Prefixados do Tesouro aceleram após juro dos EUA atingir máxima de 24 anos

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As taxas do Tesouro Direto sobem nesta quinta-feira (1º), com os prefixados liderando o movimento, em dia de forte pressão nos juros americanos, que atingem o maior patamar em mais de duas décadas.O Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 subiu de 14,09% no fechamento de quarta-feira para 14,18% ao meio-dia, alta de 9 pontos-base. O Prefixado 2032 avançou de 14,12% para 14,19%, e o Prefixado 2029 foi de 13,80% para 13,90%.Nos títulos de inflação, o movimento foi mais discreto. O IPCA+ 2050 ficou praticamente estável, em 7,04%, e o IPCA+ com Juros Semestrais 2045 recuou de 7,20% para 7,17%. O IPCA+ 2032 permaneceu em 7,62%.Leia tambémInflação vira o maior medo dos mais ricos no mundo inteiroPesquisa do braço de gestão de fortunas do Citi com 351 family offices mostra que preservar o poder de compra virou prioridade, e alocações incluem elevar caixa e bolsa ao mesmo tempoControle cambial no Brasil? Gestores veem risco baixo, mas compram proteçãoPor precaução, grandes gestoras estão montando estruturas para o caso de uma restrição para as remessas de dólar em uma eventual crise maior na economia, na linha do que ocorreu na ArgentinaNos Estados Unidos, o rendimento do Treasury de 10 anos subiu 4 pontos-base nesta quinta, para 5,3338%, o maior nível desde abril de 2002. O de 30 anos avançou 3 pontos, para 5,6702%, maior patamar desde julho daquele ano. A dívida pública global cruzou a marca de US$ 40 trilhões, pressionada por déficits governamentais elevados e por um volume recorde de captações corporativas ligadas a investimentos em infraestrutura de inteligência artificial, o que tem elevado o custo de financiamento para famílias, empresas e para as próprias avaliações do mercado acionário.Mesmo com a pressão nos juros longos, as ações de tecnologia ligadas à inteligência artificial sustentaram ganhos em Wall Street no início do pregão americano.“Mantemos uma postura construtiva em relação ao risco do ponto de vista estratégico, mas prevemos aumentos nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA e nos preços da energia como obstáculos de curto prazo”, afirma o time de estratégia global do Morgan Stanley, em nota. “A retórica dos bancos centrais tornou-se mais agressiva em relação à valorização do Brent, mas o crescimento robusto significa que as avaliações dos ativos de risco podem se manter, em grande parte, mesmo com a alta dos rendimentos. A narrativa sobre inteligência artificial permanece intacta, mesmo com a liderança se voltando para os novos usuários”, ressaltam os estrategistas.Veja as taxas do Tesouro Direto às 9h39 desta quinta-feira (1):TítuloRendimento AnualVencimentoTesouro Reserva 2036SELIC01/01/2036Tesouro Selic 2031SELIC + 0,0843%01/03/2031Tesouro Prefixado 202913,90%01/01/2029Tesouro Prefixado 203214,19%01/01/2032Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 203714,18%01/01/2037Tesouro IPCA+ 2032IPCA + 7,62%15/08/2032Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037IPCA + 7,51%15/05/2037Tesouro IPCA+ 2040IPCA + 7,22%15/08/2040Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045IPCA + 7,17%15/05/2045Tesouro IPCA+ 2050IPCA + 7,04%15/08/2050Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060IPCA + 7,08%15/08/2060The post Prefixados do Tesouro aceleram após juro dos EUA atingir máxima de 24 anos appeared first on InfoMoney.

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