Estudo mostra os países mais acessíveis para viver na aposentadoria. Compare ranking

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Quais são os países que podem ser considerados como os destinos mais acessíveis para os aposentados viverem com suas pensões, poupança e outras rendas passivas? Uruguai, Ilhas Maurício e Espanha lideram o Retirement Index Global 2026, com Costa Rica e Portugal completando os cinco primeiros colocados entre os sistemas mais bem avaliados.O Brasil está entre os destinos de aposentadoria mais acessíveis das Américas, mas ocupa apenas a 15ª posição entre os 46 programas de vistos de aposentadoria e renda passiva no mundo avaliados nessa edição do ranking. O país se destaca-se em Mobilidade e Cidadania (6º) e Processo (4º), mas fica em 35º em Otimização Tributária.Segundo o indicador, o visto de renda passiva do Brasil, o VITEM XIV, consolida-se como um dos caminhos de residência mais acessíveis das Américas, mas seu tratamento tributário da renda de aposentadoria limita o desempenho geral.O Global Retirement Report & Index foi lançado nesta quarta-feira (30) pela Global Citizen Solutions, consultoria líder global em planejamento de residência e cidadania. Desenvolvido pelo braço de pesquisa da companhia, o Global Intelligence Unit, o índice pontua cada programa de visto de aposentadoria e renda passiva em cinco pilares: qualidade de vida, mobilidade e cidadania, tributação, processo e custos.O estudo calculou em 91,4 a pontuação geral do Brasil. O visto de renda passiva brasileira exige a comprovação de renda estável de aposentadoria ou pensão de US$ 2.000 por mês, não estabelece idade mínima, não exige compra de imóvel e possui amplas regras de inclusão familiar.Leia mais: O erro que pode tornar sua aposentadoria muito mais cara no futuroTributação é desafioSegundo o ranking, a maior força do Brasil está em Mobilidade e Cidadania (6º lugar), oferecendo mobilidade no Mercosul e um caminho para a naturalização. O principal ponto de atenção no cenário brasileiro é a Otimização Tributária (35º lugar).“O país tributa residentes pela renda mundial com alíquotas progressivas de até 27,5% e não possui regime especial para aposentados ou acordos para evitar dupla tributação com EUA e Reino Unido. O alívio vem de créditos unilaterais sobre o imposto pago no exterior e, no caso do Social Security norte-americano, de um crédito por reciprocidade reconhecido pela Receita Federal”, comenta em nota a Global Citizen Solutions .Laura Madrid, pesquisadora-chefe do Global Intelligence Unit diz em nota que o visto VITEM XIV é um dos programas mais acessíveis das Américas, exatamente por ter uma barreira de renda baixa, sem exigência idade mínima e apresentar um caminho claro para a cidadania. “Mas quem tem renda global significativa precisa avaliar com atenção a tributação sobre a renda mundial antes de decidir. A escolha certa depende menos do clima e mais das regras fiscais e de residência de cada país”, pondera.Veja o ranking dos 15 primeiros:ClassificaçãoPaísPontuação   1ºUruguai99,902 ºIlhas Maurício99,803 ºEspanha99,604 ºCosta Rica99,505 ºPortugal99,306 ºParaguai98,207 ºLetônia98,008 ºAndorra97,809 ºItália97,2010 ºGrécia95,9011 ºChile94,7012 ºNova Zelândia93,6013 ºÁustria92,2014 ºAlbânia91,7015 ºBrasil91,40Fonte: Retirement Index Global 2026Veja abaixo um comparativo entre os melhores programas/vistos para aposentados brasileiros de acordo com as pontuações nos pilares avaliados:1. Uruguai — É o programa mais equilibrado do grupo. É o único com desempenho consistente nos cinco pilares (Mobilidade 97, Custos 96, Processo 84, Qualidade de Vida 78). Reúne residência simplificada pelo Acordo de Residência do Mercosul, caso não se possa recorrer ao Visto de Rentista diretamente, afinidade linguística, proximidade geográfica e um regime de tributação territorial reforçado pela Lei 20.446 (o chamado Tax Holiday 2.0), que isenta rendimentos de capital de fonte estrangeira por até onze anos. É a alternativa de menor risco de execução.2. Portugal — É uma via de acesso à União Europeia. Reúne identidade linguística, naturalização em sete anos pela condição de nacional da CPLP e, ao fim do percurso, a cidadania europeia; os pilares de Qualidade de Vida (94) e Mobilidade (99) estão entre os mais altos do Índice. A fragilidade é tributária (58): com a extinção do regime de Residente Não Habitual e sua substituição pelo IFICI (que não contempla rendimentos de aposentadoria), o titular do D7 passa a ser tributado em bases universais.3. Espanha — O caminho mais célere à cidadania europeia. Na condição de ibero-americano, o nacional brasileiro naturaliza-se em apenas dois anos, e o país lidera o grupo em Qualidade de Vida (94). A ressalva recai sobre o pilar tributário (50, o mais baixo do grupo): a Espanha tributa a renda em bases mundiais, a alíquotas progressivas elevadas e sem regime preferencial para aposentados.4. Paraguai — O melhor custo-benefício fiscal e de entrada. Combina o menor patamar de exigência financeira, residência ágil via Mercosul e um regime estritamente territorial, que mantém a aposentadoria de fonte brasileira fora do alcance da tributação local. O contraponto é a Qualidade de Vida (70), seu pilar mais baixo. Para o perfil orientado a eficiência tributária e a custo, assume a primeira posição.4. Costa Rica — Base estável nas Américas. Oferece regime territorial (88), afinidade linguística e notas elevadas em Custos (95) e Mobilidade (95), amparadas por sólida estabilidade institucional. A limitação está no Processo (64): o programa Pensionado é consolidado, mas o trâmite é o mais lento.Menções complementares: a Argentina (Mercosul, afinidade linguística, proximidade geográfica e naturalização em dois anos, com a ressalva da instabilidade macroeconômica) e o Panamá (regime territorial, economia dolarizada e o consolidado programa Pensionado).Para Patricia Casaburi, CEO da Global Citizen Solutions, a principal conclusão do Índice é que um visto de aposentadoria deve ser entendido como um ativo; uma forma de diversificar a exposição tributária, de estilo de vida e política.“Com a população mundial de 65 anos ou mais prevista para quase dobrar, chegando a 1,6 bilhão até 2050, estamos diante de uma geração de aposentados que viverá mais, será mais numerosa e terá mais mobilidade do que nunca. Os países que desenharem seus programas em torno dessa realidade moldarão a próxima década da mobilidade na aposentadoria”, diz.Principais conclusõesResidência como classe de ativos. O relatório redefine o visto de aposentadoria ou de renda passiva como uma decisão de alocação, e não como burocracia, capaz de oferecer qualidade de vida, otimização tributária, mobilidade e, acima de tudo, opcionalidade.“Um visto de aposentadoria é uma decisão de alocação de ativos que tem cada vez mais relevância em um contexto de volatilidade e instabilidade: avalie o dividendo de qualidade de vida que ele gera, a exposição tributária de que ele protege e se oferece uma jurisdição-base alternativa, sólida e previamente constituída, para o caso de necessidade futura”, afirma Laura Madrid.Dilema decisivo é a tributação versus estilo de vida. A vantagem fiscal e a qualidade de vida/mobilidade são inversamente correlacionadas; os vencedores em baixa tributação raramente são os vencedores em qualidade de vida. Apenas quatro jurisdições escapam desse dilema: Uruguai, Maurício, Costa Rica e Paraguai, que, juntos, ocupam quatro das seis primeiras posições. Os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein obtêm pontuação máxima em tributação e agilidade, mas ficam em 19º e 42º lugar, puxados para baixo pela menor mobilidade, no caso do Bahrein, e pela ausência de caminho para a cidadania em ambos os países do Golfo.Janela para a cidadania está se estreitando e os caminhos dos programas estão ficando mais restritivos. Portugal dobrou seu prazo de naturalização de cinco para dez anos (sete para cidadãos da UE e de países de língua portuguesa), o sinal mais claro até agora de uma restrição mais ampla do acesso à cidadania na Europa, o que custou a Portugal a liderança na edição deste ano do Índice Global de Aposentadoria. Com a Itália e a Irlanda restringindo a cidadania por descendência, fechando a porta para potenciais requerentes em todo o mundo, os vistos de renda passiva tornam-se uma opção importante para aposentados.O programa certo depende do objetivo, não da classificação geral. Ponderar o Índice em torno de um objetivo específico reorganiza a tabela: os Emirados Árabes Unidos, 19º no geral, lideram quando o foco é tributário, enquanto a Espanha, terceira no geral, lidera em qualidade de vida, mobilidade e família.A opcionalidade de cidadania está geograficamente concentrada. A combinação de um passaporte forte com um caminho definido para a naturalização se concentra na União Europeia e em grande parte da América Latina. Dos 46 programas, 24 oferecem naturalização em até cinco anos e 17 entre seis e dez anos, enquanto quatro (Malta, Emirados Árabes Unidos, Irlanda e Bahrein) não oferecem nenhum caminho padrão. Os caminhos mais rápidos estão na América do Sul, liderados pela Argentina, com cerca de dois anos.Os limites de renda exigidos variam, de aproximadamente US$ 600 a US$ 10.600 por mês. A Costa Rica se destaca pelo custo-benefício (um programa entre os cinco melhores por cerca de US$ 1.000), enquanto Andorra, Malta e Bahrein estão no topo da faixa de preço.A questão da dupla nacionalidade. Onze países (entre eles Áustria, Andorra, Emirados Árabes Unidos e Malásia) restringem ou não permitem a dupla nacionalidade, de modo que naturalizar-se neles significa renunciar ao passaporte original. Para quem não está disposto a isso, o caminho se limita à residência permanente.A Europa lidera em estilo de vida e mobilidade; seus programas ocupam todas as cinco primeiras posições do pilar de mobilidade e cidadania (Grécia, Itália, França, Portugal e Chipre), mas fica atrás em tributação e apresenta a maior disparidade interna entre todas as regiões.As Américas se destacam em custo, eficiência fiscal e variedade, com programas de passaporte forte e naturalização rápida no Brasil, na Argentina e no Chile que superam as expectativas e ajudam a impulsionar o Uruguai e o forte desempenho geral da América do Sul.A África se apoia no caso atípico de Maurício, enquanto o Oriente Médio continua sendo um especialista puro em tributação e agilidade, oferecendo regimes de imposto zero e execução rápida, mas nenhum caminho para um segundo passaporte.The post Estudo mostra os países mais acessíveis para viver na aposentadoria. Compare ranking appeared first on InfoMoney.

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