde abril, o Amapá acumula aumento de R$ 1,616 por litro (+24,05%), de R$ 6,718 para R$ 8,334. No Acre, o avanço chega a R$ 1,490 (+21,83%), enquanto Roraima acumula alta de 15,62% no período.Com essa trajetória, o Amapá passou a registrar o maior preço médio do diesel S-10 do país, de R$ 8,334 por litro. O Rio Grande do Sul, mesmo após liderar as altas de setembro, permaneceu com o menor valor médio, de R$ 6,722. A diferença entre os extremos foi de R$ 1,612 por litro.The post Preço do diesel sobe em setembro, após quatro meses seguidos de queda, diz ValeCard appeared first on InfoMoney.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *